Autor - AeR Audiologia

Tudo que você precisa saber sobre mapeamento de fala

Se você usa algum aparelho auditivo, já deve ter percebido que ele é mais do que apenas um reprodutor de sons: esses dispositivos são feitos especificamente para auxiliar na compreensão de vozes. Quando ruídos ou outros barulhos interferem nessa função, um mapeamento de fala pode ser a solução para o problema.

É sobre esse recurso que falaremos neste post. Nele explicaremos por que a compreensão de vozes pode ser afetada, como o mapeamento de fala funciona e quando você deve procurá-lo. Acompanhe!

Por que não escuto bem com meu aparelho auditivo?

Ao nosso redor, inúmeras fontes emitem ruídos o tempo todo. Mesmo quando ficamos em completo silêncio, se prestarmos atenção, conseguiremos ouvir alguns barulhinhos no fundo. Carros passando, pessoas falando e até o vento soprando podem ser notados. Quando se usa um aparelho auditivo, esses ruídos também são captados pelo dispositivo. Aí que está o problema.

Ouvir é mais do que simplesmente captar sons do meio. É necessário que haja uma diferenciação daqueles mais importantes — no caso, vozes de outras pessoas. Quando todos os ruídos são captados da mesma maneira pelo aparelho auditivo, essa função pode ficar prejudicada.

Por isso, aparelhos auditivos contam com algoritmos específicos que selecionam as frequências que ele deve ampliar. A marca Signia é uma pioneira na produção desses algoritmos, o que mudou há algum tempo a maneira como eles funcionam. Hoje, são muito mais focados na conversação e compreensão da fala de outras pessoas.

Quando eu sei que ele não está bem?

Você deve conhecer essa história: quando alguém tem dificuldade na audição, logo procura por um médico ou fonoaudiólogo. Essa pessoa então vai a uma revenda autorizada, compra um aparelho, realiza todos os testes e então começa a usá-lo.

Num primeiro momento, eles parecem oferecer uma boa melhoria na audição. No entanto, depois de algum tempo, fica mais difícil escutar as vozes das pessoas. Talvez essa pessoa ouça um chiado no fundo, incomodando a audição. Pode ser que ela fique frustrada, perca as esperanças no tratamento e desista de utilizar o aparelho.

Conhece alguma história assim? A questão é que a grande maioria desses casos é um problema no ajuste do aparelho auditivo. Com uma configuração adequada, o dispositivo poderia funcionar melhor e trazer mais benefícios para a audição e qualidade de vida. É nesses casos que é útil o mapeamento de fala.

Como funcionam os aparelhos auditivos?

Como já dissemos, aparelhos auditivos são mais do que apenas um microfone com um amplificador. Os modelos mais modernos são quase pequenos computadores, que decodificam o som e o adequam à audição. Além disso, ouvir é um processo individual: não necessariamente uma configuração que funciona para uma pessoa funcionará para as outras.

Para facilitar a compreensão da fala das pessoas, o aparelho auditivo capta diferentes frequências e as diferencia. Algumas são amplificadas em maior volume do que outras. Dessa maneira, a voz é ouvida mais nitidamente, se destacando dos demais ruídos e facilitando a conversação.

Afinal, o que é o mapeamento de fala?

O mapeamento de fala é uma maneira de observar, bem a fundo, quais frequências estão sendo corretamente amplificadas pelo aparelho. Desse modo, se ele identificar que a frequência da fala está sendo pouco selecionada, o fonoaudiólogo realizará os ajustes necessários. Esse pode ser o mecanismo pelo qual a conversação está mais difícil e as vozes estão mais “embaçadas”.

O procedimento é bem simples. O profissional responsável colocará uma sonda bem fina, como um tubinho de plástico, dentro da sua orelha. Essa sonda tem o objetivo de captar a amplificação fornecida pelo aparelho e auxiliar no mapeamento.

Após essa etapa, você ouvirá uma gravação de fala. Ela fará com que o aparelho amplifique os sons, e um computador analisará os dados da sonda com os da gravação. Dessa maneira, é possível verificar quais frequências estão sendo amplificadas e se esse processo está adequado.

Caso outras frequências estejam sendo amplificadas ou a frequência da fala esteja pouco selecionada, seu aparelho pode precisar de ajustes. Aí entra o fonoaudiólogo, que o configurará para funcionar melhor e se adequar à conversação.

Depois do exame, você receberá um laudo com os gráficos que mostram como seu aparelho está funcionando. Ele contém as principais diferenças de frequência e amplificação do aparelho. Com isso, os fonoaudiólogos que atenderem você no futuro conhecerão melhor a configuração do seu aparelho e estarão mais aptos a atendê-lo.

Quando procurar um mapeamento de fala?

Todos os pacientes que usam aparelhos auditivos devem passar pelo procedimento, pelo menos uma vez na vida. Ele é a melhor maneira de verificar se o aparelho auditivo está adequado à sua realidade e às suas necessidades.

Caso você já tenha passado por esse teste antes, pode ser que seu aparelho tenha sofrido alguma desconfiguração. Nesse caso, indica-se, mais uma vez, o mapeamento de fala. Lembre-se sempre de levar seus exames antigos para que o profissional compare os resultados e perceba se há alguma alteração.

O melhor indicativo da necessidade de um mapeamento de fala é a dificuldade na conversação. Se você está tendo alguma alteração na maneira como ouve as outras pessoas, não pense duas vezes antes de calibrar o seu aparelho.

Uma boa dica na hora de procurar um mapeamento de fala é priorizar empresas de referência na área. Busque por profissionais capacitados e experientes, e por instituições que ofereçam materiais de ponta para a realização do exame.

Você conhece a A&R?

A A&R Aparelhos Auditivos é uma empresa especializada em reabilitação auditiva. Atendemos qualquer grau de perda de audição, desde as mais leves até as mais severas. Dentre nossos profissionais estão fonoaudiólogos e médicos especializados para atender você. Temos clínicas em Uberlândia, Ipatinga, Uberaba, Poços de Caldas, Contagem e Belo Horizonte.

Dentre nossos diferenciais está o uso de recursos de ponta para a realização de mapeamento de fala. Além disso, nossos profissionais estão qualificados para a realização do procedimento e somos referência em Minas Gerais.

Se você está encontrando dificuldade na audição ou conversação, por que não entra em contato conosco? Estamos à disposição para tirar qualquer dúvida em relação ao procedimento e conhecer você melhor!

Como é feito o ajuste de aparelho auditivo?

A perda auditiva é uma comorbidade que influencia diretamente na qualidade de vida. Um recurso bastante utilizado para anular seus impactos é a utilização de aparelhos auditivos, os quais devolvem o poder da audição e beneficiam o indivíduo.

Para tanto, é fundamental que o equipamento seja perfeitamente funcional, adequando-se às particularidades de cada paciente. Por conseguinte, é necessário saber realizar o ajuste de aparelho auditivo, aprimorando, assim, o seu uso.

Neste artigo, abordaremos quais são os principais tópicos que podem interferir na atuação do aparelho, indicando também boas práticas capazes de aperfeiçoar a amplificação do som. Comentaremos, ainda, algumas dúvidas associadas ao uso do equipamento. Continue a leitura!

Cuidados iniciais para manutenção

A opção pelo uso de um aparelho auditivo é um procedimento que requer acompanhamento de um profissional, o qual precisa estabelecer um vínculo com o paciente, visando facilitar o processo.

Veremos agora duas boas práticas para o início do uso.

Acompanhamento

Antes de tudo, o indivíduo com perda auditiva procura um especialista para resolução do seu problema, seja um fonoaudiólogo, seja um otorrinolaringologista. Com a anamnese, o profissional inicia sua investigação sobre o caso e pode até lançar mão de exames que o auxiliem no diagnóstico.

Feito isso, a disfunção auditiva pode ser classificada quanto ao grau e ao tipo, sendo que tais aspectos direcionam para um tratamento específico e definição do melhor aparelho auditivo para o paciente.

Vale ressaltar que as questões abordadas não são apenas biológicas, mas também psicossociais. Isso se deve a uma resistência vinculada ao uso de aparelhos, pois é uma forma de identificação da surdez por parte da sociedade.

Portanto, é essencial que o médico caminhe junto com o paciente nesse aspecto e trabalhe com ele a melhor forma de lidar com estigmas sociais, evidenciando, acima de tudo, os benefícios proporcionados pelo uso do equipamento.

Adaptação

Há uma expectativa muito grande acerca do uso do aparelho auditivo. Entretanto, é preciso compreender que a audição do paciente estava comprometida por um tempo suficiente para o que organismo se adaptasse à disfunção.

Dessa forma, a adaptação ao aparelho requer tempo. O cérebro precisa de até seis meses para se adequar à nova realidade auditiva. Porém, basta uma semana de uso para que os problemas passem a ser identificados e, então, combatidos.

Neste momento, ressaltamos novamente a importância do acompanhamento, visto que o profissional vai auxiliar na correção dos tópicos que carecem de aperfeiçoamento. Pensando nisso, a seguir, listamos algumas formas de ajustar melhor o aparelho auditivo.

Aspectos do ajuste de aparelho auditivo

Para que o equipamento em questão seja aproveitado da melhor forma possível, é necessário que contemple corretamente alguns pontos, que serão abordados na sequência. Confira!

Encaixe do aparelho

A maneira como o equipamento é retirado e colocado na orelha da pessoa influencia diretamente no feedback externo. Tal fator indica se há ou não o escape da amplificação do som.

Caso mantenha a perda de sonoridade, é preciso verificar se, de fato, existe fixação do aparelho ou se ele está inserido de maneira incorreta. Mantido o problema, o profissional que acompanha o caso pode optar pela substituição ou pelo ajuste de frequências.

Tipos de limpeza

É fundamental também realizar a limpeza do equipamento, se atentando para as necessidades diárias ou com maior prazo. Todos os dias, com um pano macio, retire o cerume e a umidade. Com uma periodicidade um pouco maior, utilize um pano úmido para limpar o tubo e a cúpula do receptor

Ajuste do volume

O ajuste do volume é fundamental para o que o usuário não sinta desconforto ao ser submetido a sons fortes e altos. Para tanto, é possível reduzir o volume do aparelho, mantendo sempre o cuidado para não impedir a captação de sons mais baixos.

Manutenção da bateria

Outro ponto importante é otimizar o tempo de duração da bateria ou pilha que abastece o aparelho. Para isso, quando não estiver sendo utilizado, como na hora do sono, mantenha aberto o compartimento da fonte de energia, evitando o gasto desnecessário.

Testes em diferentes ambientes

Considerando que cada ambiente tem suas particularidades sonoras, o indivíduo deve ser bem instruído acerca do ajuste do aparelho em cada local. Assim, evita a exposição a um volume muito elevado em ambientes agitados e nivela a captação para lugares mais calmos.

Interferência com celulares

Um problema cada vez mais combatido pelos fabricantes de aparelhos auditivos e de celulares é reduzir a interferência entre os dois equipamentos no momento de ligações. Devido à preocupação com o bem-estar do usuário, esse impasse tem sido cada vez menos frequente.

Supressão de ruídos

Como já dito, existe a necessidade de adaptação cerebral aos novos sons captados. Portanto, os ruídos podem se tornar desagradáveis à audição, sendo necessário ajustar a frequência identificada pelo aparelho.

É preciso, ainda, ter atenção para não excluir a captação das falas, visto que ela está muito próxima a frequência observada nos ruídos indesejados.

Efeito de oclusão

Quando o conduto auditivo é mantido completamente fechado, a tendência da pessoa é elevar seu tom de voz, pois ocorre o chamado efeito de oclusão.

Para solucionar este problema, é possível diminuir o ganho nas frequências inferiores, ou, ainda, adaptar a cápsula para a região mais profunda, próxima aos ossículos.

Dúvidas frequentes sobre o equipamento

Por fim, comentaremos agora sobre algumas dúvidas recorrentes. A primeira delas consiste nas razões para o aparelho não ligar. Isso pode acontecer por intercorrências na bateria ou bloqueio do filtro de cera. Assim, é preciso checar o encaixe e o funcionamento da fonte de energia ou mudar o filtro.

Outra dúvida figura como a sonoridade insuficiente. Os motivos para isso variam desde uma má inserção do aparelho ou do microfone ou, até mesmo, uma configuração disfuncional. Portanto, a solução pode ser simples, como recolocar o equipamento, ou pode requerer uma consulta ao fonoaudiólogo.

E, por último, o som do aparelho apresenta distorções. Nesse caso, a bateria do aparelho pode estar fraca ou o tubo do microfone se encontra mal encaixado. Para resolver, basta encaixar novamente ou adquirir uma bateria nova.

Neste artigo, procuramos esclarecer sobre o ajuste de aparelho auditivo. Reiteramos a necessidade do bom acompanhamento por parte do profissional a fim de proporcionar, juntamente ao equipamento, uma melhor qualidade de vida para aquela pessoa que tem perda auditiva.

Tem interesse em saber mais sobre aparelhos auditivos? Então entre em contato conosco e saiba quais são as melhores tecnologias deste setor!

assistência técnica para aparelho auditivo

Saiba como funciona a assistência técnica para aparelhos auditivos

Todo e qualquer tipo de aparelho eletrônico tem um prazo de validade. Nesse meio tempo, também podem ser necessários ajustes para que ele atenda a todas as necessidades do usuário. No que se refere aos aparelhos que as pessoas que têm deficiência auditiva usam, isso também é uma realidade. Nesse sentido, é de suma importância entender como funciona a assistência técnica para aparelho auditivo.

Quando o aparelho apresenta algum tipo de problema, o usuário e seus familiares ficam muito preocupados, acreditando que há a necessidade de adquirir um novo. No entanto, em muitos casos apenas alguns ajustes são necessários para que o aparelho volte a oferecer as funcionalidades de antes.

Com o objetivo de tirar as suas principais dúvidas sobre o assunto, escrevemos este artigo para explicar de que forma o paciente é atendido, como funciona a assistência domiciliar e como ela pode melhorar o processo de adaptação do idoso. Acompanhe!

A importância da manutenção dos aparelhos auditivos

A manutenção é de suma importância para evitar que o aparelho auditivo sofra avarias que prejudiquem o seu total funcionamento. Além disso, essa ação ajuda a aumentar a vida útil do aparelho, fazendo com que o idoso possa ter mais tempo para se organizar financeiramente e adquirir outro com mais funcionalidades.

Antes de tudo, lembre-se que é fundamental comprar um aparelho auditivo de boa qualidade, do contrário, ele exigirá manutenções mais constantes — e isso pode refletir no orçamento familiar.

Em relação à garantia da manutenção, é válido destacar que podem ocorrer duas situações: quando o aparelho apresenta falhas dentro e fora da garantia. No primeiro caso, ele retorna quantas vezes precisar, sem custos, mas quando as falhas aparecem depois dos 6 meses de garantia, a manutenção e envolve custo.

Como funciona a assistência técnica para aparelho auditivo da A&R Aparelhos Auditivos

Todo aparelho auditivo tem a garantia. No período de garantia, é preciso recolher o aparelho do paciente e enviá-lo a São Paulo, onde fica o laboratório responsável pelos ajustes. Esse aparelho passa pela análise técnica, e é realizado um procedimento de limpeza e troca de peças — que não se consegue fazer no consultório. Em seguida, o aparelho retorna para o paciente.

Dependendo do que acontece, há a troca do aparelho sem custos para o paciente — durante o período de garantia. Se tem 5 anos de garantia e o aparelho vai 5 vezes para o laboratório, por exemplo, a troca é feita sem custos para o paciente.

Depois desse período, continua-se com o serviço de assistência técnica em um valor tabelado por tempo de uso. Se saiu da garantia há 6 meses é um valor, se já faz 1 ano é outro, e assim por diante.

O paciente da A&R Aparelhos auditivos nunca fica sem assistência. Sendo assim, ele não precisa esperar anualmente para enviar o aparelho dentro da garantia. Se ele ou o fonoaudiólogo perceber que o aparelho está apresentando problemas, é possível enviar fora do período.

Nesse momento, o usuário pode levar o aparelho até o consultório ou enviar o material para a A&R Aparelhos Auditivos, que a equipe faz a avaliação e o envio para o laboratório.

Existem muitos pacientes do interior de Minas Gerais, e às vezes a locomoção fica difícil para entregar o produto. Com o envio, faz-se o diagnóstico e envia-se o aparelho para o laboratório.

O prazo é rápido, pois o laboratório é localizado em São Paulo. Sempre que a A&R Aparelhos Auditivos recebe o produto, ela tem que revisá-lo e o paciente deve ir à clínica para fazer a adaptação. O prazo é de 15 dias úteis.

O que o paciente precisa fazer para colaborar com a adaptação

A adaptação ao aparelho auditivo não acontece da noite para o dia. A média é de 6 meses a um ano para que a pessoa se adapte 100% a ele. Para que isso aconteça, é preciso que o paciente colabore em todos os sentidos.

Nesse momento ele precisa comparecer a todas as consultas agendadas pelo fonoaudiólogo, a fim de realizar os ajustes necessários para que ele possa utilizar o aparelho normalmente.

Fazer leituras em voz alta, treinar a conversação com outras pessoas e realizar todos os treinamentos em casa que foram indicados pelo profissional é essencial para que a adaptação seja positiva.

Como saber se o aparelho precisa de assistência técnica

O próprio paciente consegue identificar por que o problema mais comum é o aparelho parar de funcionar por excesso de cerume. Ele começa a perceber que o desempenho da prótese já não é igual e que, mesmo com a troca da pilha, ainda está fraco.

Dessa maneira, o paciente vai até a clínica mais próxima, conversa com o fonoaudiólogo, faz a avaliação e envia o produto para a assistência.

Como funciona a assistência domiciliar

A assistência domiciliar é uma parte do atendimento que pode ser feita em casa e engloba todo o trabalho da empresa desde a primeira consulta — que é abordar o paciente pela primeira vez, colocar o aparelho em teste, levar os materiais e acessórios aos pacientes e o retorno, que são as regulagens.

Caso o paciente não possa se locomover até o consultório e esteja com algum problema no aparelho, a A&R Audiologia pode ir até a casa dele para identificar o problema e, se for necessário, recolher e enviar ao laboratório.

Como cuidar do aparelho auditivo

Alguns hábitos de higiene são fundamentais para cuidar do aparelho auditivo. Dessa maneira, no momento da higienização não utilize álcool, solventes ou produtos de limpeza, pois podem danificar o aparelho. Sendo assim, o ideal é sempre utilizar um pano seco e macio.

Nadar, tomar banho, andar na chuva e, inclusive, usá-lo com o cabelo molhado são ações que podem ser muito prejudiciais ao aparelho, por isso, evite-as ao máximo.

Agora que você já tirou suas principais dúvidas sobre como funciona a assistência técnica para aparelho auditivo, não deixe de estar atento às dicas que apresentamos neste artigo para que seus custos sejam menores e o aparelho tenha uma maior vida útil.

Você também tem um aparelho auditivo que precisa de assistência técnica? Então entre em contato conosco e conheça os nossos serviços!

fonoaudióloga realizando teste auditivo

Você sabe o que é um teste auditivo?

Você já fez algum teste auditivo? O mais provável é que a sua resposta seja negativa. Mas a verdade é que a maioria das pessoas realizou um exame chamado triagem auditiva neonatal quando nasceu, mesmo que não saiba.

Esse teste é muito importante para avaliar possíveis dificuldades na audição dos bebês. Afinal, se fôssemos esperar até que os pais notassem algum sintoma nas crianças, elas poderiam ficar anos sem assistência! Ainda assim, embora seja fundamental na infância, ele não é suficiente para determinar nossa saúde auditiva.

Isso acontece porque a nossa audição passa por diversas mudanças no curso de nossas vidas. Principalmente quando se aproxima da terceira idade, é comum que a capacidade de escutar comece a declinar — ainda que de forma sutil, passando desapercebida mesmo se nos esforçarmos para percebê-la. Pois é aqui que entra o teste auditivo.

No post de hoje, veremos as principais informações sobre esse assunto. Começaremos falando sobre a importância do teste na prevenção de doenças e como ele é feito. Em seguida, veremos quais afecções podem ser detectadas com ele, e como tratá-las. Então, vamos lá?

Qual é a utilidade do teste auditivo?

Como mencionamos, a perda auditiva muitas vezes não é percebida pelo paciente. Podemos estar em estágios iniciais da diminuição de acuidade auditiva, por exemplo, em que ainda não há sintomas tão fortes. Nesses casos, conseguimos desvendar com relativa facilidade o causador do problema e eliminá-lo — o afastamento do agente causador já retarda a sua progressão, na maioria das vezes.

Já em casos mais avançados, o teste auditivo é útil para definir qual será a terapia de escolha. Alguns graus de perda auditiva podem indicar o uso de aparelhos de surdez, por exemplo. O exame pode até ser mandatório para intervenções mais incisivas, nesses quadros de maior gravidade.

Há diversos fatores do nosso cotidiano que podem influenciar a perda auditiva, dentre eles a poluição sonora e o uso de medicamentos (como antibióticos, diuréticos e até aspirina). De toda forma, quanto mais precocemente identificarmos o problema, mais fácil será tratá-lo — e o teste é fundamental para isso.

Como é realizado esse exame?

Anteriormente ao exame, o profissional realizará uma entrevista chamada anamnese. Nela, buscará possíveis fatores de risco para a perda auditiva e sintomas que podem estar associados a ela. Embora compreenda uma parte simples da avaliação auditiva, a anamnese é o principal momento para criação de hipóteses diagnósticas.

Depois disso, o procedimento inicial (mais simples) pode ser realizado em ambulatório: o fonoaudiólogo responsável tampará uma de suas orelhas de cada vez e solicitará que você indique quando ouvir algum som. Isso pode envolver palavras faladas ou um apito, por exemplo. Nenhum preparo é necessário.

Já o teste auditivo, propriamente dito, é realizado com o auxílio de fones, que testarão frequências específicas. Ele também será aplicado em uma orelha de cada vez, para que a audição seja testada com mais acurácia.

Da mesma forma, o fonoaudiólogo solicitará a você que o informe quando ouvir algum som. À medida que os tons vão passando, ele anotará o que você conseguir ouvir e obterá a intensidade mínima para cada som. Ao final, esses valores são ajustados graficamente, dando uma medida da sua acuidade auditiva em um audiograma.

Quais doenças podem ser diagnosticadas?

O teste auditivo é utilizado para mensurar a acuidade do paciente — isso significa que ele indica um sintoma, não uma etiologia. Na investigação médica, no entanto, a avaliação desse sintoma tem grande importância. Perdas mais abruptas podem sugerir traumas ou doenças agudas, enquanto perdas crônicas indicam doenças progressivas.

São muitas as possíveis causas de redução na acuidade auditiva. Perdas auditivas ocupacionais, por exemplo, ocorrem quando o indivíduo é exposto a um ruído constante. Elas podem ser irreversíveis, dependendo da gravidade, e ser motivo de afastamento do trabalho.

Outras causas de perda auditiva são infecções, traumas, rompimentos do tímpano e o uso de medicamentos, como comentamos. Algumas delas podem ser evidenciadas rapidamente com uma investigação clínica minuciosa. Rompimentos do tímpano e infecções, por exemplo, cursam com alterações na otoscopia. Averiguação da farmacoterapia utilizada também oferece pistas importantes.

Dentre outras causas da redução auditiva estão ainda os tumores, as perdas relacionadas à idade, otosclerose e a doença de Maniere. Estas requerem investigação adicional, e o seu diagnóstico geralmente é dado por exclusão: tenta-se achar uma causa reversível mais comum e, quando não se consegue, prossegue-se a averiguação mais aprofundada.

Como prevenir e tratar a perda da audição?

Como dissemos, algumas perdas de audição são reversíveis: infecções e obstrução por produção excessiva de cera, por exemplo, podem ser resolvidas com relativa facilidade e trazer de volta a audição. Quanto mais precoce é o diagnóstico, maior é a chance de o profissional resolver essas situações.

Existem, no entanto, quadros de redução auditiva que são irreversíveis. Nesses casos, o melhor a fazer é buscar um tratamento sintomático, para que o paciente não fique funcionalmente prejudicado. Um deles é o uso de aparelhos auditivos — assim, tarefas que anteriormente eram feitas com dificuldade podem voltar a ser realizadas. E o impacto visual desses equipamentos é mínimo, visto que a tecnologia atual está muito avançada.

Como o procedimento, muitas vezes, é caro, algumas estratégias são utilizadas na sua implantação. A maioria dos pacientes inicia com um aparelho básico, para averiguar a sua aceitação e os benefícios. Caso haja intolerância ao uso ou a necessidade de alguma melhoria, prossegue-se para o uso de aparelhos mais sofisticados.

Vale lembrar, por fim, que a perda auditiva configura uma das principais queixas dos pacientes idosos. Ela pode trazer prejuízos importantes ao seu cotidiano, assim como uma diminuição na qualidade de vida.

Nesse contexto, a avaliação de um especialista e a realização de um teste auditivo são fundamentais, capazes de indicar quando é necessário ou não o uso de um aparelho, além do direcionamento da prevenção adequada para cada caso.

Agora que você entendeu como funciona o teste auditivo, gostaria de saber mais sobre saúde e a manutenção de aparelhos auditivos? Então, curta a nossa página no Facebook e fique sempre por dentro do assunto!

evolução do aparelho auditivo

Descubra a evolução do aparelho auditivo!

Com o avanço da tecnologia também somos beneficiados com a evolução do aparelho auditivo. Apenas quem sofre com a perda da audição consegue entender como esses dispositivos beneficiam o seu dia a dia e os ajudam a voltar a ter a sua independência. Sendo assim, é importante entender como esse progresso acontece para saber o que é acessível nos dias de hoje.

Nesse momento, é importante lembrar que qualquer avanço pode significar muito para o idoso que sofre com a perda de audição, por esse motivo, estar antenado a essas novidades é essencial para ajudar o idoso a ter uma melhor qualidade de vida.

Neste artigo vamos mostrar a você um panorama sobre o desenvolvimento dos aparelhos auditivos, como a tecnologia tem tornado cada vez mais sofisticada e confortável para o usuário e as tendências para o futuro. Vamos começar?

Como surgiram os aparelhos auditivos?

Durante centenas de anos, profissionais se envolveram na luta por tentar corrigir a perda auditiva dos pacientes. Dessa forma, os aparelhos auditivos percorreram um longo caminho para chegar até aqui e poder oferecer ao usuário o bem-estar que ele tanto merece. Embora ela já ofereça muitos benefícios, essa tecnologia está em constante evolução, pois o caminho da perfeição ainda é um alvo distante.

No século XIII, as pessoas que sofriam com a perda de audição usavam chifres ocos de animais, como carneiros e vacas, como aparelhos auditivos primitivos. Somente no século XVIII que o dispositivo se modernizou, sendo o chifre substituído por um trompete. As trombetas auriculares foram as primeiras tentativas do homem a desenvolver um aparelho para possibilitar que as pessoas com deficiência auditiva voltassem a ouvir.

Entre os séculos XIX e XX foram desenvolvidos os primeiros modelos eletrônicos. A partir de 1920, os aparelhos auditivos que usavam tubos a vácuo, aumentam a sua eficiência em 70 decibéis (dB). Em 1938 as tecnologias melhoraram e os dispositivos passaram a contar com receptor, fone de ouvido e fio que podiam ser presos em roupas. No entanto, era necessário fazer uso de uma bateria de ficava presa na perna do usuário.

No final do século XX, os pacientes passaram a ter acesso aos aparelhos analógicos. Nessas versões, o microfone permanecia na parte interna do ouvido e um fio o conectava a um amplificador e, também, a uma bateria que era presa na região da orelha. Essa evolução fez muito sucesso na época e permaneceu viva até os anos 80. A partir daí, foram criados chips que processavam sinais digitais nos dispositivos.

Por fim, chegamos ao século XXI, nesse período os aparelhos auditivos começaram a contar com personalizações, flexibilidade e finos ajustes. Porém, é claro que há muitas descobertas pela frente, por isso, é importante ater às novidades do mercado para não deixar de usufruir dos benefícios que esses recursos têm a oferecer aos usuários.

Como a tecnologia vem ajudando deficientes auditivos?

A A&R Aparelhos Auditivos trabalha com os aparelhos da Siemens desde 2007. A cada ano, eles evoluem a tecnologia baseada nas experiências e pesquisas feitas com os próprios pacientes. A cada evolução, o dispositivo vem com tudo o que foi positivo e os ajustes em algumas queixas que os usuários tiveram.

Hoje, por exemplo, há um aparelho livre de bateria. Como o perfil de público é mais idoso, ele tem muita dificuldade de fazer a troca e existe um modelo que é colocado no carregador. Dessa forma, a queixa de não conseguir usar o dispositivo auditivo foi solucionada.

Os pacientes da empresa, por terem uma perda de audição, têm muita dificuldade em assistir televisão. Hoje, há um acessório que consegue conectar o aparelho auditivo com a televisão, assim, o paciente consegue escutar o som direto no aparelho.

Em relação às outras queixas em ambientes desafiadores, como restaurantes e reuniões, o usuário tem muita dificuldade de entender o que todas as pessoas estão falando naquele local. Hoje, existem os microfones direcionais que permitem melhor entendimento de fala no barulho e recursos que diminuem e suavizam o ruído de ambiente e de impacto e deixam o aparelho mais confortável e a pessoa mais à vontade para interagir socialmente.

Fazer caminhada tranquilamente sem o barulho do vento? Isso também é possível com o uso desses novos aparelhos! Essas evoluções aconteceram ao longo do tempo e melhoraram a qualidade de vida dos pacientes.

Os preços dos aparelhos auditivos variam muito?

Sim! Na marca representada, a Siemens/ Signia, a tecnologia avançada está acessível em três níveis de plataformas. Há a versão com recursos mais econômicos, uma mediana e outra mais completa.

De início, o paciente pode até comprar um dispositivo mais econômico, pois todos os acessórios são fornecidos para garantir a sua praticidade e conforto. Assim, com o passar do tempo e de acordo com a sua adaptação ao aparelho auditivo, ele pode optar por outro que tenha mais funcionalidades, mas, nesse caso, consequentemente ele terá que desembolsar uma quantia um pouco maior para ter acesso à tecnologia.

Quais são as tendências para aparelhos auditivos no futuro?

A tendência está na evolução no sentido de escutar e não entender. Nesse sentido, as inovações estarão focadas:

  • no microfone do aparelho: que dará o entendimento de fala;
  • nos redutores de ruídos: para oferecer mais conforto ao paciente;
  • nos aplicativos: para facilitar o atendimento aos pacientes que moram em outra cidade e não podem comparecer na consulta.

Em relação a esse último, o usuário apenas precisará entrar em contato com o fonoaudiólogo pelo app para que os ajustes possam ser realizados de maneira remota. A tecnologia também tem pensado na compatibilidade dos aparelhos com os smartphones, o que já é uma realidade hoje em dia. Além disso, estão sendo lançados aparelhos cada vez menores e cheios de recursos.

Como você pode perceber, a evolução do aparelho auditivo é constante. Por isso, é válido ressaltar que os profissionais sempre estão em busca de melhorar cada vez mais o dia a dia de quem sofre com a perda de audição. Nesse sentido, é importante ficar atento às novidades do mercado para oferecer às pessoas que você ama a oportunidade de ter uma vida melhor.

Quer conhecer os principais aparelhos auditivos disponíveis no mercado? Então entre em contato conosco e saiba como podemos ajudá-lo nessa questão!

Rosana Munhoz

Fonoaudióloga Especialista em Audiologia

Criada 6 4028 / CFFa 4191/08

perda auditiva ocupacional

Perda auditiva ocupacional: saiba o que é e como prevenir

A exposição a agentes danosos à saúde no trabalho pode trazer perdas irreversíveis para a nossa vida. Um exemplo corriqueiro desse risco é a perda auditiva ocupacional, que vem ganhando destaque e atenção na segurança do trabalho. Nos Estados Unidos, ela já configura a principal afecção de saúde relacionada ao ambiente ocupacional.

Outro nome que podemos dar a essa doença é Perda Auditiva Induzida por Ruído (PAIR). Damos o nome “ruído” a qualquer estímulo sonoro indesejável, mas ele não é o único que contribui para essa condição: calor, vibração e exposição a substâncias químicas também podem ajudar a declinar a acuidade auditiva.

Nesse post, explicaremos os conceitos principais da PAIR. Falaremos sobre seus sintomas, quais profissões estão mais predispostas a ela e como preveni-la em um ambiente de risco. Por fim, abordaremos o aspecto legal da doença e quais direitos trabalhistas estão envolvidos. Vamos lá?

Quais os sintomas da perda auditiva ocupacional?

Muitas vezes, o declínio da acuidade auditiva ocorre de forma gradual, quase que imperceptível. Por esse motivo, é importante que nos atentemos às mudanças, mesmo que sutis, em nossa audição. Quanto mais cedo percebermos a perda auditiva, mais fácil será tratarmos e maiores serão as chances de preservar a audição.

Sinais precoces de perda auditiva ocupacional podem ser uma demanda cada vez maior de aumento da intensidade dos sons: o paciente acometido pode solicitar que quem conversa com ele fale mais alto, ou ouvir rádio em um volume anormal. A intolerância a sons intensos também pode ocorrer, gerando dor ou desconforto.

A exposição prolongada a ruídos não afeta exclusivamente a audição. Quem conviveu com ela pode desenvolver também dores de cabeça, tonturas, irritabilidade e zumbido nos ouvidos. Como são sintomas inespecíficos, o melhor a se fazer caso apresente algum deles é procurar um especialista para avaliação.

Quais as profissões mais acometidas?

O declínio auditivo é considerado multifatorial: não apenas a exposição ao ruído está relacionada ao seu desenvolvimento, mas também predisposição e outros fatores. Ainda que as profissões que listaremos a seguir não sejam mandatórias da doença, é importante se atentar aos seus riscos. Falaremos individualmente das principais ocupações relacionadas à PAIR a seguir.

Profissionais de trânsito

O tráfego, principalmente em metrópoles e grandes cidades, não é apenas estressante: ele pode também ser danoso à saúde e trazer perdas auditivas irrecuperáveis. Como esses profissionais estão constantemente expostos a ruídos de buzinas e motores, com o tempo, sua audição pode se deteriorar. Para a maioria dos cidadãos, no entanto, que pegam uma ou duas horas de trânsito diariamente, os efeitos são minimizados.

Dentistas

Acredite, o ruído da broca utilizada pelos dentistas não é irritante apenas para o paciente. O profissional exposto todos os dias às ferramentas utilizadas na Odontologia também está em risco de perda auditiva. Além da PAIR, os dentistas estão predispostos a infecções, acidentes perfurocortantes e maior incidência de doenças mentais.

Profissionais de áudio

O motivo pelo qual DJs e músicos estão mais propensos à PAIR é implícito à sua profissão: lidando continuamente com ruídos, muitas vezes em uma intensidade acima do recomendado, a lesão auditiva pode se intensificar. Para esses profissionais em específico, é altamente recomendado o uso de protetores auriculares e o controle da intensidade do som.

Professores

Lidar com alunos continuamente também pode predispor a problemas auditivos. Nessa categoria, os profissionais que lidam com crianças são ainda mais desfavorecidos, devido à maior exposição ao ruído. Nesses pacientes, o exame auditivo deve ser implementado à rotina de exames realizados na promoção à saúde.

Como prevenir a PAIR?

Agora você já sabe o conceito da perda auditiva ocupacional e quais profissões estão em maior risco. Caso evidencie algum fator agravante da perda auditiva em seu ambiente laboral, é fundamental que você tome alguns cuidados. É também importante cobrar da empresa ações voltadas à prevenção de perda auditiva, tornando a proteção um ato conjunto.

Os programas que podem ser usados são o PPRA, o PCA e o PCMSO. A primeira sigla significa Programa de Prevenção de Riscos Ambientais; a segunda, Programa de Conservação Auditiva; e a terceira, Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional. Eles visam um conjunto de ações para evitar acidentes no trabalho e desenvolvimento de doenças auditivas ocupacionais.

Além dessas medidas (já preconizadas e padronizadas), existem alguns cuidados que podem ser tomados para proteger a sua saúde auditiva. O mais conhecido é o uso de protetores auriculares individuais para os trabalhadores expostos a ruído excessivo: essa medida, ainda que simples, é, muitas vezes, negligenciada e pode ser fundamental para a prevenção da PAIR.

No ambiente de trabalho, é importante manter alguns cuidados em relação à doença: a adequação acústica a locais ruidosos pode, por exemplo, isolar uma sala de trabalho e diminuir a exposição ocupacional. Por fim, deve-se sempre manter uma manutenção adequada do maquinário utilizado laboralmente, isso porque o desgaste promovido pelo uso e peças soltas podem ser um importante foco de barulho e ampliar a intensidade do som.

Quais direitos do trabalho estão envolvidos com a PAIR?

A Lei nº 8.213/91 (art. 20, II) equipara doenças ocupacionais (das quais a perda auditiva ocupacional faz parte) a acidentes de trabalho. Por ela, portanto, as empresas podem ser responsabilizadas por negligência às condições de trabalho nocivas, como o excesso de ruído. Para esse processo, é necessário que haja o chamado “nexo causal”, que busca comprovar que o dano foi, de fato, causado por inadequação do ambiente de trabalho.

Para que haja responsabilização jurídica do empregador, é necessário que haja três critérios presentes: o dano (ou seja, a doença), o nexo causal e a culpa empresarial. Caso a perda de audição seja comprovadamente devido à exposição indevida ao ruído ocupacional, há ainda mais um aspecto a ser observado. Deve haver uma responsabilidade do empregador na manutenção desse ambiente, finalizando os critérios.

Nesse artigo, você pôde entender um pouco mais sobre a PAIR e suas sérias implicações na saúde. É importante manter-se sempre atento, pois os sintomas podem ser sutis e a doença pode não dar pistas de sua presença. Por fim, um cuidado constante com o ambiente de trabalho é sempre bem-vindo para a prevenção e a redução dos danos.

Agora que você conhece a perda auditiva ocupacional, que tal aprender um pouco mais sobre a diminuição da audição? Preparamos um artigo sobre os graus e tipos da perda auditiva! Confira!

Rosana Munhoz – Fonoaudióloga – CRFa 4028/MG

Aparelho auditivo: conheça seus acessórios para melhorar o seu desempenho

A tecnologia, quando aliada à medicina, proporciona inúmeros benefícios para a assistência à saúde da população. Quando nos referimos à perda auditiva, rapidamente nos vêm à mente os equipamentos utilizados para uma melhor qualidade de vida e os acessórios para aparelho auditivo.

Esse é um exemplo claro de como os avanços tecnológicos não se limitam a suprir as necessidades básicas do tratamento, buscando fazer isso de maneira prática e eficiente, a fim de oferecer maior conforto para o usuário.

Que tal saber mais sobre tais acessórios? Continue a leitura e veja como esses equipamentos são fundamentais para melhorar a experiência dos pacientes!

Quais as vantagens dos acessórios para aparelho auditivo?

Você sabe qual a importância de utilizar os acessórios? Desde já, é preciso ficar clara a capacidade que eles têm de aumentar a eficiência de um produto que já apresenta grande importância na garantia da qualidade de vida.

Portanto, potencializam os efeitos positivos dos aparelhos auditivos para seus usuários, os quais já recebem um kit para aumentar a vida útil do equipamento. Ressaltamos, ainda, o sucesso que esses aparelhos obtêm em melhorar a experiência dos pacientes mesmo a longas distâncias. Logo você entenderá como isso é possível!

De que forma eles potencializam o desempenho?

Os efeitos do uso dos aparelhos são potencializados, certo? Falamos sobre isso anteriormente, mas agora você vai entender como isso é possível.

Os acessórios para aparelhos auditivos aumentam a praticidade no gerenciamento das funções do equipamento, além de possibilitar maior conforto para seu usuário nas mais diversas situações cotidianas.

Assistir à TV ou atender ao celular podem figurar como impasses para alguém com perda auditiva. Diante dessas e outras ocasiões, é fundamental o uso de acessórios para uma boa experiência.

Além de melhorar a vivência das situações, eles devem possibilitar cuidados adequados com a estrutura física do aparelho, aumentando também a sua vida útil.

Quais são os acessórios mais usados e quais são as suas características principais?

Agora que você já sabe a importância dos acessórios para a experiência dos pacientes, chegou a hora de conhecer quais são, de fato, os equipamentos. Confira!

Desumidificador

O primeiro deles é o desumidificador, cuja função consiste em retirar a umidade acumulada no aparelho auditivo ao longo do dia.

Para que isso seja possível, o aparelho é guardado no equipamento em questão, que conta com uma sílica responsável por cumprir com o objetivo de desumidificar. Vale ressaltar que tal sílica tem validade e deve ser trocada periodicamente.

Além disso, atualmente existem equipamentos eletrônicos que, além de desumidificarem o aparelho, também realizam a limpeza do mesmo.

Carregadores de bateria

Seguindo a linha de cuidados que devem ser tidos com o aparelho durante a noite, comentaremos sobre os carregadores, os quais recarregam as baterias durante esse turno.

Vale ressaltar que isso não anula a necessidade de trocar as baterias após determinado tempo. Porém, reforçamos que o prazo para troca é maior do que quando não há uso do carregador, ressaltando, ainda, o compromisso com o meio ambiente e com o menor descarte de material.

Baterias Siemens

Mas, afinal, qual a melhor opção de baterias para o aparelho? Para essa escolha, é preciso considerar o modelo do equipamento, porém, a bateria Siemens apresenta um excelente desempenho.

Isso é justificado pela sua longa durabilidade e alta voltagem, que se mantém estável e atinge um bom nível de amplificação sonora. Além disso, promove uma captação com poucos ruídos e sem distorções, sendo, portanto, uma opção ideal.

Controle easyTek

Já o controle easyTek figura como um colar de design elegante capaz de realizar diversas funções, como:

  • controlar volume;

  • administrar programação;

  • atender ao telefone;

  • transmitir para o aparelho sons de outros dispositivos.

Tudo isso é feito sem a necessidade de tocar no aparelho auditivo, conectando-se a TVs, celulares e outros equipamentos de áudio.

Controle easyPocket

O easyPocket completa a linha de acessórios que auxiliam no controle do seu aparelho, possibilitando acesso a todas as opções e funcionalidades do equipamento.

StreamLine TV

Como falamos de TV anteriormente, não podemos deixar de mencionar o recurso StreamLine TV, cuja função é transmitir o sinal de áudio para o aparelho auditivo. Assim, o volume da TV fica adequado para cada ouvinte, mantendo o conforto do paciente sem alterar o volume ambiente para familiares e amigos.

StreamLine Mic

Embora tenha o nome semelhante ao do anterior, esse equipamento apresenta mais funções. Uma delas é transmitir som estéreo de qualidade para qualquer dispositivo com Bluetooth, sejam computadores, sejam celulares.

É, ainda, muito eficiente devido à funcionalidade de microfone remoto. Um local interessante para usá-lo é em salas de aula, pois trabalha como um sistema FM, auxiliando as crianças no aprendizado.

TouchControl App

Entrando agora no âmbito de softwares, comentaremos acerca de dois aplicativos utilizados para melhorar a experiência de quem utiliza o aparelho auditivo. O primeiro deles é o TouchControl App, que funciona em todos os aparelhos e está disponível gratuitamente para iOS e Android.

Seu objetivo é gerenciar as funcionalidades do aparelho. Isso quer dizer que ele tem acesso às funções do equipamento, como volume, programação e microfone, podendo alterá-las e configurá-las sem a necessidade de manusear a prótese. O fácil acesso também permite que seja monitorada a carga das pilhas ou baterias.

Tudo isso é feito com um alcance de 1m e por meio de uma transmissão confiável de dados, com frequência de sinal ultra-high. Além disso, não requer nenhum hardware extra, apenas o smartphone.

Signia MyHearing

O segundo aplicativo que comentaremos é o Signia MyHearing, que tem um importante recurso de Telecare. Por meio dele, o paciente consegue estabelecer uma comunicação direta com o fonoaudiólogo, seja por vídeo, voz ou mensagem.

Dessa forma, é possível que sejam repassadas orientações sem a necessidade de deslocamento até a clínica, reforçando a praticidade e interatividade. Caso seja necessário, o profissional pode realizar ajustes remotos no aparelho mesmo com o paciente distante.

Por fim, o aplicativo armazena anotações e avaliações cotidianas acerca do desempenho diante de atividades. Se o paciente indicar insatisfação com alguma delas, ele é contatado imediatamente para esclarecer o que aconteceu.

Concluímos, portanto, que o uso de acessórios para aparelho auditivo é fundamental para assegurar uma melhor experiência para o usuário. É de suma importância que os fabricantes estejam atentos às necessidades e novas maneiras de potencializar o desempenho dos equipamentos, para que assim seja, de fato, oferecida a melhor assistência aos pacientes.

Interessou-se por algum equipamento mencionado? Ficou com alguma dúvida? Então entre em contato conosco agora mesmo e saiba mais sobre as soluções apresentadas!

Rosana Munhoz – CRFa 4028 

Fonoaudióloga – Pós – Graduada em  Audiologia

Conheça os diferentes graus de perda auditiva!

A perda auditiva é uma condição que reduz a capacidade do ser humano de escutar os sons, influenciando também na elaboração da linguagem e dificultando o estabelecimento de uma comunicação.

Entretanto, é importante ressaltar a existência de tratamento para as disfunções, sendo fundamental classificar os graus de perda auditiva, a fim de obter o laudo correto da patologia e, assim, definir a conduta adequada para cada caso.

Portanto, abordaremos neste texto sobre a graduação da perda, elucidando as características dos níveis e englobando aspectos biológicos e clínicos referentes às condições envolvidas. Continue a leitura!

Fatores que influenciam na perda auditiva

Antes de tudo, é preciso compreender quais são os motivos mais associados com a perda auditiva. Para tanto, consideramos agora dois aspectos: o anatômico e o sensorial, sendo que ambos podem ocasionar disfunções em níveis diferentes.

A seguir, abordaremos sobre cada um deles. Confira!

Perda auditiva condutiva

O aparelho auditivo é composto por orelha externa, média e interna. As condições associadas à perda auditiva condutiva podem ocorrer nas duas primeiras regiões mencionadas, ou seja, são relacionadas, de fato, com a condução do som para a orelha média.

Neste caso, quando há um bloqueio na transmissão sonora do meato (ouvido externo) auditivo para os ossículos (martelo, estribo e bigorna), a audição fica prejudicada, caracterizando a perda condutiva.

Isso pode ser provocado por alguns fatores, como o acúmulo de cerume ou a introdução de algum corpo estranho. Além disso, outras comorbidades também podem ocasionar a perda em questão, tais como: otite (inflamação com secreções), otosclerose (diminui a mobilidade dos ossículos devido às calcificações), perfuração do tímpano, dentre outras.

Geralmente, quando ocorre esse tipo de disfunção, o grau de perda não vai além do segundo, que será abordado a seguir. O tratamento pode ser clínico ou cirúrgico e, por vezes, é necessário um aparelho auditivo.

Perda auditiva sensorioneural

Esse tipo de perda envolve a orelha interna e as vias nervosas da condução sonora. Em outras palavras, fica comprometida a transmissão de impulsos para interpretação do sistema nervoso central.

Ressaltamos, aqui, que as estruturas física e anatômica do conduto estão preservadas, ou seja, está mantida a integridade do meato e dos ossículos do aparelho auditivo.

Nesse caso, a perda pode atingir graus mais severos, necessitando, essencialmente, na maioria dos casos, do uso de aparelhos auditivos.

Perda auditiva mista

Por fim, essa perda não é nada menos do que a associação das duas perdas abordadas anteriormente. O tratamento deve envolver medidas que contemplem a solução das disfunções, por meio de aparelhos auditivos, implantes ou procedimentos cirúrgicos.

Graus de perda auditiva

Agora que você já conhece os aspectos relacionados com as condições auditivas, abordaremos a seguir sobre cada nível da classificação da perda, elucidando os decibéis envolvidos em cada um e os tratamentos associados. Veja!

Normal

Ao nível normal são atribuídos de 0 a 20 decibéis. Nesse nível, o indivíduo consegue compreender perfeitamente desde os sons mais altos, como a turbina de um avião, até os sons mais baixos, como as folhas de uma árvore se movimentando na passagem de um vento.

Assim, a pessoa consegue correlacionar bem os sons com o ambiente inserido. Para manutenção disso, é importante preservar as células auditivas, evitando exposição aos sons muito elevados, por longo prazo.

Leve

O nível leve é correlacionado com 21 a 40 decibéis. Nessas condições, torna-se difícil a compreensão de ruídos, como os tons suaves, as falas e os cantos dos pássaros, principalmente quando o ambiente está barulhento.

Devido à dificuldade na compreensão de falas, é possível que as conversas sejam prejudicadas, necessitando, portanto, de um aparelho auditivo que facilite a comunicação.

Moderada

Nesse caso, a faixa de decibéis atribuída é de 41 a 70 decibéis. Os indivíduos com esse grau de disfunção não conseguem ouvir sons mais altos que os mencionados anteriormente.

Dessa forma, apenas sons como o de latidos de animais, bebês chorando ou de aspirador de pó são audíveis. É possível inferir, portanto, que as falas também são menos inteligíveis.

Assim, o aparelho auditivo figura como instrumento fundamental para manutenção da qualidade de vida das pessoas que possuem perda auditiva moderada.

Severa

Para condições severas, os decibéis variam entre 71 a 90 decibéis. Considerando a gravidade do caso, sons como os de telefone e os de falas são inaudíveis.

Para tratamentos desse tipo de caso, os aparelhos de audição oferecem benefícios significativos. Além disso, outras medidas podem ser atribuídas na conduta, como o aprendizado de libras e o desenvolvimento da leitura labial.

Profunda

Por fim, na perda profunda, os decibéis são superiores a 91. Nesses casos, grande maioria dos sons é incompreensível. Apenas sons como o de serras elétricas e motocicletas podem ser audíveis.

Na condição de perda auditiva profunda, é fundamental a utilização de um aparelho para auxiliar na captação do som. Em alguns casos, o paciente representa um bom candidato para receber um implante coclear.

Diagnóstico da perda auditiva

Para finalizar, vamos abordar como é realizado o diagnóstico das condições. Reiteramos a necessidade de o exame ser realizado por um fonoaudiólogo, o qual diagnosticará a condição, classificá-la quanto ao grau e identificar o tipo de perda.

exame complementar utilizado para rastreio é a audiometria. Nele, há a definição do menor limiar que representa a audibilidade do paciente em questão. Assim, são estabelecidos diferentes níveis de sonoridade, a fim de detectar qual representa o limite de audição daquela pessoa.

Por meio do laudo, é definido o melhor tratamento para a resolução do caso, buscando melhorar a qualidade de vida da pessoa, tanto no caso de disfunção causada por fatores genéticos quanto na adquirida ou decorrente do envelhecimento (presbiacusia).

Vale lembrar que a perda auditiva, além de prejudicar nas tarefas diárias, provoca uma dificuldade de comunicação, podendo levar o indivíduo ao isolamento. Com isso, ressalta o fato de que os impactos de condições biológicas também influenciam nas questões psicossociais do paciente.

Com este texto, procuramos elucidar sobre os graus de perda auditiva. Abordamos os principais aspectos vinculados com a condição, explicando questões anatômicas e sensoriais. Complementando, procuramos tornar mais tangível cada grau, associando os sons audíveis e inaudíveis na condição.

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Imitanciometria: tudo o que você precisa saber sobre o exame

A imitanciometria, também conhecida por impedanciometria, é um exame complementar à audiometria para avaliação da audição. É um procedimento fácil, de rápida execução e que auxilia os resultados apresentados ao final do diagnóstico médico.

Atua por meio do imitanciômetro, que avalia a mobilidade do tímpano e de pequenos ossinhos que se ligam a ele: o martelo, a bigorna, e o estribo. Além disso, possibilita a verificação da existência de infecções crônicas na região, disfunções tubárias e outros problemas relacionados à audição e ao bom funcionamento do sistema auditivo.

Sabendo da importância desse procedimento, preparamos um post com as principais informações sobre ele, como sua realização, valores, recomendações e os principais problemas que ele diagnostica.

Quer saber mais? Então, continue a leitura e confira!

Você sabe como funciona o sistema auditivo?

Perceber sonoramente uma melodia ou escutar os sons das mais variadas fontes requer o funcionamento ótimo das partes do ouvido. Sendo assim, o som é captado, conduzido e processado pelo córtex auditivo até se ter a real noção da informação sonora.

A captação é feita pelo pavilhão auditivo, também conhecido como orelha e, em seguida, a informação sonora vibra a membrana do tímpano, que está intimamente ligada aos ossículos martelo, bigorna e estribo.

Após a participação dos ossículos, o som será conduzido para o córtex auditivo, localizado no cérebro, por meio do nervo auditivo. É apenas nesse momento que  o indivíduo percebe o som, e todo esse processo demora poucos segundos.

Tudo isso é orquestrado de forma espontânea e inconsciente. Porém, uma vez que a informação seja um aviso de algo perigoso, o organismo se prepara fisicamente para reagir em situações inesperadas.

Por isso, para verificar qualquer alteração nesse processo os especialistas utilizam ferramentas efetivas para identificar o problema após a queixa do paciente ou em virtude de um traumatismo nessa região.

Por que fazer uma imitanciometria?

A imitanciometria é um exame que complementa o diagnóstico do médico e, por isso, deve ser solicitada para essa finalidade. Como o resultado é imediato, é possível traçar os principais objetivos para cura ou controle do problema, tanto em adultos como em crianças com perda auditiva.

Dessa forma, esse exame facilita a tomada de decisão do médico que avaliou o paciente considerando as causas do problema auditivo, o relato do paciente e a história clínica e medicamentosa prévia.

Também serve para alertar sobre problemas auditivos contínuos como o acúmulo de cera, as infecções recorrentes no ouvido e os comportamentos nocivos que podem piorar a situação clínica já instalada.

Como o exame de imitanciometria funciona?

A imitanciometria é um exame auditivo rápido e indolor que pode ser realizado em pessoas de qualquer idade. Possibilita uma avaliação completa e importante a respeito do funcionamento do sistema auditivo.

Além disso, permite que os profissionais e médicos definam qual é a melhor conduta a ser tomada de acordo com as necessidades de cada paciente, abordando o problema de forma completa e precisa.

Para tanto, requer a manutenção preventiva e corretiva do imitanciômetro, a fim de distinguir adequadamente os resultados e evitar que eles fiquem incompletos ou pouco sensíveis para a avaliação em questão.

Como é realizada a imitanciometria?

Como o exame de imitanciometria normalmente é associado à audiometria, leva cerca de 1 hora para ser concluído. É realizado em ambiente silencioso, com o paciente sentado, dentro ou fora da cabine acústica, e acordado, sem qualquer sedação ou preparação com medicamentos.

O profissional responsável insere um fone especial em um dos ouvidos do indivíduo e, no outro, uma pequena sonda que injeta pressão positiva e negativa no canal auditivo. Em seguida, ele realiza a avaliação das condições de funcionamento e integridade da orelha média.

Logo depois, são emitidos alguns estímulos diretamente captados pelo ouvido externo que fazem com que a membrana do tímpano vibre, movimentando os ossículos e transmitindo os sons para o interno, responsável por transportá-los ao sistema nervoso.

Também são testados os reflexos do músculo estapédio, localizado dentro do ouvido. A propagação do som vai depender da flacidez ou rigidez da membrana; por outro lado, a resposta dependerá da intensidade do estímulo e da condição de sua musculatura.

Após isso, os impedanciômetros avaliam as condições desses locais, a capacidade de entender e ouvir os sons ao seu redor e as informações detalhadas de todo o mecanismo auditivo do paciente.

Se for detectada uma perda significativa da audição, o profissional conseguirá avaliar as condições do ouvido, da tuba auditiva, do músculo estapédio e do tímpano do paciente e, finalmente, identificar se o problema é de origem neurossensorial ou condutiva.

Em quais casos esse procedimento é recomendado?

Os casos mais recomendados para serem avaliados pelo exame de imitanciometria são:

  • no tratamento de controle da otite;
  • para confirmar e auxiliar os resultados do exame de audiometria tonal;
  • como pré ou pós-operatório de uma cirurgia na orelha média;
  • na avaliação do ouvido por conta de paralisia facial;
  • para complementar a triagem auditiva em bebês;
  • na detecção de quadros de vertigem;
  • em casos de alergias respiratórias;
  • no rastreio de alguma patologia;
  • na identificação da causa de dores constantes no ouvido;
  • para saber por que algumas crianças em fase de desenvolvimento falam tão alto.

O que ele diagnostica?

Além da perda auditiva, a imitanciometria também pode diagnosticar várias outras complicações. Vejam a seguir quais são elas!

Otite

As otites, também conhecidas como inflamações no ouvido interno, externo ou médio, são causadas por bactérias ou vírus e acometem pessoas de todas as idades. Podem ser graves ou não, com sangramento e secreções na maioria dos casos.

Devido ao caráter infeccioso, requerem o uso de antimicrobianos tópicos ou sistêmicos prescritos pelo médico. Nesse momento é crucial tirar todas as dúvidas sobre o período de tratamento e como pingar as gotas otológicas.

Labirintite

A labirintite é um tipo de doença do ouvido que afeta uma região conhecida como labirinto. Ela prejudica o equilíbrio do paciente e provoca tonturas, vertigens, náuseas, suor excessivo e, até mesmo, perda da audição.

Essa doença atrapalha as atividades diárias e pode impedir o paciente de executar operações que exigem equilíbrio, concentração e destreza, tais como operar máquinas complexas e, até mesmo, dirigir um automóvel.

Zumbido

Também conhecido como acufeno ou tinnitus, o zumbido no ouvido é caracterizado como um ruído muito incomodativo que não é gerado por nenhuma fonte sonora externa. Está diretamente relacionado à perda auditiva e a alguns outros fatores que exigem cuidados especiais e acompanhamento médico.

Pode ser causado por exposição excessiva a ruídos, idade avançada ou excesso de cera e, por isso, a avaliação clínica é fundamental para instituir a melhor estratégia terapêutica que vai desde uma limpeza da região com o profissional até o uso de aparelhos auditivos.

Disfunção da tuba auditiva

A disfunção da tuba auditiva é a incapacidade de regular adequadamente a pressão de ar no interior da orelha média ou drenar com eficácia as secreções. Ocasionalmente, envolve o refluxo de secreções do nariz e da garganta na orelha média.

Esses problemas podem ser decorrentes de uma variedade de alterações fisiopatológicas que, de alguma forma, impedem a abertura e o fechamento normal do local e comprometem todo o processamento do som.

Como se preparar para esse exame?

A única preparação indicada para o paciente que fará o exame de imitanciometria é manter os condutos auditivos totalmente limpos e evitar a exposição a ruídos muito altos e constantes por, no mínimo, 14 horas antes do procedimento. Esse cuidado deve ser tomado principalmente por quem trabalha se expondo a ruídos constantes.

No entanto, cabe ao especialista explicar sobre o procedimento, as condições que porventura possam gerar desconforto, a duração do processo e qualquer problema após a realização desse exame.

Quanto custa uma imitanciometria e onde ela pode ser feita?

Geralmente, a imitanciometria é encontrada em uma faixa que varia entre R$ 40 e R$ 100. Por não ser uma avaliação tão complexa e ter grande demanda no mercado, pode ser realizada facilmente em clínicas e laboratórios conveniados ou pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Se for feita pela rede pública, deverá ser previamente agendada e poderá levar um tempo para ser feita. Além disso, nem todos os municípios oferecem o diagnóstico por esse meio, o que obriga o paciente a procurar na cidade mais próxima.

No entanto, se o caso exigir certa urgência é interessante arcar com os custos do exame nas clínicas privadas ou conveniadas, a fim de evitar a complicação do problema e diminuição da qualidade de vida.

A imitanciometria é um exame  muito importante para a conservação da audição, uma das partes fundamentais do organismo humano. Afinal, sem ela, não conseguiríamos escutar som algum, alterando totalmente nosso modo e qualidade de vida. No entanto, existem situações que demandam esse exame para identificar doenças, condições clínicas severas no ouvido e outras que necessitam de intervenção.

Portanto, procure visitar um médico otorrinolaringologista regularmente para manter a saúde da região auditiva sempre em dia e garantir o bom funcionamento dos ouvidos, combinado? Seu bem-estar agradece!

E aí, gostou de conhecer as principais informações sobre a imitanciometria? Quer mais novidades sobre saúde e bem-estar? Então, assine a nossa newsletter e receba todas as nossas atualizações em sua caixa de entrada!

Perda auditiva congênita: como reduzir os impactos desse problema

A linguagem é um dos atributos mais importantes nas relações sociais. Já imaginou como seria a comunicação para alguém que tem dificuldades na fala ou na audição? Imagine, então, o que uma pessoa passa quando já nasce com essa condição, como no caso da perda auditiva congênita.

Diante dos impactos na vida do indivíduo, é de suma importância a realização do diagnóstico e do tratamento precoce. Ressaltamos desde já que é perfeitamente possível levar uma vida sem muitos problemas e com autonomia assegurada.

Que tal conhecer um pouco mais sobre essa condição? Continue a leitura deste post e entenda tudo sobre a surdez congênita!

O que é a perda auditiva congênita?

Antes de tudo, é preciso entender o conceito da patologia em questão. A surdez é caracterizada pela incapacidade de escutar os sons ambientais, seja totalmente, seja parcialmente.

Quando nos referimos a essa condição no período congênito, significa que ela está presente desde o nascimento do indivíduo, ou ainda tendo sido adquirida no período neonatal.

As causas são diversas e refletem a influência genética e ambiental para acometimento da audição. Como já dito, o indivíduo pode nascer com a perda auditiva ou desenvolver a condição durante os primeiros dias de vida. Portanto, quando nos referimos ao primeiro caso, podemos citar como causas:

  • má-formação anatômica — referente ao aparelho auditivo;

  • prematuridade — nascimento prévio às 37 semanas de gestação;

  • baixo peso ao nascer — inferior a 2500g;

  • infecções congênitas — rubéola, por exemplo.

Por outro lado, há algumas causas para desenvolvimento da surdez no período neonatal, como:

  • internação em UTI, principalmente quando ultrapassa 5 dias e há antibioticoterapia;

  • icterícia neonatal — hiperbilirrubinemia nos primeiros dias de vida;

  • otites — inflamação do ouvido externo, médio ou interno;

  • meningite bacteriana — inflamação de membranas encefálicas.

Por fim, mencionamos também que o uso de alguns medicamentos gestacionais ou neonatais podem favorecer a perda auditiva.

Como é feito o diagnóstico da doença?

Agora que você já sabe o que é a surdez congênita e quais são suas principais causas, é preciso entender como é feito o diagnóstico. O médico responsável é o otorrinolaringologista, e geralmente a doença é detectada até os 3 anos de idade.

Há casos em que o diagnóstico é tardio, mas quanto mais cedo realizado, melhor, visto que haverá menos impacto na linguagem e na fala.

O principal teste de triagem auditiva neonatal é chamado de Teste da Orelhinha. Ele é realizado enquanto o recém-nascido ainda está no hospital, entre as 24 e 48 primeiras horas de vida, antes de receber alta.

Por meio desse teste, é registrada a energia que parte da cóclea em resposta a estímulos sonoros emitidos no conduto externo. Caso seja detectada alguma anormalidade, é preciso realizar um teste mais específico chamado BERA.

Por sua vez, esse exame é eletrofisiológico, avaliando tanto as vias auditivas periféricas quanto as centrais. É necessário, ainda, classificar a perda em relação ao seu grau para direcionar melhor a conduta de tratamento posterior.

Reforçamos que a detecção pode ser tardia e, nesses casos, a acuidade auditiva é o principal indicador. Dessa forma, o comportamento da criança diante de estímulos pode refletir na dificuldade auditiva, como atraso na fala ou falta de reação a chamados.

Qual é o tratamento para a condição?

Uma vez diagnosticada a perda auditiva congênita, é preciso iniciar o tratamento visando uma melhor recuperação.

As condutas a serem adotadas precisam considerar o grau da perda auditiva, classificada durante a realização dos exames complementares. Os graus podem variar entre leve, moderado, severo e profundo.

Independentemente da classificação, é fundamental que as vias auditivas comecem a ser estimuladas para um posterior desenvolvimento. Isso é feito por meio de dois equipamentos: aparelho auditivo ou implante coclear.

O aparelho auditivo é o tratamento adotado para os graus de perda menos intensos. Assim, há o ajuste de um equipamento que vai proporcionar ao indivíduo uma melhor escuta dos sons ambientes.

Quando o grau de perda retrata uma condição mais severa, o ideal é realizar um implante coclear. Embora seja um procedimento cirúrgico, seu risco é mínimo. A função desse equipamento é transformar o som comum em um ruído elétrico, que será captado pelo nervo auditivo.

Quais são os impactos psicossociais dessa perda auditiva?

Deixando de lado as questões biológicas envolvidas na condição, é preciso abordar um âmbito muito relevante do tema: os impactos psicossociais.

A linguagem é dos aspetos mais afetados pela perda auditiva. Uma vez estabelecida a dificuldade de escutar, há consequentemente uma dificuldade de compreender aquilo que é repassado.

Falando especificamente das crianças, um dos ambientes mais frequentados por elas são as escolas. Nesse local, a surdez congênita pode proporcionar uma dificuldade na socialização com os colegas de classe, além de diminuir a concentração nas atividades.

Vale ressaltar que, diante da concentração reduzida para realizar tarefas, a perda auditiva congênita, quando não detectada, pode ser confundida com o Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH).

Uma das consequências da dificuldade de estabelecer comunicação é o isolamento social. É preciso que a família e a escola estejam atentas para que isso seja evitado e a criança não desenvolva patologias associadas ao psicológico e à autoestima.

Também é preciso ressaltar o impacto familiar, pois durante a gestação e o desenvolvimento da criança, são criadas diversas expectativas por parte dos pais em relação aos seus filhos.

O desejo dos genitores é que seus descendentes cresçam de forma saudável, mas quando detectada uma condição que foge dos padrões de normalidade, há o desconhecimento de informações sobre o tema e o apego aos comportamentos sociais estigmatizados.

Como minimizar os impactos dessa condição?

Finalizamos, então, dando dicas de boas práticas para que sejam minimizados os impactos negativos da perda auditiva.

O principal ponto que soluciona a maioria dos problemas é a informação. Quando há o diagnóstico, a família deve se informar com fontes confiáveis sobre os mais diversos aspectos associados à patologia.

É de suma importância a orientação por parte de profissionais especializados, desenvolvendo terapias de tratamento multidisciplinar. Se preciso for, é ideal fazer o acompanhamento psicológico da família e da criança, a fim de melhorar a forma de lidar com a condição.

Já no ambiente escolar, a equipe de colaboradores deve passar por treinamentos de capacitação para proporcionar uma melhor inclusão social e aprender a reagir às situações que serão vivenciadas no local.

Isso envolve, ainda, promover a conscientização das outras pessoas presentes no ambiente escolar, como os demais alunos e até mesmo seus pais. O resultado disso será a integração e a anulação dos impactos sociais nos principais ambientes infantis.

Esperamos ter elucidado os principais aspectos referentes à perda auditiva congênita. Sabe-se que a incidência mundial da doença é 1 para cada 1000 nascidos, retratando uma condição mais comum do que se pensa. É preciso, então, manter a sociedade bem informada acerca do assunto, a fim de promover o diagnóstico e o tratamento precoce, além de reduzir os impactos sociais.

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