Autonomia do idoso: o que fazer para deixá-lo mais independente?

Autonomia do idoso: o que fazer para deixá-lo mais independente?

Estimular a autonomia do idoso é uma das estratégias para minimizar os problemas advindos com a velhice. Enquanto alguns idosos se sentem mais inseguros com as fragilidades do envelhecimento, outros relutam em não pedir ajuda.

Além disso, alguns problemas de saúde, que porventura surgirem ou se intensificarem com a idade, podem influenciar a qualidade de vida e a forma de lidar com outras questões, como viuvez, ninho vazio, entre outros.

Por isso, é importante compreender as principais carências fisiológicas, psicológicas e financeiras desses indivíduos e elaborar as medidas possíveis para garantir a autonomia dos idosos.

Quer saber como deixá-los mais autônomos? Então, não perca as informações deste post!

Situações clínicas desenvolvidas na velhice

O envelhecimento é inerente ao indivíduo, sendo influenciado significativamente pelos comportamentos inadequados da juventude, como também por condições clínicas apresentadas no decorrer da idade.

Uma delas é a perda de audição, situação que pode causar constrangimento e vergonha para os idosos e dificultar a relação social e familiar. Outras situações clínicas de grande impacto são a dificuldade de se locomover e a falta de equilíbrio, causas comuns de queda.

No entanto, alternativas terapêuticas e fisioterápicas podem ser implantadas para minimizar o problema e restaurar a vitalidade e a qualidade de vida, a fim de reintegrar os idosos que se sentem fragilizados.

Propostas terapêuticas para estimular a autonomia do idoso

Para os idosos com perda de audição, uma vez diagnosticado o problema por meio dos testes auditivos e da fundamentação dos profissionais clínicos, é possível optar por diversos aparelhos modernos que se adaptam conforme o nível de dificuldade auditiva e os recursos financeiros disponíveis para compra.

Para os indivíduos da terceira idade com problemas de locomoção, é possível sugerir bengalas estáveis, exercícios de fortalecimento da musculatura ou cadeiras de rodas, dependendo da complexidade do problema.

Ressalta-se que toda proposta terapêutica deve ser analisada continuamente por especialistas para acompanhar a evolução clínica do idoso, alterar as ferramentas, quando necessário, e verificar a satisfação do indivíduo.

Incentivos à independência do idoso

O idoso com perda de audição tende a se isolar do convívio social, ele diminui significativamente suas atividades cotidianas e pode desenvolver diversos problemas psicológicos como depressão e ansiedade.

Especial atenção deve ser dada a essas questões psicológicas que propiciam isolamento social, falta de motivação para higienização corporal, redução do sono e ideias suicidas.

Sabendo isso, é fundamental identificar as dificuldades em ouvir sons e convencê-los dos benefícios clínicos e sociais nessa utilização, principalmente em relação às atividades que estavam sendo realizadas parcialmente.

Assim, a proposta dos médicos, amigos e familiares é motivar o idoso a fazer pequenas ações com o uso dos aparelhos auditivos e analisar o progresso a longo prazo, para que ele se sinta mais seguro e confiante na adaptação a essa tecnologia. Os resultados podem ser constatados em diversos momentos. Confira alguns deles!

Em situações prazerosas

Escutar uma melodia, brincar com os netinhos ou fazer compras no supermercado sem ajuda de outras pessoas são atividades prazerosas que podem ser perdidas pelo idoso com surdez. Com a inserção do aparelho, elas podem fazer parte do dia a dia e motivá-los novamente.

Participar de jogos de tabuleiro e carteado, assistir filmes na televisão ou cuidar de animais domésticos, que para muitos idosos são considerados os companheiros mais fiéis, são outros eventos aproveitados.

Dessa forma, os indivíduos da terceira idade que perderam a capacidade de ouvir adequadamente poderão se emocionar novamente com as atividades sem necessitarem de ajuda e paciência constante de outras pessoas.

Nos casos emergenciais

Ouvir barulhos estranhos ou mesmo o som das sirenes de polícia e do corpo de bombeiros é importante para identificar o perigo, tomar providências seguras e avisar aos demais indivíduos.

Por essa razão, o idoso que recuperou a capacidade de escutar esses ruídos conseguirá alertar outras pessoas, pois, se tornará mais atento a qualquer situação que possa causar ameaça, estando ele em diversos locais.

Além disso, em casos de emergência como uma queda inesperada na rua ou em acidentes automobilísticos, se os idosos estiverem em condições de conversar com os socorristas, poderão compreender os principais questionamentos nesse momento crucial e facilitar a intervenção médica.

Em situações cotidianas

Fazer compras em lojas de decoração e aviamentos e ir aos consultórios médicos ou academias de ginástica são atividades recorrentes na vida de um idoso ativo, que podem ser comprometidas com a diminuição da acuidade auditiva.

Nesse sentido, a falta de autonomia para realizar essas atividades, principalmente as que envolvam cuidados com a saúde, pode ser um indício da perda também da capacidade cognitiva, o que mostra um prognóstico desfavorável do aspecto clínico. No entanto, outras que se referirem apenas à dificuldade auditiva podem ser melhoradas rapidamente.

Com a adaptação do aparelho auditivo, os idosos manterão essas rotinas, diminuindo a dependência de outras pessoas e realizando algumas dessas atividades no horário de sua conveniência.

Esses gestos de autonomia podem parecer pequenos para quem cuida profissionalmente dos idosos, mas é considerado um marco na independência desses indivíduos, principalmente para aqueles que nunca precisaram desse suporte em outros momentos de sua vida.

Nas questões familiares

A autonomia do idoso é almejada tanto pelo próprio paciente, quanto pela família e amigos que esperam o retorno daquele indivíduo que se fechou em suas limitações auditivas e físicas.

Às vezes, a simples inserção do aparelho auditivo pode melhorar significativamente o convívio nos encontros familiares, pois o idoso compreenderá as mensagens sem necessitar de um intermediador.

Assim como poderá desenvolver um diálogo com qualquer membro da família para descobrir as novidades da juventude, dos acontecimentos das crianças ou das dificuldades físicas e financeiras de seus parentes mais próximos.

Incentivar a autonomia dos idosos resgata a independência perdida com os problemas clínicos da velhice, além de ser uma forma de lidar com a perda auditiva nessa idade. Fora isso, com as estratégias clínicas adequadas, carinho, atenção e a paciência de sempre, é possível recuperar a vitalidade e alegria que porventura tenham sido perdidas devido a limitações físicas e auditivas.

Agora que já se convenceu de que existem estratégias para estimular a autonomia do idoso, não deixe de ler também sobre as vantagens do uso de aparelhos auditivos.

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