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Adaptação de aparelhos auditivos: a importância da audiometria para a sua audição

A adaptação de aparelhos auditivos costuma não ser tão rápida. Por esse motivo, é de suma importância que você siga todas as recomendações de um médico especialista para alcançar os resultados esperados durante a adaptação.

Nesse sentido, podemos destacar a importância de uma avaliação considerada fundamental nesse processo: a audiometria. Esse exame oferece diversos benefícios para o paciente, os quais vamos mostrar neste artigo.

Explicaremos em detalhes o que é a audiometria e qual a sua importância durante a adaptação do aparelho auditivo. Acompanhe!

O que é o exame de audiometria?

O exame de audiometria vai avaliar como está a capacidade do paciente de ouvir os sons. Normalmente, esse tipo de exame é requisitado quando a pessoa se dirige a uma consulta médica com a queixa de que está com a audição prejudicada, ou seja, ouvindo pouco.

Contudo, isso não significa que a audiometria deva ser feita apenas em pacientes que já apresentam perda de audição. Ela pode ser realizada como uma medida preventiva, pois é por meio desse exame que é possível detectar alterações auditivas que podem comprometer a saúde e a qualidade de vida do paciente.

Além disso, a audiometria também pode servir como um exame complementar para outros diagnósticos, como quando o paciente apresenta quadros de infecção, traumas, condições hereditárias etc.

A audiometria auxilia na identificação do grau da perda auditiva, o qual pode ser analisado isoladamente em cada ouvido. A perda auditiva pode estar ligada ao ouvido interno, médio ou externo, às vias auditivas sensoriais, entre outros fatores.

Quais são os tipos de audiometria?

O profissional responsável pela audiometria é o fonoaudiólogo. O aparelho usado é o audiômetro, e o exame é dividido em dois tipos, os quais vamos explicar a seguir. Confira!

Audiometria tonal

Esse tipo de exame mostra, por meio de frequências, quantos decibéis o paciente escuta. Ou seja, a audiometria tonal avalia os tons puros, os quais são emitidos em diferentes frequências, a fim de possibilitar a detecção do tipo e grau da perda auditiva. Ele é realizado por via óssea e por via aérea.

Pela via óssea, é possível saber o tipo de perda, ou seja, se acontece na condução do som ou se é neurossensorial. De acordo com o resultado, o paciente é classificado com perda leve, perda moderada, perda severa ou perda profunda.

Audiometria vocal

Esse é o teste em que o profissional fala as palavras e o paciente repete do jeito que entender. O objetivo é analisar o grau de entendimento que esse paciente tem. O resultado é a porcentagem da quantidade de palavras que ele acertou.

Em suma, a audiometria vocal avalia a capacidade que o paciente tem de compreender a voz humana. Sendo assim, ele deve demonstrar a sua compreensão e percepção pelo que está sendo dito pelo especialista.

É importante ressaltar que os dois exames são complementares e feitos de uma só vez.

Como ela é realizada?

Ao realizar a audiometria, o fonoaudiólogo não exigirá nenhum preparo prévio, nem mesmo a suspensão do uso de qualquer medicamento ou alimento. A audiometria é um exame simples e não invasivo.

No momento da realização do procedimento, o paciente precisará entrar em uma cabine acústica, a fim de isolar os sons do ambiente. Essa cabine tem uma janela de vidro, para que o especialista possa observar o paciente dentro dela. Com exceção das ocasiões em que o profissional precisa se comunicar com o paciente, todo o exame ocorre em silêncio.

O paciente deverá inserir um fone no ouvido, o qual estará conectado a um microfone. Por meio desse fone, serão emitidos variados sons pelo especialista. Conforme antecipada combinação, o paciente deverá responder aos sons fazendo sinais — levantando as mãos, por exemplo.

Em determinado momento da audiometria, o fonoaudiólogo emitirá algumas palavras que deverão ser repetidas pelo paciente. No caso da audiometria tonal, por via óssea, um vibrador é inserido sobre a base do osso temporal (mastoide) do paciente, o qual se localiza na parte de trás da orelha, com a finalidade de apontar as percepções de vibrações desse osso.

A audição é medida por meio de decibéis e, geralmente, varia entre 0 e 120 decibéis. Vale destacar que uma pessoa com audição normal ouve, no mínimo, 20 decibéis, algumas vezes até menos.

Sendo assim, podemos considerar como perda auditiva:

  • leve: quando o paciente escuta entre 21 e 40 decibéis;

  • moderada: entre 41 e 70 decibéis;

  • severa: entre 71 e 90 decibéis;

  • profunda: acima dos 91 decibéis.

Qual é a importância da audiometria na adaptação de aparelhos auditivos?

Durante o acompanhamento, o paciente pode reclamar que a potência do aparelho está muito baixa. Assim, a avaliação com o exame de audiometria é importante para analisar se há algum problema com o paciente, se a audição dele sofreu alguma alteração ou se o aparelho está apresentando alguma falha.

Por meio da audiometria é possível, também, descobrir condições que vão além da perda auditiva, como um tumor. É um exame importante e que atua de forma preventiva.

Quais são os seus benefícios?

Depois que o paciente começa a usar o aparelho auditivo, a audiometria funciona como uma forma de acompanhamento que auxiliará na adaptação de aparelhos auditivos. É um controle para garantir que o aparelho está fazendo o efeito esperado e proporcionando melhora na qualidade de vida do paciente.

A audiometria deve ser feita uma vez por ano para medir como o cérebro está reagindo ao estímulo feito com o aparelho para melhorar o entendimento.

Se o primeiro exame apresentou resultado de 60% de entendimento, por exemplo, a audiometria vai servir para mostrar se, com o uso constante, houve a melhora esperada e o aumento desse número.

A adaptação de aparelhos auditivos é um processo que demanda muita paciência e dedicação do paciente. É preciso estar atento a todas as orientações do especialista para garantir que a adaptação seja um sucesso. Sendo assim, não negligencie nenhuma visita ou exame. Todos são fundamentais na recuperação auditiva do paciente.

Agora, que você já entendeu a importância da audiometria na adaptação de aparelhos auditivos, entre em contato com a nossa equipe e conheça todos os nossos serviços e produtos!

 

Labirintite: conheça suas causas, sintomas e tratamentos

Labirintite: conheça suas causas, sintomas e tratamentos

A labirintite caracteriza-se pela inflamação do labirinto, que nada mais é que a estrutura da orelha interna, a qual é constituída pelos canais semicirculares e vestíbulo (responsáveis pelo equilíbrio) e pela cóclea (responsável pela audição). Geralmente, essa doença se desenvolve após os 40 ou 50 anos. 

Níveis elevados de triglicérides, colesterol e ácido úrico podem gerar modificações nas artérias que diminuem a circulação de sangue no labirinto e em algumas áreas do cérebro, favorecendo o surgimento da doença.

A seguir, vamos explicar com mais detalhes quais são as principais causas da labirintite, seus sintomas, os tratamentos disponíveis e qual é a sua relação com a perda de audição. Acompanhe!

Quais são as principais causas da labirintite?

A labirintite pode ser ocasionada por qualquer situação que envolva a inflamação no ouvido. Por essa razão, é de suma importância identificar a raiz do problema para que o tratamento seja mais eficiente. Entre as principais causas, podemos citar:

  • infecções virais, como sarampo, resfriados, gripes e febre glandular;
  • infecções bacterianas, por exemplo, a meningite;
  • alergias;
  • consumo de aspirina, antibióticos e outros remédios que possam causar algum problema no ouvido;
  • pressão alta;
  • colesterol alto;
  • diabetes;
  • problemas na tireoide;
  • traumatismo craniano;
  • tumor cerebral;
  • doenças neurológicas;
  • disfunção da articulação temporomandibular (ATM);
  • consumo excessivo de cigarro, bebidas alcoólicas e até mesmo de café.

Há situações em que a labirintite é causada pelo desenvolvimento da ansiedade e do estresse. Nesses casos, ela é chamada de labirintite emocional. Ela caracteriza-se pelo surgimento da tontura, alteração no equilíbrio e dores de cabeça que pioram quando movimentos bruscos são realizados.

Além das causas, é importante que você também observe os fatores de risco que podem ocasionar a labirintite, como: 

  • idade acima dos 40 anos;
  • glicose baixa no sangue;
  • otite;
  • uso de alguns medicamentos que causam estresse;
  • má alimentação.

Quais são os sintomas?

Quais são os sintomas?

Vertigens e tonturas são sintomas clássicos da labirintite. Vertigem é quando você tem aquela sensação de que o ambiente está girando ao seu redor. No caso da tontura, você se desequilibra, tem a sensação de pisar no vazio e tem momentos de instabilidade que dão a impressão de queda. Percebeu a diferença?

Quando a labirintite está em sua fase aguda, ela pode levar de minutos a dias para passar. Além da vertigem e das tonturas, o paciente também pode sentir: 

  • náuseas;
  • vômitos;
  • sudorese;
  • alterações gastrointestinais;
  • perda de audição ou audição diminuída;
  • zumbido no ouvido.

Mudar seu estilo de vida é muito importante para evitar as crises de labirintite. Algumas ações que você pode adotar desde já são:

  • evitar a ingestão de álcool;
  • não fumar;
  • controlar os níveis de triglicérides, de colesterol e a glicemia;
  • ter uma dieta saudável para manter o peso equilibrado;
  • alimentar-se regularmente, de preferência, a cada três horas, evitando, assim, intervalos muito grandes entre as refeições;
  • praticar exercícios físicos;
  • beber bastante água;
  • evitar o consumo de bebidas gaseificadas, como a água tônica, pois contêm quinino;
  • administrar, da melhor forma possível, as crises de ansiedade e estresse.

É necessário ressaltar que você não deve dirigir durante as crises ou sob o efeito de remédios para o tratamento da labirintite. Conte sempre com um familiar ou amigo para ajudar você nesses momentos.

Quais os tratamentos disponíveis?

Antes de iniciar o tratamento, é preciso realizar o diagnóstico da labirintite, o qual deve ser feito com um médico especialista, o otorrinolaringologista. Ele indicará os exames necessários para avaliar a presença de inflamações no ouvido, podendo também indicar a realização da audiometria para verificar se o paciente desenvolveu algum tipo de perda de audição.

Além desses exames, o médico também pode solicitar:

  • EEG (Eletroencefalograma);
  • tomografia computadorizada da cabeça;
  • eletronistagmografia;
  • ressonância magnética da cabeça;
  • testes em que o ouvido interno é resfriado e aquecido com ar ou água (estímulo de calor) para verificar os reflexos do olho.

Identificado o tipo de labirintite (emocional, viral ou bacteriana), o médico consegue indicar o tratamento mais adequado para cada caso. Por falar em tratamento, precisamos destacar os mais comuns, certo? Então vamos lá!

Nos casos em que o paciente desenvolve uma crise de labirintite, o médico pode receitar o uso de medicamentos, como:

  • Betaserc;
  • Clopam;
  • Cinarizina;
  • Dramin;
  • Dramin B6;
  • Dramin B6 DL;
  • Labirin;
  • Vertix.

No entanto, se o quadro clínico do paciente apresentar sintomas mais intensos, é possível que o médico indique a necessidade de internação para aplicar as medicações.

Também existe a possibilidade de o profissional indicar uma terapia chamada de reabilitação labiríntica, a qual visa melhorar o equilíbrio do indivíduo com a realização de exercícios específicos, monitorados por um fisioterapeuta ou fonoaudiólogo.

Vale destacar que a automedicação jamais deve ser realizada. A lista de medicamentos deste texto serve apenas como uma informação, ou seja, somente o médico pode indicar o medicamento ideal para cada caso.

Qual é a relação entre labirintite e perda auditiva?

Qual é a relação entre labirintite e perda auditiva?

Como a região afetada pela labirintite também é responsável pelo ato de escutar, ao desenvolver a doença, você corre o risco de ter algum grau de perda de audição. Caso isso aconteça, não se desespere, pois existem no mercado diversos tipos de aparelhos auditivos que podem ser usados para você não perder a sua qualidade de vida. Isto é, eles permitem que o usuário tenha uma rotina normal, sem prejuízos.

No entanto, para que isso aconteça, é importante procurar ajuda profissional (fonoaudiólogo), a fim de fazer o acompanhamento da perda da audição. Do contrário, ela pode se agravar. Existem diversos modelos para você escolher, desde os que são quase invisíveis até os que são à prova d’água. Você também pode adquirir acessórios que dão mais eficácia ao aparelho, podendo ser usados para assistir à TV, falar ao telefone etc.

A labirintite é um problema sério de saúde, uma vez que pode ocasionar outros males mais graves, como a perda de audição. Contudo, ao contar com a ajuda de um profissional especializado, é possível tratar esse problema de maneira eficiente, a fim de ter mais qualidade de vida. Além disso, por meio de um diagnóstico correto, as chances de recuperação aumentam.

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O que é colesteatoma e quais os seus principais sintomas?

O que é colesteatoma e quais os seus principais sintomas?

A perda da audição em seus mais variados graus é uma queixa frequente nos consultórios médicos, especialmente os especializados em otorrinolaringologia. Afinal, esse problema afeta bastante a qualidade de vida do paciente e tende a fazer com que ele se prive do convívio social e se torne dependente de outras pessoas.

Há inúmeras causas para os problemas auditivos e entre elas está o colesteatoma, que é o crescimento anormal de pele dentro do ouvido. Para entendermos mais sobre o assunto, conversamos com Tamires Santos, fonoaudióloga e supervisora comercial da A&R Aparelhos Auditivos.

Acompanhe este artigo para conhecer mais sobre esse problema, seus sintomas e possíveis tratamentos!

O que é colesteatoma?

Clinicamente chamado de otite média crônica, o colesteatoma é caracterizado pelo crescimento gradativo de pele (que os especialistas chamam de tecido epitelial) dentro do ouvido em direção ao tímpano. A partir do momento que essa massa se forma, a tendência é continuar aumentando.

Desse modo, as estruturas do ouvido médio são comprimidas e enzimas, que destroem partes do sistema e causam inflamações crônicas, são produzidas. Tamires Santos esclarece que o colesteatoma tem a aparência de um cisto, sendo considerado um tumor benigno. No entanto, vale destacar que não se trata de um câncer.

Se o cisto crescer muito, é preciso uma intervenção cirúrgica para removê-lo e evitar danos mais severos, como destruição dos ossos do ouvido médio, perda da audição, alteração do equilíbrio e da movimentação dos músculos faciais.

Quais são os tipos de colesteatoma?

Dependendo da causa, o colesteatoma pode ser classificado em dois tipos. A seguir, conheça melhor cada um deles:

  • congênito — o indivíduo já nasce com excesso de pele no canal auditivo. Nesse caso, as razões ainda são desconhecidas;
  • adquirido — é a situação mais comum e ocorre quando há uma perfuração ou invaginação (desdobramento da membrana do tímpano) devido a infecções repetidas no ouvido ou não tratadas da forma adequada.

Quais são os sintomas?

5No início, os sintomas são leves. Somente quando o cisto atinge um tamanho maior é que surgem os efeitos mais graves. Os principais sintomas observados pelos profissionais são:

  • desconforto e dores no ouvido;
  • sensação de pressão de ouvido, como se estivesse entupido;
  • vertigem e perda do equilíbrio;
  • zumbido;
  • diminuição da capacidade auditiva;
  • liberação de secreção do ouvido com odor fétido bastante forte.

O crescimento anormal de tecido cria um ambiente propício para o desenvolvimento de fungos e bactérias. Desse modo, pode causar infecções no ouvido com o surgimento de inflamação no local.

Nos casos mais graves, quando o paciente demora a procurar ajuda médica, pode haver perfuração no tímpano, formação de abcessos no cérebro, meningite, danos nos ossos do ouvido, o que coloca a vida do indivíduo em risco.

A fonoaudióloga da A&R comentou sobre o caso de um paciente que procurou o centro auditivo com queixas de perda da audição. Após realizar a audiometria, foi encaminhado a um otorrinolaringologista, que o orientou a utilizar um aparelho auditivo. Porém, teve pouca evolução e as dificuldades continuavam.

Então, o otorrinolaringologista solicitou novos exames e descobriu a existência de um colesteatoma. Foi realizada uma cirurgia para a retirada da massa de tecido no ouvido médio e, posteriormente, o paciente prosseguiu com o tratamento na clínica.

A recuperação desse paciente foi um sucesso justamente porque ele contou com o auxílio de profissionais capacitados e procurou ajuda médica logo nos primeiros sintomas.

O que causa o colesteatoma?

Conforme mostramos, há dois tipos de colesteatoma. Nos casos mais raros, ele pode se desenvolver no bebê durante a gestação e as razões para isso ainda são desconhecidas.

O mais comum é o surgimento causado por infecções repetidas no ouvido ou otites não tratadas corretamente. Entretanto, ele também pode ocorrer por alterações no funcionamento da tuba auditiva, que é um canal que liga a faringe ao ouvido médio. As causas para isso podem ser infecções crônicas nos ouvidos, nos seios nasais (sinusite), alergias ou, até mesmo, resfriados.

Há formas de prevenir o surgimento desse tipo cisto?

Não há como prevenir o colesteatoma congênito, porque ele ocorre durante a formação do bebê. No entanto, alguns casos do tipo adquirido podem ser evitados. Como ele pode surgir em decorrência de infecções tratadas de maneira inadequada, é imprescindível consultar-se com um otorrinolaringologista sempre que sentir qualquer incômodo e obedecer rigorosamente ao que for recomendado por ele.

Como é o tratamento?

Como é o tratamento?

Geralmente, o tratamento é feito em três estágios. No início, o médico pode prescrever o uso de antibióticos e limpeza cuidadosa para tratar a infecção e drenar o ouvido. Em seguida, são analisadas as condições do paciente para a realização de uma cirurgia para remover o cisto, chamada de timpanomastoidectomia.

O objetivo principal é a retirada de todo o tecido que se formou no local, mas, em algumas situações, também é preciso fazer a reconstrução de partes danificadas do ouvido interno. Sessões de radioterapia e quimioterapia também podem ser necessárias, conforme explicou Tamires Santos.

Por se tratar de um procedimento invasivo, o paciente precisará passar por uma reabilitação auditiva. Quando for preciso o uso de aparelhos auditivos, o profissional avaliará as necessidades de cada paciente para indicar o mais adequado. Desse modo, o indivíduo recuperará sua qualidade de vida.

Mesmo após a retirada do cisto, é preciso fazer um monitoramento regular, pois ele pode voltar a aparecer. O recomendado é ter um acompanhamento médico mais minucioso nos cinco primeiros anos após a cirurgia e realizar audiogramas de tempos em tempos.

Como você viu, o colesteatoma é uma condição que pode ocorrer em indivíduos de qualquer idade. Se não for tratada a tempo, pode ter consequências graves. Quanto antes o paciente buscar orientação médica, maior será a probabilidade de preservar a saúde e evitar danos severos à audição. Mas somente um otorrinolaringologista pode dar um diagnóstico definitivo e indicar a melhor forma de tratar essa patologia.

Quer saber mais sobre esse assunto? Então, aproveite a visita ao blog e leia outro post para saber o que faz um otorrinolaringologista e quando procurar esse profissional. Boa leitura!

Aparelho auditivo Pure Charge&Go: vale a pena?

Aparelho auditivo Pure Charge&Go: vale a pena?

A tecnologia está sempre em evolução quando se trata de aparelhos auditivos: dispositivos cada vez mais discretos, confortáveis e tecnológicos chegam ao mercado trazendo qualidade de vida para pessoas com diferentes graus de perda auditiva.

Uma das novidades é o Pure Charge&Go da marca Signia, um aparelho auditivo recarregável que tem transmissão direta via Bluetooth e ainda permite que o usuário tenha uma audição mais natural da própria voz.

Ficou interessado em saber mais sobre essa inovação? Então fique por dentro dos detalhes do dispositivo neste post, descubra para quem esse modelo é indicado e conheça os diferenciais de atendimento da A&R!

Quais são as principais características do aparelho Pure Charge&Go?

Quais são as principais características do aparelho Pure Charge&Go?

Sabe o inconveniente de precisar trocar as pilhas para poder continuar usando o aparelho auditivo? É algo que atrapalha usuários que não têm uma boa destreza manual ou apresentam alguma dificuldade visual.

Pois bem, a grande vantagem do Pure Charge&Go — além do seu design sofisticado — é justamente a alta durabilidade por causa da bateria recarregável de íons de lítio: basta colocar o aparelho no carregador.

Sempre pronto para ser utilizado

A bateria não vicia, então, caso seja necessário, a pessoa pode chegar em casa à noite, retirar o aparelho auditivo para colocar no carregador enquanto toma um banho e voltar a usá-lo mesmo que tenha carregado por apenas 15 minutos — ele funcionará normalmente. É uma praticidade e tanto!

Função de desumidificação

O Pure Charge&Go é um aparelho de alta tecnologia no mercado: nos primeiros 90 minutos de carregamento ele faz a função de desumidificação, que é importante, pois o dispositivo fica atrás da orelha e tem contato com suor, umidade e oleosidade da pele.

Conectividade

O Pure Charge&Go tem, ainda, outros diferenciais:

  • transmite ligações telefônicas do smartphone ao aparelho auditivo, proporcionando praticidade e conforto ao usuário;
  • permite que você escute sua música ou podcast favorito do seu smartphone;
  • traz conforto para assistir a seus programas de TV, pois o som do televisor é transmitido diretamente ao aparelho.

É possível utilizar o aparelho o dia todo carregando somente à noite?

O usuário pode ficar tranquilo e realizar todas as atividades da rotina, pois o Pure Charge&Go continuará funcionando perfeitamente se ele o deixar carregando somente durante a noite.

Caso a pessoa utilize algum dispositivo para áudio ou televisão, por exemplo, o aparelho chega a ter 16 horas de uso. Para quem não usa esses recursos — porque não tem ou não gosta de celular — a bateria pode durar 19 horas.

Ao carregar por 30 minutos, a carga é suficiente para 7 horas de uso. Após 2 horas no carregador, o aparelho auditivo fica completamente carregado.

O Pure Charge&Go é eficiente em locais muito barulhentos?

O Pure Charge&Go é eficiente em locais muito barulhentos?

É importante destacar que estamos falando de um aparelho de alta performance, ou seja, que apresenta diversos recursos que trazem melhor audibilidade. Um diferencial, por exemplo, é que a pessoa consegue ouvir a sua própria voz de uma maneira natural, permitindo, dessa forma, uma experiência mais agradável.

Isso ocorre porque os microfones do Pure Charge&Go são desenvolvidos com alta tecnologia para o paciente conseguir perceber qual voz é mais importante e ter um bom entendimento, inclusive em ambientes desafiadores, como shoppings, ruas movimentadas e palestras.

Ele também conta com os redutores de ruído de som fraco e de som forte: o aparelho faz isso de forma automática sem prejudicar a percepção da fala.

Quem pode utilizar esse modelo de aparelho auditivo?

O paciente chega com indicação médica e resultado da audiometria. Então, ao buscar o aparelho auditivo, é avaliado o tipo de perda e o que ele busca no dispositivo. Se ele quer praticidade e está cansado de comprar pilhas, o mais indicado é o Pure Charge&Go.

Mas é claro que existem restrições a esse modelo: ele não é indicado para algumas patologias, já que seu receptor é inserido dentro do ouvido. Desse modo, não é recomendado para quem tem muita cera ou infecções no ouvido.

Nessas situações, há outros modelos mais indicados, como o Motion Charge&Go, visto que a parte do dispositivo que fica dentro do ouvido pode ser lavada e higienizada da maneira adequada.

Como são feitas as manutenções?

A manutenção do aparelho vai depender dos cuidados do usuário. Assim, se ele colocar o aparelho para carregar e desumidificar, evitar que ele caia ou molhe, a durabilidade será maior e nem será necessário fazer a manutenção.

A garantia dos aparelhos auditivos varia de dois a cinco anos dependendo do modelo. Dentro desse prazo, é sempre bom saber se a pessoa quer enviar o aparelho para manutenção, visto que nesse período não há custo.

Quando esse processo é feito depois da garantia, é cobrado um valor fixo: o aparelho é enviado ao laboratório, onde será avaliada a necessidade de fazer ou não a troca.

Quais são os diferenciais do atendimento da A&R?

Quais são os diferenciais do atendimento da A&R?

A A&R tem um compromisso com a saúde e qualidade de vida do usuário. Por atender públicos variados, busca indicar o melhor aparelho de acordo com as preferências e o estilo de vida de cada paciente. Existem pessoas que são mais práticas e jovens, aquelas que são práticas e já estão na terceira idade, quem é mais jovem e busca algo mais simples.

Dessa maneira, em primeiro lugar, a equipe da A&R investiga o que o usuário precisa de acordo com a audiometria. Depois, é feito um estudo para saber o que ele busca no aparelho auditivo, como praticidade, questões estéticas e conectividade, por exemplo. Por fim, a pessoa faz uma experiência em sala com um fonoaudiólogo para ver todos os benefícios da tecnologia.

O Pure Charge&Go é um aparelho auditivo estético, prático e com tecnologia para proporcionar uma boa experiência e conforto para todos os tipos de perda. Se você busca um dispositivo inovador, não deixe de conferir esse modelo e viva melhor.

Gostou de conhecer os detalhes do Pure Charge&Go? Busca mais esclarecimentos sobre essa tecnologia? Entre em contato conosco e tire suas dúvidas.

Imitanciometria: entenda a sua importância e como ele é realizado

Imitanciometria: entenda a sua importância e como ele é realizado

Por vezes, o cuidado com a audição requer a realização de exames complementares. Um deles é a imitanciometria, também chamada de impedanciometria, capaz de avaliar a integridade de estruturas fundamentais do sistema auditivo.

Tal exame pode ser realizado sozinho ou com o intuito de complementar a audiometria. É interessante, também, que ele é determinante em todas as faixas etárias, desde a infância até a terceira idade.

Seja para triagem,

seja para diagnóstico, a imitanciometria é decisiva para estabelecer diagnósticos. Que tal entender mais sobre o assunto? Continue a leitura!

Entenda o que é imitanciometria

A capacidade de ouvir e compreender os sons exige a integridade das estruturas que compõe o sistema auditivo. Para entender melhor, vamos fazer uma breve revisão anatômica, começando pela divisão em orelhas externa, média e interna.

A parte externa é composta pelo pavilhão, conhecido popularmente como orelha, e pelo conduto auditivo, que vai até na membrana timpânica. É justamente o tímpano que marca a divisão entre orelha externa e média, sendo que a segunda é composta pelos chamados ossículos — martelo, bigorna e estribo.

Quando as ondas sonoras atingem a membrana timpânica, elas causam pressões, as quais movimentam os ossículos que transmitem os impulsos para a orelha interna, onde se localiza a cóclea. A partir daí, as ondas serão convertidas em estímulos elétricos e enviadas para o cérebro.

A imitanciometria avalia como está a transmissão do som durante o trajeto, principalmente entre a membrana timpânica e os ossículos da orelha. Além disso, também identifica alterações na tuba auditiva, um canal que liga a orelha média ao nariz e à garganta, fundamental para manter a pressão do ouvido em níveis ideais.

Por meio da avaliação, consegue detectar disfunções na movimentação da membrana, infecções auditivas ou mesmo nasais, além de diagnosticar perda auditiva.

Saiba quais são as etapas para realização

Saiba quais são as etapas para realização

Antes de tudo, não é necessário nenhum preparo especial para fazer o exame, apenas é recomendado evitar exposição a volumes muito elevados nas 14 horas antes do procedimento. Contudo, o exame em si dura, em média, 1 hora, sendo bem simples e não provocando dor.

Durante toda a realização, o paciente se mantém sentado e acordado, sem nenhum tipo de sedação ou medicação. O profissional que executa utiliza um fone de ouvido modificado, pois em uma das extremidades encontra-se uma sonda.

A função da sonda é ser introduzida no canal auditivo externo, onde vai injetar pressões positivas e negativas. Além disso, tal sonda é conectada a um microfone que, posteriormente, vai emitir sons em frequências predeterminadas.

O intuito do processo é provocar uma variação de pressão capaz de movimentar a membrana timpânica, avaliando como está a transmissão dos estímulos para os ossículos. Não se esqueça de que a tuba auditiva também está envolvida no processo de controlar a pressão na orelha média.

A propagação do som dependerá do quão flácida ou rígida a membrana está, bem como da movimentação dos ossículos, os quais estão associados à musculatura também avaliada. Para que tudo isso seja feito, a imitanciometria é divida em algumas etapas, que serão abordadas a seguir.

Timpanometria

A primeira etapa do exame é a timpanometria, que avalia, a princípio, se o canal auditivo que chega até no tímpano está desobstruído. Em seguida, identifica como está a resistência da membrana timpânica de acordo com os estímulos que recebe. Assim como é avaliada a pressão no tímpano, também é detectada como está a transmissão para o martelo, bigorna e estribo.

Teste do reflexo acústico

Após ser exposta às diferentes pressões, chegou o momento de expor a orelha média às diversas intensidades de som. Nesse caso, avalia o desempenho nas frequências médias e altas. Novamente, a sonda tem a função de medir a resposta.

Vale ressaltar que a avaliação não é exclusiva para a membrana timpânica e ossículos, mas também aos músculos conectados a esses ossos, principalmente no que diz respeito à resposta simultânea. Embora o teste seja feito unilateralmente e só depois bilateralmente, as duas orelhas respondem aos estímulos caso o som esteja entre 70 e 100 decibéis.

Teste de decaimento do reflexo acústico

Por fim, amplia a intensidade do estímulo e mantém por 10 segundos, a fim de avaliar a complacência da membrana, ou seja, se está mais rígida ou mais flácida. Dessa forma, verifica o desempenho ao longo do tempo.

Descubra a importância do exame

Descubra a importância do exame

A grande importância da imitanciometria consiste em diagnosticar causas para a perda auditiva. Por isso, é um dos exames essenciais ao longo do envelhecimento, quando a audição dos idosos se torna reduzida.

Entretanto, o exame não é utilizado apenas com essa finalidade. Como dito no início, todas as faixas etárias podem usufruir do recurso, tanto que uma das funções dele é realizar a triagem auditiva em bebês.

Neste caso, é fundamental fazer a triagem até os 3 meses de vida, de modo que o tratamento possa ser iniciado, caso necessário, ainda no primeiro semestre. Vale ressaltar que a incidência da perda auditiva neonatal é de 1 a 6 afetados a cada 1.000 nascidos, sendo mais frequente que doenças como anemia falciforme e fenilcetonúria.

Outra condição que acomete bastante as crianças são as otites, ou seja, infecções auditivas. A posição da tuba auditiva na infância favorece que infecções nasais sejam disseminadas para o ouvido, diferentemente dos adultos. Sendo assim, a imitanciometria é fundamental para avaliar a integridade das estruturas.

O zumbido no ouvido representa uma queixa frequente nas consultas com o otorrinolaringologista. Esse sintoma é uma percepção sonora sem que haja, de fato, um estímulo auditivo. A imitanciometria auxilia a esclarecer as causas.

Outros sintomas, como vertigem e dor de ouvido, também podem ser esclarecidos pelo exame. Em suma, a imitanciometria é indispensável, em todas as idades, para esclarecer condições auditivas, auxiliar no diagnóstico, graduar os acometimentos e possibilitar tratamento em tempo hábil.

Portanto, ao perceber qualquer sintoma, não deixe de procurar por um profissional especializado a fim de receber as melhores orientações. Seja o médico, seja o fonoaudiólogo, o especialista estará apto para realizar corretamente o exame e direcionar para as condutas adequadas em cada caso. Lembre-se, a imitanciometria é simples, rápida e indolor, então não tenha medo caso seja necessário fazer o exame.

Caso a conduta indique a necessidade de utilizar um aparelho auditivo, qual deve ser o próximo passo? Confira a média de preço do equipamento!

Fadiga e indisposição: por que podem ser sintomas de perda auditiva?

Fadiga e indisposição: por que podem ser sintomas de perda auditiva?

Deficiência auditiva e surdez são dois termos que as pessoas comumente usam para descrever a ausência da audição. Entretanto, a deficiência auditiva pode ocorrer ao longo da vida por causa de alguma doença, hábitos ruins e lesões que podem se manifestar de diversas maneiras, como fadiga, dificuldade para ouvir sons mais intensos e isolamento de atividades sociais.

Já a surdez é um problema congênito, ou seja, por alguma razão o indivíduo já nasce surdo. Apesar de as consequências das duas situações serem parecidas, é preciso entender suas diferenças, quais são as possíveis causas e o que fazer diante do aparecimento de algum sintoma. Pode parecer bobagem, mas sinais simples como fadiga e cansaço não devem ser ignorados e um médico deve ser procurado.

Para quem tem dúvidas sobre o assunto, explicamos abaixo quais são os principais sintomas da perda auditiva, quais providências devem ser tomadas e o que pode ajudar o paciente a ter mais qualidade de vida no dia a dia. Confira!

O que é a perda auditiva?

O que é a perda auditiva?

A perda auditiva, muitas vezes associada ao avanço da idade, também está relacionada a outros fatores, como infecções ou, até mesmo, problemas de saúde que acompanham o paciente desde a infância. De maneira geral, o comprometimento do sentido da audição pode ocorrer em diferentes níveis, do mais leve ao profundo.

Boa parte dos casos podem ser definidos como perda auditiva leve, mas ela também pode ocorrer em outros níveis, que são: moderado, severo e profundo. Quando o indivíduo tem a perda de audição classificada como leve, seu principal problema é a dificuldade para entender o que outra pessoa está falando e também alguns tipos de sons.

No caso de quem tem perda de audição considerada moderada, a dificuldade é para ouvir sons e ruídos um pouco mais altos, como o choro de um bebê, um aspirador de pó em funcionamento ou o latido de um cachorro. Para aqueles que têm perda auditiva severa, o problema é mais intenso: quase não é possível compreender o que o outro está falando ou escutar o toque de um telefone.

O último nível é a perda de audição profunda, em que a pessoa não consegue ouvir nem mesmo sons considerados altos, como aqueles emitidos por um caminhão ou avião. Mas, independentemente de qual seja o grau, é importante buscar um diagnóstico correto e, em seguida, fazer as correções que forem necessárias.

O que pode causar a perda auditiva?

As perdas auditivas podem ser divididas entre os seguintes tipos: neurossensorial, condutiva ou mista. O primeiro caso é definido como perda auditiva no ouvido interno e acontece quando as fibras localizadas no interior da orelha sofrem algum dano, o que normalmente pode ocorrer por causa da idade avançada ou exposição a ruídos.

A perda auditiva condutiva acontece devido a problemas na área externa da orelha que impossibilitam a chegada dos sons ao ouvido. Os principais fatores para o surgimento desse problema são perfurações nos tímpanos, excesso de cera no canal auditivo e questões ósseas. Por último, temos a perda de audição mista, que é originada tanto por fatores causadores da perda neurossensorial como da condutiva.

De forma geral, podemos classificar como os principais fatores que ocasionam a perda auditiva:

  • causas naturais devido ao envelhecimento, principalmente após os 65 anos;
  • exposição excessiva a ruídos, sobretudo em atividades de trabalho em fábricas e na área de construção civil, por exemplo;
  • infecções como a otite, que podem ser causadas tanto por vírus como por bactérias;
  • perfurações no tímpano que, normalmente, são causadas por hábitos que parecem inofensivos, como o uso de hastes flexíveis ou canetas durante a limpeza dos ouvidos;
  • uso de certos medicamentos;
  • excesso de cera nos ouvidos;
  • acidentes na cabeça;
  • fatores genéticos.

A partir disso, entendemos que nem sempre é possível evitar a perda da audição, já que ela pode acontecer por causa do envelhecimento. Mas também há outros fatores que podem, e devem, ser controlados, como exposição excessiva a músicas e ruídos altos. 

Quais são os principais sintomas?

Os sintomas da perda da audição podem ser diversos, mas, dentre os principais que requerem atenção, podemos citar os seguintes:

  • dificuldade para ouvir e identificar sons, precisando aumentar o volume da televisão acima do normal, por exemplo;
  • necessidade de as pessoas sempre repetirem o que dizem;
  • dificuldade para entender conversas em grupo;
  • necessidade de fazer leitura labial durante uma conversa;
  • fadiga, indisposição e, até mesmo, isolamento social que, inclusive, pode levar a um quadro depressivo.

Resumindo, se você sente dificuldade para acompanhar conversas em meio a ruídos e outros sons intensos, se é preciso se esforçar para escutar o que os outros estão dizendo e se a televisão ou o rádio precisam estar sempre em um volume alto, certamente é necessário buscar a ajuda de um médico especialista para fazer uma audiometria e/ou outros exames. 

Por que fadiga e indisposição podem ser sintomas?

Pode parecer bobagem e, para quem não sabe muito sobre o assunto, o cansaço e a fadiga nada têm a ver com a perda auditiva. Porém, esses fatores devem ser sinais de alerta, pois estão relacionados ao grande esforço que muitas pessoas precisam fazer todos os dias para ouvirem o mundo a sua volta.

Quem tem dificuldades para ouvir pode desenvolver o hábito de evitar o convívio social porque, além do fator psicológico, há também o problema do cansaço excessivo, que resulta em fadiga e falta de disposição no dia a dia. Mas isso não significa que somente quem tem perdas severas pode sentir esse cansaço. Pelo contrário, até mesmo nos casos leves esse quadro de falta de disposição é comum.

Não é difícil entender o porquê de isso acontecer, afinal, quem tem dificuldades para ouvir precisa fazer um esforço mental além do necessário para compreender o que as pessoas dizem, inclusive, precisando recorrer à leitura labial.

O que fazer para ter mais qualidade de vida?

O que fazer para ter mais qualidade de vida?

Como mencionamos, a primeira coisa a fazer diante de algum sintoma da perda auditiva é procurar um médico. Somente esse profissional poderá atestar o problema e, consequentemente, indicar o melhor tratamento para que o paciente tenha melhora na sua qualidade de vida.

Um exame comum para identificar a perda de audição é a audiometria, em que são medidos os níveis de decibéis que a pessoa consegue ouvir. Caso o diagnóstico seja positivo, não é preciso entrar em pânico, já que os recursos oferecidos pela medicina estão cada dia melhores.

O aparelho auditivo é um dos principais recursos que devem ser usados nessa situação. Claro que ele não restaura o sentido do paciente, mas torna o processo da audição mais fácil. O resultado é a melhora no bem-estar em geral, relacionado tanto à saúde física como à mental.

É importante estar sempre atento aos menores sinais de mudanças relacionadas à saúde. Afinal, quanto mais cedo um diagnóstico for feito, menores serão as consequências sentidas pelo paciente, uma vez que ele terá a possibilidade de realizar tratamentos ou usar o que for necessário para melhorar a sua saúde.

Já conhecia todas essas informações sobre perda auditiva, fadiga e cansaço? Aproveite para conferir o post que elaboramos sobre perda auditiva neurossensorial!

Entenda o que é o exame BERA e como é realizado

Entenda o que é o exame BERA e como é realizado

A audição é um dos sentidos mais complexos do corpo humano. Por isso, para testá-la, diversos exames podem ser solicitados. Audiometria, imitanciometria, audiograma e BERA são alguns exemplos dos quais você já deve ter ouvido falar. Mas, afinal, o que é o exame BERA e como ele é realizado?

Esse termo deriva do nome do exame (do inglês, Brainstem Evoked Response Audiometry), que também pode ser chamado de PEATE (Potencial Evocado Auditivo do Tronco Encefálico). Embora as siglas pareçam complexas, adiantamos que, de difícil, ele só tem o nome. Continue lendo para saber mais sobre o BERA!

Como funciona a nossa audição?

Como funciona a nossa audição?

Antes de nos aprofundar no exame, é necessário compreender resumidamente o funcionamento normal do nosso aparelho auditivo. O som proveniente do meio externo atinge a orelha externa, passa pela média e chega à orelha interna. Nesse trajeto, o som faz alguns pequenos ossos e membranas vibrarem. Esses estímulos mecânicos se transformam em impulsos elétricos, que, então, são transportados a uma estrutura chamada tronco cerebral.

Uma vez que chegam ao cérebro, esses estímulos são interpretados em áreas específicas, dando origem ao que chamamos de audição. Se houver alguma anormalidade em qualquer ponto desse trajeto, a audição pode ficar prejudicada. Dentre as causas mais comuns de perda de audição, podemos citar:

  • infecções;
  • doenças cardiovasculares;
  • exposição crônica a ruídos e poluição sonora;
  • desarticulação dos ossículos do ouvido;
  • envelhecimento, pois as estruturas do ouvido interno sofrem danos;
  • acúmulo de cera;
  • lesão do nervo auditivo;
  • lesão na cóclea;
  • lesões cerebrais.

Saber a causa e a localização exata do problema é o primeiro passo para buscar a melhor solução. Nesse contexto, os exames confirmam a hipótese do médico e indicam onde pode estar a lesão, levando a um tratamento mais direcionado e eficaz.

O que é o exame BERA?

O que é o exame BERA?

O objetivo do BERA é avaliar a resposta elétrica que ocorre no trajeto até o tronco encefálico em reação a um estímulo acústico. Lembra que dissemos que o nosso corpo tem o potencial de transformar as ondas sonoras em impulsos elétricos? Baseando-se nessa capacidade, o BERA consegue relacionar o som com a nossa percepção auditiva e verificar a integridade de nossas vias auditivas.

O BERA é indicado sempre que houver suspeita de perda ou deficiência auditiva em qualquer faixa etária. Ele é uma ferramenta importante na Pediatria Neonatal, por exemplo, pois consegue avaliar e discriminar lesões importantes no recém-nascido. Nos primeiros anos de vida, anomalias auditivas podem ter repercussões graves para a criança, por isso, necessitam de maior atenção.

No BERA, os impulsos elétricos no cérebro são captados por eletrodos e analisados por um fonoaudiólogo ou otorrinolaringologista. O objetivo é compará-los com os estímulos sonoros e verificar se há alguma dissociação entre eles, identificando possíveis problemas na audição.

Como é feito o exame?

Como é um exame para avaliar a integridade do trato auditivo, alguns cuidados devem ser tomados: os aparelhos são específicos para o exame e a sala deve ser tratada acusticamente para evitar ruídos externos. Portanto, esse procedimento deve ser feito em um consultório ou clínica especializada.

Primeiramente, a pele da orelha e a da testa devem ser limpas com um gel especial, pois os eletrodos serão colocados nessas áreas. Os cabelos devem estar secos e sem excesso de produtos cosméticos, que podem atrapalhar o exame. Em seguida, o paciente é deitado e são colocados fones de ouvido para o início do exame.

Uma vez que o exame é muito sensível, qualquer movimento do corpo ou da musculatura facial pode atrapalhar sua execução e interpretação. Logo, é fundamental que o paciente fique de olhos fechados, o mais relaxado possível e em silêncio durante o exame. Assim, a precisão é maior e os riscos de interferência no resultado diminuem.

Durante o exame, sons de diferentes intensidades e frequências são emitidos nos fones de ouvido. Assim que esses sons são convertidos em estímulos elétricos e chegam ao cérebro, os eletrodos captam os sinais e os transmitem para o computador.

Desse modo, o examinador consegue diagnosticar com um grau de certeza muito grande uma possível doença. Se a atividade elétrica registrada for menor que o esperado, por exemplo, fica claro que há comprometimento em algum local. Nesse caso, com a interpretação correta, podemos saber em qual parte do trajeto encontra-se o problema.

O exame dura aproximadamente 30 minutos. Após esse tempo, o paciente retira os aparelhos e está liberado. Não é necessário internação, jejum ou medicações prévias e o paciente pode retomar suas atividades no mesmo dia. O BERA é considerado um exame pouco invasivo, sem efeitos colaterais.

O BERA é seguro?

Naturalmente, encarar um exame desconhecido pode gerar apreensão. Entretanto, no caso do BERA, não há o que temer: ele exige apenas o uso de eletrodos e fones de ouvido, sem utilizar anestesia ou injeções.

Nos casos em que o paciente é muito agitado, como crianças muito apreensivas, pode-se utilizar sedativos para que ele não se mexa durante o exame. Não existem contraindicações quanto à idade, condição prévia de saúde e uso de medicações crônicas. Portanto, o BERA é um exame altamente seguro e pode ser indicado em qualquer caso de suspeita de perda auditiva.

Seja na infância ou na vida adulta, as perdas auditivas devem sempre ser analisadas com atenção. A Medicina e a Fonoaudiologia trabalham em conjunto para oferecer soluções eficazes e definitivas. Para alcançar esses resultados, é necessário que o diagnóstico seja feito precocemente e da maneira correta.

Nesse contexto, o BERA se tornou uma solução pouco invasiva e muito útil na avaliação da perda auditiva. Além de oferecer dados importantes sobre os impulsos elétricos no cérebro, ele é independente da subjetividade — ou seja, não causa variação dos resultados devido à nossa percepção individual da audição.

Outro receio relacionado ao BERA é a preocupação com o seu resultado: afinal, caso ele indique alguma perda auditiva, existe tratamento para esse problema? Saiba mais e garanta a melhor terapia auditiva!

Entenda a relação entre audição e equilíbrio corporal!

Entenda a relação entre audição e equilíbrio corporal!

Para que os seres humanos possam permanecer em equilíbrio, diversos órgãos e sistemas estão mobilizados para garantir a estabilidade. Podemos citar 3 estruturas envolvidas nisso: os olhos, o cerebelo e o vestíbulo.

Mas, afinal, como audição e equilíbrio corporal estão relacionados? Na verdade, a estrutura vestibular localizada bem ao lado da cóclea é uma das mais importantes na manutenção do equilíbrio, e qualquer problema na orelha interna pode prejudicá-la.

É fascinante entender como ocorre a estabilidade corporal no espaço e você pode se surpreender com essa descoberta. Continue conosco!

Entenda o que é o labirinto

Entenda o que é o labirinto

Antes de tudo, é necessário fazer um breve esclarecimento sobre anatomia. O sistema auditivo é dividido em algumas partes importantes, como:

  • orelha externa;
  • orelha média;
  • orelha interna;
  • vias auditivas.

A orelha externa é composta pelo pavilhão auricular — onde são colocados brincos e piercings — e o contudo auditivo, que se estende até a membrana timpânica. A partir daí já é a orelha média, onde se localizam os ossículos que conduziram as vibrações sonoras para a orelha interna.

Chegamos, então, no lugar de interesse para entender o equilíbrio. Nessa região estão localizadas duas estruturas muito importantes: a cóclea e o vestíbulo. A cóclea está diretamente relacionada com a audição. É nela onde as vibrações sonoras chegam e são convertidas em impulsos auditivos que serão conduzidos até o cérebro pelas vias.

Por outro lado, o vestíbulo está diretamente relacionado com a manutenção do equilíbrio. Indo um pouco mais fundo na anatomia da estrutura, ela composta por dois labirintos:

  • labirinto ósseo: localizado no osso temporal;
  • labirinto membranáceo: são canais semicirculares.

Entre os dois labirintos, existe um líquido denominado perilinfa. Dentro do labirinto membranáceo, existe a endolinfa. Tudo certinho até aqui? Agora que você já sabe a anatomia da estrutura, podemos entender como ela garante seu equilíbrio!

Saiba como é seu funcionamento 

Saiba como é seu funcionamento 

Compreender a fisiologia do equilíbrio não é tarefa fácil, mas vamos simplificar para tornar mais tangível. Lembra dos canais semicirculares que compõem o vestíbulo? Na verdade, existem 3 canais, cada um direcionado para um plano.

Sendo assim, um deles está mais anterior, o outro mais posterior e, por fim, um mais lateralizado. Quando você se movimenta, aquele líquido no interior dos canais também se movimenta. Portanto, o deslocamento da endolinfa faz que as chamadas células ciliadas sejam estimuladas.

A combinação do movimento da endolinfa juntamente com a perilinfa ocasiona uma complexa troca de íons e resulta nos estímulos que serão enviados para o cérebro por meio do nervo vestibular.

Vale ressaltar que tal nervo caminha junto com o nervo coclear, que inerva a cóclea. Assim, mais uma vez vemos a relação anatômica estabelecida entre equilíbrio e audição.

Descubra quais são os problemas associados 

Descubra quais são os problemas associados

4Considerando os problemas de saúde que mais acometem o sistema vestibular, sem dúvidas as labirintopatias merecem destaque. Popularmente, são as chamadas labirintites, quando o paciente chega queixando-se de “tonturas”.

Terminologia nas labirintopatias

Antes de continuarmos, vamos esclarecer alguns equívocos nos termos utilizados. Na área da saúde, o sufixo “ite” retrata uma inflamação. Porém nem sempre o problema é de fato um processo inflamatório. Por isso o termo labirintopatia é mais adequado para a situação.

Já as tonturas englobam uma série de patologias e nem sempre são originadas no sistema vestibular. A tontura referida pelo paciente pode ser síncope, uma doença que retrata a queda da pressão ao colocar-se de pé, bem como fraqueza e escurecimento da visão. Nesse caso, nada tem a ver com o equilíbrio, mas sim com a pressão arterial.

A “tontura” originada no sistema vestibular deve ser chamada de vertigem. Nesse caso, a pessoa pode ter a ilusão de que o ambiente está girando ao seu redor ou mesmo acreditar que está girando em torno do ambiente. Isso pode ser de pé ou deitado, não retratando um problema na queda da pressão.

Uma vez constatado que se trata de uma vertigem, é preciso encontrar a doença base do sintoma, podendo ser de origem periférica ou mesmo central.

Vertigem posicional paroxística benigna (VPPB)

A VPPB representa a causa mais frequente de vertigem e é desencadeada pela mudança de posição da cabeça, durando apenas alguns segundos. Nesse caso, sua origem é periférica, devido a uma alteração no interior do labirinto membranáceo.

Não está associada a zumbidos ou perda auditiva e é uma condição autolimitada, ou seja, em meses ou semanas tudo estará normal novamente. Por esse motivo, é ideal não iniciar medicamentos de imediato, a fim de não prejudicar a compensação que o próprio cérebro busca fazer para se adaptar ao quadro.

Contudo, dependendo do impacto no dia a dia, é ideal procurar um médico, que vai avaliar a necessidade de prescrever bloqueadores de canais de cálcio ou fármacos vasoativos.

Doença de Menière

A Doença de Menière é um pouco mais grave que a VPPB, e deve ser feito diagnóstico diferencial. Aqui, observamos uma tríade clássica:

  • baixa audição flutuante;
  • vertigem recorrente;
  • zumbido.

Geralmente, os pacientes se queixam de sentir uma pressão no ouvido antes de desencadear o quadro. A causa também é periférica e retrata o aumento do volume circulante de endolinfa, gerando então um desequilíbrio.

Nesse caso, é fundamental buscar por auxílio médico, a fim de realizar uma audiometria e avaliar o grau de surdez, bem como regular o sódio por meio de dietas e medicamentos.

Labirintite bacteriana

Como o próprio nome sugere, estamos falando de um processo inflamatório decorrente de infecção por bactéria. A infecção pode ter tido início na orelha externa ou média, de modo que se estendeu para a interna e assim resultou na labirinte. É essencial consultar um otorrino, considerando que os danos podem ser permanentes.

Vertigens centrais

Por fim, vamos exemplificar algumas vertigens de origem central. Na suspeita de alguma delas, é necessário realizar exames de imagem, preferencialmente ressonância magnética, a fim de identificar as possíveis causas:

  • isquemia em artérias cerebrais;
  • acidente vascular encefálico;
  • neoplasias;
  • crises epilépticas.

Concluímos, enfim, que o organismo é composto por associações anatômicas, fisiológicas e metabólicas que garantem o seu bom funcionamento. A relação entre audição e equilíbrio corporal é prova disso. Diante da importante influência que um pode ter sobre o outro, qualquer sintoma ou doença deve ser acompanhado pelo médico, evitando a progressão ou maiores danos.

Agora que você sabe que uma labirintopatia pode afetar o sistema auditivo, será se existe tratamento para essa perda de audição? Aproveite que está por aqui e confira!

Cigarro e perda auditiva: entenda a relação entre eles

Cigarro e perda auditiva: entenda a relação entre eles

Quando se fala de tabagismo, estamos tratando de uma condição que afeta a saúde pública. Estima-se que cerca de 1,3 bilhão de pessoas têm o hábito de fumar e, desse total, 80% são habitantes de países subdesenvolvidos.

Os números por si só já são preocupantes, mas são capazes de alarmar ainda mais considerando que o cigarro é o maior responsável não só por mortes decorrentes de causas evitáveis, mas também por patologias que poderiam não surgir.

Uma dessas consequências são os problemas de audição que, embora possam parecer naturais com o avançar da idade, são agravados em indivíduos fumantes. Que tal entender melhor a relação entre cigarro e perda auditiva?

A audição e seus componentes

A audição e seus componentes

A capacidade de ouvir e compreender os sons envolve o bom funcionamento tanto de estruturas anatômicas, como também fisiológicas. Isso significa que há uma série de interações mecânicas, físicas e químicas entre componentes da orelha e do sistema nervoso.

Para entender melhor sobre a perda auditiva, é preciso saber que a orelha é dividida em três partes: externa, média e interna, sendo que cada uma delas apresenta uma função principal.

As duas primeiras estão focadas na captação e amplificação do som. Já a interna é mais associada em transformar os estímulos sonoros em estímulos elétricos, que serão enviados para o cérebro, e lá haverá todo o processamento da informação.

Parece complexo, certo? Fato é que qualquer problema ou irregularidade nos processos pode levar a uma perda auditiva e, segundo a OMS, essa condição atinge até 530 milhões de pessoas mundialmente.

Diante de tantos componentes, a perda é classificada, ainda, em condutiva e neurossensorial. A partir da explicação já feita, fica claro que a primeira perda está associada às orelhas externa e média, já a neurossensorial envolve a orelha interna e as vias auditivas do sistema nervoso.

Vale ressaltar que a perda neurossensorial é aquela que ocorre com o decorrer da idade, conhecida também como presbiacusia. Seu mecanismo está relacionado com o acúmulo de agentes oxidantes ao longo da vida.

A cóclea e seu funcionamento

Tendo isso em mente, podemos concluir que a cóclea, estrutura presente na orelha interna, é sensível o efeito oxidativo. Embora ele seja natural, algumas situações são nocivas e agravam tal efeito, sendo uma delas o tabagismo.

Portanto, diante da exposição contínua à fumaça do cigarro, a cóclea pode ser danificada cada vez mais. Outro fator importante é a presença de receptores de nicotina, um dos elementos do cigarro, nas células ciliadas, presentes na cóclea.

Além desse efeito tóxico, o indivíduo fumante apresenta déficit na oxigenação do sangue, bem como problemas vasculares e sanguíneos, como: obstrução dos vasos e aumento da viscosidade. Tudo isso pode impactar na audição.

O cigarro e seus componentes

Você já sabe então que uma das substâncias que prejudica a audição é a nicotina. Ela é encontrada não apenas no cigarro, mas em todos os derivados do tabaco. Além disso, é a principal responsável pela dependência causada no hábito de fumar.

Outra característica dessa substância é a tolerância que ela gera. Sendo assim, requer cada vez maiores quantidades para atingir a mesma satisfação que era obtida antes. Com todos esses fatores, a tendência é o indivíduo continuar fumando e fazendo isso cada vez mais.

Fazendo então uma associação com o acometimento da audição, a tolerância e a dependência tendem a piorar os efeitos ototóxicos com o decorrer dos anos. Na cóclea, existe ainda uma estrutura chamada órgão de Corti, essencial para o processo de transformação dos estímulos sonoros em elétricos.

 A toxicidade que a nicotina gera nas células diminui a potência de transmissão de sinais, por meio da redução da oxigenação e, consequentemente, diminuição da energia disponível na estrutura.

Complementando os problemas auditivos, sabemos que além da exposição aos agentes tóxicos do cigarro, existe ainda a exposição aos ruídos. Assim, há uma combinação entre os efeitos do cigarro como também elevados ruídos externos os quais, juntos, potencializam a perda auditiva.

A prevenção de danos maiores

O hábito de fumar é sabidamente relacionado a uma série de patologias, as quais vão muito além de cânceres. De fato, os tumores malignos representam as principais, podendo ser de boca, laringe, esôfago e pulmões, atingindo também pâncreas, rins e bexiga.

Além disso, contribui para o agravamento de doenças sistêmicas, como arteriosclerose, aneurismas e acidentes vasculares, o que mostra como o fumo é nocivo para a vascularização. Ressalta-se também que os fumantes passivos também estão sujeitos a todos esses efeitos nocivos das substâncias envolvidas.

Estudos comprovam que a perda auditiva já foi observada até mesmo em ex-fumantes, o que indica que o efeito é permanente, além de acumulativo. Também foi observado no estudo o aumento do zumbido no grupo de fumantes. É um sintoma de relevância pois, assim como a diminuição da audição, é uma das queixas mais frequentes na clínica médica.

O zumbido representa então a percepção de um som sem que haja de fato uma fonte sonora. Isso acontece devido a um aumento das atividades ciliares, resultado de lesões nas mesmas. Assim, há o estímulo nas fibras como se houvesse de fato algo provocando o som.

Para acompanhar as condições auditivas, o melhor exame a ser realizado é a audiometria de alta frequência, que auxilia a monitorar e detectar precocemente algum acometimento na capacidade de audição.

Porém, a melhor forma de evitar os prejuízos do cigarro é buscando ajuda para cessar o tabagismo. Diante de todos os prejuízos causados pela perda de audição, ainda devem ser considerados os danos psicossociais, visto que pode levar o indivíduo ao isolamento, depressão e afastamento de atividades.

Portanto, a associação entre cigarro e perda auditiva envolve uma série de mudanças fisiopatológicas que levam ao mau funcionamento das estruturas envolvidas na captação e interpretação sonora, tudo isso provocado pelas substâncias nocivas do tabaco.

Se você é fumante e começou a perceber diminuição na capacidade de ouvir, procure ajuda! Com as orientações corretas, é possível minimizar os impactos do cigarro e, junto de seu empenho, seguir o caminho de abandonar o hábito de fumar.

Gostou do conteúdo? Compartilhe-o agora mesmo em suas redes sociais e ajude mais pessoas a descobrirem como o cigarro pode ser prejudicial para a audição!

Veja boas práticas que melhoram a rotina de pessoas com perda auditiva

Veja boas práticas que melhoram a rotina de pessoas com perda auditiva

De acordo com dados da OMS — Organização Mundial da Saúde — cerca de 14% dos brasileiros apresentam algum grau de perda auditiva. Esse problema pode ter várias causas e reduz a qualidade de vida caso não seja tratado. Afinal, muitas tarefas da rotina se tornam bastante complicadas, como participar de encontros com amigos e familiares, assistir à televisão ou falar ao telefone.

Isso sem citar as atividades ligadas ao trabalho ou estudo. Como consequência, os afetados acabam se isolando e deixando de praticar atividades que tanto gostam e trazem bem-estar. Felizmente, há maneiras de proporcionar mais conforto e melhorar o dia a dia das pessoas com perda auditiva. Neste post, você conhecerá as principais práticas que melhorarão sua vida. Acompanhe!

Aproveite os benefícios da tecnologia

Aproveite os benefícios da tecnologia

A tecnologia não para de evoluir, o que possibilita o desenvolvimento de aparelhos auditivos cada vez mais modernos. Como há vários fatores que desencadeiam a perda auditiva e em diversos níveis, é preciso que haja aparelhos específicos para cada caso. E isso só tem sido possível graças aos avanços tecnológicos da ciência.

Com isso, há modelos que conseguem diferenciar a voz do usuário e de outras pessoas, permitindo que o paciente entenda melhor a própria voz. Ainda, dispositivos que diminuem o eco, proporcionando uma experiência melhor para quem frequenta igrejas, concertos e palestras.

Outro ponto positivo é que atualmente existem inúmeros aplicativos por meio dos quais o paciente pode regular seu aparelho. Ou seja, com a ferramenta, é possível entrar em contato com o fonoaudiólogo e receber os ajustes remotamente.

Do mesmo modo, o mercado oferece baterias recarregáveis. Não é necessário que o paciente retire a bateria. Basta colocar o aparelho no carregador e aguardar. Isso facilitou muito a vida principalmente dos que apresentam algum tipo de dificuldade motora ou visual.

Faça uso de acessórios para aparelhos auditivos

Conforme mencionamos, a tecnologia aliada à medicina trouxe grandes avanços para tratamentos para perda auditiva. Não só os aparelhos ficaram mais modernos, como também foram desenvolvidos acessórios para potencializar o desempenho e aumentar a praticidade de seu uso.

Assim, o usuário consegue gerenciar melhor as funções do dispositivo e ter ainda mais conforto em sua rotina. Outra vantagem é que a vida útil do aparelho é prolongada. A seguir, conheça os principais acessórios disponíveis no mercado:

  • desumidificador: esse equipamento conta com uma sílica responsável por retirar a umidade acumulada do aparelho ao longo do dia;
  • carregadores de bateria: permite deixar seu aparelho carregando durante a noite e evita a troca frequente de baterias;
  • bateria Siemens: apresenta excelente desempenho devido à longa durabilidade e alta voltagem, mantendo-se estável e com bons níveis de amplificação sonora;
  • controle easyTek: trata-se de um colar capaz de realizar várias funções, como controle de volume, atendimento de chamadas telefônicas, administração de programação e conexão a outros equipamentos;
  • controle easyPocket: possibilita o acesso a todas as funções e opções do aparelho auditivo;
  • StreamLine TV: transmite o sinal de áudio da televisão para o aparelho auditivo. Dessa forma, o volume da TV fica compatível e adequado ao usuário;
  • StreamLine Mic: distribui o som para qualquer dispositivo via Bluetooth e funciona como um microfone remoto, sendo muito utilizado em salas de aula como uma importante ferramenta de aprendizado;
  • aplicativos: como o TouchControl App e o Signia MyHearing, além de poder gerenciar as funcionalidades do aparelho como volume e microfone, ainda permite uma comunicação direta com o fonoaudiólogo, seja por vídeo, seja por mensagem.

Faça acompanhamento médico

Faça acompanhamento médico

Cada quadro de perda auditiva é bastante particular. Isto é, o grau e causa do problema são alguns dos fatores que determinarão o tipo de atendimento a ser efetuado. De qualquer forma, é essencial contar com um centro auditivo de confiança para realizar um acompanhamento.

Ao auxiliarem na adaptação do indivíduo com perda auditiva, os profissionais melhoram a qualidade de vida e a rotina do usuário. Isso é feito por meio da seleção e adaptação do aparelho auditivo, determinando o melhor modelo para as necessidades do paciente. Também, ajuda a escolher os acessórios ideais para otimizar a experiência.

Os retornos periódicos são importantes para que os profissionais possam analisar a evolução do paciente, bem como para realizar ajustes e regulagens nos aparelhos e acessórios sempre que necessário.

Outro serviço fundamental é a audiometria anual para ter a certeza de que a utilização do aparelho está sendo satisfatória. Afinal, vale ressaltar que o processo de adaptação é gradual e depende tanto do profissional quanto do próprio paciente. Por esse motivo, o acompanhamento deve ser constante.

Cuide bem do seu aparelho auricular

Cuide bem do seu aparelho auricular

Tomar os devidos cuidados com o seu aparelho faz com que ele tenha uma vida útil prolongada, além de evitar mau funcionamento ou a necessidade de substituição. Para isso, algumas práticas simples conseguem manter a integridade do seu aparelho auricular. A primeira delas é cuidar do seu manuseio. Não permita que ele tenha contato com objetos pontiagudos, com substâncias corrosivas ou fique ao alcance de crianças.

A rotina de cuidados diários requer que ele seja guardado no local correto, seja em um equipamento desumidificador, seja em um carregador de baterias. Outro hábito importante é evitar o contato com água, pois isso pode causar corrosão e estragá-lo permanentemente.

Cosméticos, hidratantes e protetores solares fazem parte da rotina de diversas pessoas. Então, não utilize esses produtos nas regiões próximas às orelhas, pois podem favorecer o acúmulo de resíduos e danificar o aparelho.

Todos os modelos de aparelhos têm especificações descritas pelo fabricante. Leia-as com atenção e siga todas as recomendações, como manutenção, revisões periódicas, funcionalidades, manuseio, como proceder em caso de danos, entre outras considerações.

Enfim, a perda auditiva é um problema que atinge uma parcela significativa da população. No entanto, é possível tratá-lo e fazer com que o paciente tenha um dia a dia sem dificuldades, conseguindo interagir com as outras pessoas, sem deixar de fazer as atividades que tanto gosta e dão prazer.

Isso contribui muito para ter uma qualidade de vida melhor e uma rotina de independência e liberdade. Para isso, é imprescindível contar com profissionais capacitados para prestar todo o auxílio necessário.

Então, entre em contato conosco agora mesmo e saiba o que podemos fazer pela sua vida!