Como o comportamento do idoso pode mudar com a surdez?

Como o comportamento do idoso pode mudar com a surdez?

Com a diminuição da audição, o idoso enfrenta dificuldades e medos que são capazes de comprometer sua qualidade de vida e provocar mudanças no seu comportamento. Riscos à integridade física e psicológica podem estar presentes nesse período e prejudicar seus hábitos.

O apoio da família e dos amigos é muito importante, assim como o acompanhamento profissional e o uso de dispositivos auditivos para minimizar os efeitos da surdez no idoso e reabilitá-lo para o convívio social.

Para saber mais sobre as mudanças no comportamento de uma pessoa com diminuição auditiva, continue conosco.

A surdez no idoso pode influenciar no humor

A incapacidade de ouvir como antes torna o idoso deprimido e desmotivado, impedindo-o de ter interesse pelas atividades que antes realizava. O medo de cometer erros por não conseguir ouvir desperta a insegurança e diminui a confiança em si.

Esses sentimentos associados à baixa autoestima são capazes de influenciar no humor. Muitas vezes, por vergonha de precisar perguntar de novo e não querer incomodar, o idoso finge que entendeu o que lhe foi dito e acaba passando por frustrações.

São comuns os relatos de familiares nos quais a pessoa com diminuição auditiva é descrita como zangada, impaciente, distraída e não colaborativa. Por isso, é importante que a família esteja informada sobre as características dessa deficiência sensorial e suas implicações.

A perda auditiva causa mudanças na personalidade

A perda auditiva afeta diretamente a qualidade de vida e as relações sociais. A constante insegurança e o medo podem causar uma mudança na personalidade do indivíduo, tornando-o introvertido, deprimido, distraído e não colaborativo.

Além de mudanças na personalidade, a surdez no idoso diminui a capacidade de se proteger em seu ambiente, dificultando a percepção de situações de alerta e defesa, como ouvir alarmes, campainhas, telefones, panelas no fogo, buzinas de automóveis, e outros.

O afastamento social

Como citamos acima, a perda auditiva pode causar danos à personalidade e ao humor, podendo aumentar os riscos de desenvolver uma depressão profunda caso esse paciente demore muito tempo para procurar ajuda especializada.

A privação sensorial causada pela perda da audição leva o indivíduo ao isolamento social e diminui significativamente as atividades cerebrais, como perda gradual da memória, a dificuldade de entendimento e da fala, a falta de atenção, a dificuldade de aprendizagem e a perda do equilíbrio.

A diminuição da audição rouba o bem-estar e leva o indivíduo a se afastar do convívio social. O diagnóstico precoce é capaz de evitar o agravamento da surdez e impedir o surgimento de complicações.

A fadiga relacionada à perda da audição

Pessoas com dificuldade auditiva são mais propensas a sofrer de indisposição e fadiga. Isso pode estar relacionado à falta de estímulo e motivação decorrente da falta da audição. O idoso se torna distante e isolado, ficando desmotivado e constantemente cansado para manter hábitos que lhe possam ser difíceis.

Os riscos à segurança

O idoso está suscetível a inúmeros riscos a mais que as pessoas jovens. Esses riscos duplicam ao acrescentar a perda de audição ao indivíduo. A privação do som pode transformar tarefas cotidianas, como fazer um chá, atravessar a rua e andar sozinho à noite em situações de grande risco.

Imagine não escutar a buzina de um carro, alguém batendo à porta ou até o alarme de incêndio. Além de arriscado, é muito frustrante. Outro risco associado à surdez no idoso é o equilíbrio prejudicado.

Isso acontece porque a perda auditiva compromete o labirinto, órgão sensorial encontrado dentro do ouvido e responsável pelo equilíbrio corporal. O prejuízo causado no labirinto devido à surdez pode levar a quedas e traumas com sequelas.

Esse tipo de complicação só é presente em pessoas que adquiriram a perda auditiva ao longo da vida. A perda da audição é irreversível, no entanto, a falta de equilíbrio pode ser solucionada por meio do uso do aparelho auditivo.

O apoio familiar para melhorar a qualidade de vida

A resistência em admitir a surdez é muito comum. Para o idoso, aceitar que está perdendo algo tão essencial é desesperador e frustrante. Esse é o motivo de tantas vezes presenciarmos mudanças no humor, irritabilidade, isolamento e distração. A falta de paciência e empatia dos familiares nesses casos só pioram a situação.

Tudo pode ser evitado simplesmente com informação. Idoso e família devem saber que não se deve lidar com a perda de audição como uma fatalidade e, sendo tratada a condição da forma correta, o indivíduo pode ter uma vida normal. É preciso apoio familiar para buscar todo tipo de informação que possa melhorar a qualidade de vida, começando pela procura de um profissional especializado.

A importância do acompanhamento por profissionais

A diminuição da audição pode ser percebida pelos familiares e amigos. Partindo daí, é necessário que o idoso seja levado para uma consulta em que se possa avaliar as alterações auditivas por meio de exame clínico e outros específicos.

Essas avaliações vão indicar o grau de perda da audição, porém, não são capazes de revelar as dificuldades no desempenho e na habilidade para a realização das tarefas diárias. Somente profissionais adequados são capazes de orientar e prescrever o melhor tratamento a ser seguido.

Os aparelhos auditivos como alternativa para reabilitação

A utilização de recursos tecnológicos para diminuir os efeitos da perda de audição é uma maneira de trazer o idoso de volta ao mundo da comunicação, tirando-o do isolamento que a surdez lhe impôs. As próteses auditivas, também conhecidas como aparelhos de amplificação sonora individuais (AASI), são aparelhos individuais, programáveis, versáteis e com controle de fácil manipulação para qualquer pessoa.

Para que o paciente se adapte ao aparelho da melhor maneira, um programa de reabilitação terapêutica, orientado por um fonoaudiólogo, é realizado. O profissional é treinado para adequar e adaptar a prescrição do médico ao paciente e orientar a família. Esse período é importante para alcançar o sucesso no uso do dispositivo.

As dicas para uma boa convivência

As principais maneiras de melhorar a qualidade de vida são por meio do uso do dispositivo auditivo e do acompanhamento profissional.

Entretanto, associado ao tratamento, a família pode desenvolver algumas maneiras de tornar o convívio do idoso mais tranquilo e feliz: tenha paciência e empatia, repita quantas vezes for necessário, não tenha vergonha da deficiência auditiva e seja compreensivo no período de adaptação ao aparelho.

Preste completa atenção à pessoa quando estiver falando e, ao explicar alguma tarefa, faça de forma simples e pausada, além de não restringir as atividades sociais somente por causa da perda da audição, pois vimos que isolamento social pode diminuir atividades cerebrais.

Você percebeu que a surdez no idoso deve ser tratada com extrema importância, mas não de forma fatídica. Existem meios para minimizar os efeitos da perda da audição e admitir que o problema existe é uma delas.

A qualidade de vida do familiar pode voltar ao normal se ele fizer o uso do dispositivo auditivo e tiver acompanhamento profissional. O apoio da família também é essencial para a reintrodução do idoso no convívio familiar e para tirá-lo do isolamento.

Se as informações acima foram úteis e você precisa de ajuda para saber mais sobre aparelhos auditivos, entre em contato conosco e tire suas dúvidas.

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