Conheça 5 principais problemas auditivos em idosos e como tratá-los

Conheça 5 principais problemas auditivos em idosos e como tratá-los

As pesquisas demográficas retratam que o mundo está passando por um envelhecimento populacional. Embora seja um grande marco alcançado pelas políticas públicas, essa nova realidade requer medidas para combater os principais acometimentos na saúde, como os problemas auditivos.

A perda auditiva decorrente do envelhecimento recebe o nome de presbiacusia e sua prevalência varia de 30% a 90%, sendo maior em idades mais avançadas.

Apesar de serem valores tão variáveis, é sabido que a presbiacusia ocupa o terceiro lugar de patologia mais prevalente na faixa etária em questão, ficando atrás apenas da artrite e da hipertensão arterial. Continue a leitura e saiba mais!

A presbiacusia na saúde dos idosos

Conforme já dito, a presbiacusia figura como a perda auditiva neurossensorial e bilateral que ocorre em decorrência do envelhecimento.

Muitas vezes, o início da doença apresenta manifestações sutis e quase imperceptíveis, visto que afeta as frequências mais altas. Porém, a progressão do quadro faz com que as frequências médias e baixas também sejam afetadas, acentuando a perda auditiva.

A manifestação principal é, de fato, a baixa acuidade auditiva. Isso atrapalha a compreensão de falas e até mesmo a detecção do local onde o som é originado. Sendo assim, os diálogos tornam-se grandes desafios.

Analisando com um olhar mais amplo, essa dificuldade em manter uma conversa pode provocar o isolamento social e, consequentemente, um declínio cognitivo. Por essa perspectiva, aumentam as chances de desenvolver outros transtornos, como:

  • ansiedade;
  • baixa autoestima;
  • depressão;
  • e privação de atividades diárias.

As causas dos problemas

Pensando na saúde do idoso como um todo, o organismo passa por diversas mudanças sistêmicas e metabólicas, as quais direcionam o cuidado para um contexto diferente de indivíduos mais jovens.

Quando se fala especificamente das condições auditivas, a perda na detecção sonora pode ser explicada por fatores genéticos. Além disso, as doenças crônicas e sistêmicas, como hipertensão arterial e diabetes, também podem ser cruciais na perda.

Por fim, os fatores ambientais também influenciam de forma incisiva, como no caso de exposição a ruídos em excesso nos anos anteriores da vida. Complementando, o padrão alimentar adotado e os medicamentos utilizados figuram como outras possíveis causas da presbiacusia.

Os principais tipos de problemas auditivos

Agora que você já sabe o que é a presbiacusia e quais são algumas causas orgânicas que a predispõem, vamos conhecer os principais tipos de problemas auditivos na terceira idade. Veja a seguir!

1. Tímpano perfurado

O tímpano é uma fina membrana que se localiza entre a orelha externa e a orelha média. Sua função é transmitir as vibrações sonoras para os chamados ossículos do ouvido.

São diversos os fatores que podem resultar na perfuração timpânica, como:

  • infecções de ouvido;
  • corpos estranhos e perfurantes;
  • mudança de pressão abrupta;
  • e exposição a ruídos intensos.

O sintoma mais característico é uma dor aguda e imediata. Pode, ainda, resultar no surgimento de um zumbido, além da perda de audição temporária.

Para que o tímpano retorne à sua condição íntegra, é preciso que o indivíduo aguarde o processo de cicatrização natural. Porém, é viável consultar um especialista para que ele analise a necessidade de outras condutas, como tratamento medicamentoso contra infecções.

2. Obstrução no ouvido

A obstrução no ouvido é uma condição mais associada à região da orelha externa, ou seja, do conduto auditivo até chegar na membrana timpânica. Geralmente, há dois tipos de obstrução: por cerume ou por corpo estranho.

No primeiro caso, a cera representa um elemento orgânico, produzido, principalmente, com a finalidade de proteção e lubrificação do canal auditivo externo.

Contudo, quando não é expelido naturalmente pelo organismo, pode haver a sua impactação decorrente do acúmulo e do endurecimento. Além disso, o uso de cotonetes representa um grande problema, visto que empurra a secreção cada vez mais para o interior.

A outra situação mencionada é a obstrução causada por corpo estranho. Nesse caso, embora o pensamento tenda a se voltar para as crianças, todos estão sujeitos a acidentes com objetos ou entrada de insetos de forma imperceptível.

Muitas vezes, a pessoa só identifica que tem algo errado quando chega a sofrer com uma infecção. Em ambos os casos relatados, a remoção do agente que obstrui é fundamental, bem como o tratamento da infecção, caso ela chegue a ocorrer.

3. Zumbido no ouvido

zumbido no ouvido é uma percepção sonora que ocorre sem nenhum estímulo externo. Além disso, as causas para o problema podem ser as mais diversas.

Sendo assim, o principal ponto é identificar o que está motivando a existência do zumbido, pois só assim será possível tratar e eliminar a origem do problema.

Vale ressaltar que, na terceira idade, uma das causas pode ser a deterioração das estruturas. Nesse caso, o uso de aparelhos auditivos pode minimizar a manifestação do sintoma.

4. Otite

Diferentemente da obstrução, a otite é um problema associado à orelha média, ou seja, à região posterior ao tímpano. A patologia consiste na infecção por microrganismos, sejam eles vírus, bactérias ou fungos.

Sendo assim, as secreções produzidas na infecção preencherão o espaço da região, causando dor e sensação de pressão no ouvido. Além disso, aparecem sintomas clássicos, como febre e até mesmo tonturas seguidas de perda de equilíbrio.

O tratamento básico é contra o agente agressor. Se for viral, os medicamentos visam amenizar os sintomas. Se o causador for fungo ou bactéria, os fármacos atacam diretamente os microrganismos. Por vezes, é necessário, ainda, drenar as secreções.

5. Otosclerose

A otosclerose, por fim, está associada à perda funcional de reabsorção do tecido ósseo. A consequência disso é o endurecimento dos ossículos, os quais ficam com movimentos limitados e passam a não conduzir bem as vibrações recebidas.

A causa da doença está mais associada a fatores genéticos. Portanto, o tratamento é voltado a atrasar a manifestação da doença por meio de medicamentos, mas também pode requerer intervenção cirúrgica.

Os problemas auditivos na terceira idade não se limitam apenas ao prejuízo biológico em si, mas interferem em questões psicossociais. Dessa forma, a busca pela ajuda de um especialista auxilia a melhorar a qualidade de vida. Por meio de equipamentos e testes, é possível chegar a um diagnóstico preciso, favorecendo a elaboração de uma conduta adequada para cada caso.

Que tal saber mais sobre os testes auditivos? Acesse nosso post e confira!

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