Conheça os diferentes graus de perda auditiva!

Conheça os diferentes graus de perda auditiva!

A perda auditiva é uma condição que reduz a capacidade do ser humano de escutar os sons, influenciando também na elaboração da linguagem e dificultando o estabelecimento de uma comunicação.

Entretanto, é importante ressaltar a existência de tratamento para as disfunções, sendo fundamental classificar os graus de perda auditiva, a fim de obter o laudo correto da patologia e, assim, definir a conduta adequada para cada caso.

Portanto, abordaremos neste texto sobre a graduação da perda, elucidando as características dos níveis e englobando aspectos biológicos e clínicos referentes às condições envolvidas. Continue a leitura!

Fatores que influenciam na perda auditiva

Antes de tudo, é preciso compreender quais são os motivos mais associados com a perda auditiva. Para tanto, consideramos agora dois aspectos: o anatômico e o sensorial, sendo que ambos podem ocasionar disfunções em níveis diferentes.

A seguir, abordaremos sobre cada um deles. Confira!

Perda auditiva condutiva

O aparelho auditivo é composto por orelha externa, média e interna. As condições associadas à perda auditiva condutiva podem ocorrer nas duas primeiras regiões mencionadas, ou seja, são relacionadas, de fato, com a condução do som para a orelha média.

Neste caso, quando há um bloqueio na transmissão sonora do meato (ouvido externo) auditivo para os ossículos (martelo, estribo e bigorna), a audição fica prejudicada, caracterizando a perda condutiva.

Isso pode ser provocado por alguns fatores, como o acúmulo de cerume ou a introdução de algum corpo estranho. Além disso, outras comorbidades também podem ocasionar a perda em questão, tais como: otite (inflamação com secreções), otosclerose (diminui a mobilidade dos ossículos devido às calcificações), perfuração do tímpano, dentre outras.

Geralmente, quando ocorre esse tipo de disfunção, o grau de perda não vai além do segundo, que será abordado a seguir. O tratamento pode ser clínico ou cirúrgico e, por vezes, é necessário um aparelho auditivo.

Perda auditiva sensorioneural

Esse tipo de perda envolve a orelha interna e as vias nervosas da condução sonora. Em outras palavras, fica comprometida a transmissão de impulsos para interpretação do sistema nervoso central.

Ressaltamos, aqui, que as estruturas física e anatômica do conduto estão preservadas, ou seja, está mantida a integridade do meato e dos ossículos do aparelho auditivo.

Nesse caso, a perda pode atingir graus mais severos, necessitando, essencialmente, na maioria dos casos, do uso de aparelhos auditivos.

Perda auditiva mista

Por fim, essa perda não é nada menos do que a associação das duas perdas abordadas anteriormente. O tratamento deve envolver medidas que contemplem a solução das disfunções, por meio de aparelhos auditivos, implantes ou procedimentos cirúrgicos.

Graus de perda auditiva

Agora que você já conhece os aspectos relacionados com as condições auditivas, abordaremos a seguir sobre cada nível da classificação da perda, elucidando os decibéis envolvidos em cada um e os tratamentos associados. Veja!

Normal

Ao nível normal são atribuídos de 0 a 20 decibéis. Nesse nível, o indivíduo consegue compreender perfeitamente desde os sons mais altos, como a turbina de um avião, até os sons mais baixos, como as folhas de uma árvore se movimentando na passagem de um vento.

Assim, a pessoa consegue correlacionar bem os sons com o ambiente inserido. Para manutenção disso, é importante preservar as células auditivas, evitando exposição aos sons muito elevados, por longo prazo.

Leve

O nível leve é correlacionado com 21 a 40 decibéis. Nessas condições, torna-se difícil a compreensão de ruídos, como os tons suaves, as falas e os cantos dos pássaros, principalmente quando o ambiente está barulhento.

Devido à dificuldade na compreensão de falas, é possível que as conversas sejam prejudicadas, necessitando, portanto, de um aparelho auditivo que facilite a comunicação.

Moderada

Nesse caso, a faixa de decibéis atribuída é de 41 a 70 decibéis. Os indivíduos com esse grau de disfunção não conseguem ouvir sons mais altos que os mencionados anteriormente.

Dessa forma, apenas sons como o de latidos de animais, bebês chorando ou de aspirador de pó são audíveis. É possível inferir, portanto, que as falas também são menos inteligíveis.

Assim, o aparelho auditivo figura como instrumento fundamental para manutenção da qualidade de vida das pessoas que possuem perda auditiva moderada.

Severa

Para condições severas, os decibéis variam entre 71 a 90 decibéis. Considerando a gravidade do caso, sons como os de telefone e os de falas são inaudíveis.

Para tratamentos desse tipo de caso, os aparelhos de audição oferecem benefícios significativos. Além disso, outras medidas podem ser atribuídas na conduta, como o aprendizado de libras e o desenvolvimento da leitura labial.

Profunda

Por fim, na perda profunda, os decibéis são superiores a 91. Nesses casos, grande maioria dos sons é incompreensível. Apenas sons como o de serras elétricas e motocicletas podem ser audíveis.

Na condição de perda auditiva profunda, é fundamental a utilização de um aparelho para auxiliar na captação do som. Em alguns casos, o paciente representa um bom candidato para receber um implante coclear.

Diagnóstico da perda auditiva

Para finalizar, vamos abordar como é realizado o diagnóstico das condições. Reiteramos a necessidade de o exame ser realizado por um fonoaudiólogo, o qual diagnosticará a condição, classificá-la quanto ao grau e identificar o tipo de perda.

exame complementar utilizado para rastreio é a audiometria. Nele, há a definição do menor limiar que representa a audibilidade do paciente em questão. Assim, são estabelecidos diferentes níveis de sonoridade, a fim de detectar qual representa o limite de audição daquela pessoa.

Por meio do laudo, é definido o melhor tratamento para a resolução do caso, buscando melhorar a qualidade de vida da pessoa, tanto no caso de disfunção causada por fatores genéticos quanto na adquirida ou decorrente do envelhecimento (presbiacusia).

Vale lembrar que a perda auditiva, além de prejudicar nas tarefas diárias, provoca uma dificuldade de comunicação, podendo levar o indivíduo ao isolamento. Com isso, ressalta o fato de que os impactos de condições biológicas também influenciam nas questões psicossociais do paciente.

Com este texto, procuramos elucidar sobre os graus de perda auditiva. Abordamos os principais aspectos vinculados com a condição, explicando questões anatômicas e sensoriais. Complementando, procuramos tornar mais tangível cada grau, associando os sons audíveis e inaudíveis na condição.

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