Entenda a relação entre demência e perda auditiva em idosos

Entenda a relação entre demência e perda auditiva em idosos

Conforme envelhecemos, é normal que algumas complicações de saúde comecem a surgir. Um bom exemplo disso é a demência e perda auditiva. Em um primeiro momento, você pode até imaginar que ambos os problemas são completamente distintos. Correto?

Porém, o que muitos não fazem ideia é que, na maioria das vezes, a perda auditiva pode estar associada ao risco de demência de um indivíduo. E o melhor caminho para driblar a situação, é procurar um especialista e, principalmente, entender melhor sobre o assunto — além de investir em algumas práticas capazes de prevenir o agravamento da demência.

Pensando nisso, e para ajudar você nessa tarefa, criamos um material exclusivo e repleto de informações valiosas. Acompanhe a leitura, anote as dicas e garanta uma terceira idade sem preocupações!

O que é a demência?

Antes de começar a sua busca por alternativas de prevenção, que tal entender a fundo o que é a demência? Para começar, é possível definir esse problema como um quadro em que o indivíduo perde, gradativamente, as suas funções cerebrais.

Ou seja, é uma junção de sintomas que atingem o bem-estar e a qualidade de vida do paciente, fazendo com que a pessoa apresente os seguintes sintomas:

  • problemas cognitivos;
  • falta de memória;
  • piora no raciocínio;
  • paranoia;
  • dificuldade em se comunicar;
  • agitação constante;
  • mudanças na personalidade e no comportamento diário;
  • alucinação, nos casos mais graves.

De modo geral, a demência pode ser classificada em dois tipos. O primeiro diz respeito às complicações que são reversíveis. Estas, nada mais são, do que aquelas situações em que, mesmo causando danos ao organismo, os sintomas conseguem ser eliminados. Esse é o caso de indivíduos que desenvolvem tumores cerebrais, apresentam deficiência de vitamina B12 e por aí em diante.

Já os quadros irreversíveis, também conhecidos como degenerativos, são aqueles em que a demência surge de forma progressiva e vai se agravando ao longo do tempo. O Alzheimer é um tipo de demência irreversível bastante comum e é responsável por causar danos ao cérebro que, infelizmente, não podem ser interrompidos.

Quando o problema tem mais chances de aparecer?

Existem diversos fatores de risco que podem contribuir para o surgimento da demência. Dentre os mais comuns, estão a idade avançada, o histórico de indivíduos na família que também sofreram com esse problema, além de outras complicações de saúde, como a perda de audição. A seguir, explicaremos melhor sobre cada um deles. Veja:

Idade avançada

O primeiro — e mais comum — fator que pode estimular o desenvolvimento da demência, é a idade avançada. Conforme o tempo passa, o cérebro humano fica mais propenso a sofrer alterações, principalmente, após os 65 anos.

Vale lembrar que essa não é uma regra, já que pessoas mais jovens também podem ser atingidas por essa complicação.

Histórico familiar

Indivíduos que apresentam histórico familiar de demência, têm mais chances de desenvolver essa complicação. Contudo, esse fator não deve ser encarado como algo definitivo, uma vez que existem diversos outros elementos capazes de contribuir para o surgimento desse cenário.

Por que a perda auditiva pode acelerar esse processo?

Outro fator — um tanto desconhecido pela população — que pode aumentar, significativamente, o risco de demência em um indivíduo é a perda auditiva. Isso mesmo!

De acordo com uma pesquisa, realizada pelo jornal científico Archives of Neurology, as chances para desenvolver a demência aumentam conforme o idoso perde a sua audição. Mas afinal, por que isso acontece?

Explicamos: à medida que o indivíduo envelhece, ele apresenta mais chances de perder a sua audição periférica (que diz respeito à região auditiva do ouvido interno) e também a sua função auditiva central.

Ao mesmo tempo, também ocorre outro fenômeno interessante: depois de muitos estudos, os especialistas notaram que existe uma espécie de sobreposição entre a audição periférica, as funções cognitivas e o processamento auditivo do indivíduo. Juntos, esses fatores são capazes de influenciar o surgimento e o desenvolvimento de outras complicações de saúde, como a demência.

Apesar de muitos idosos não perceberem — ou, tampouco, se incomodarem —, a perda de audição pode ser a principal vilã da nossa saúde mental. Conforme os estímulos auditivos vão diminuindo, a parte do cérebro responsável por processar e bloquear alguns tipos de sons começa a acelerar a chamada perda encefálica.

Isso faz com que, mesmo sem perceber, o indivíduo receba menos estímulos auditivos e, consequentemente, que o cérebro deixe de realizar boa parte das suas conexões que são estabelecidas a partir desses impulsos. Preocupante!

Como prevenir o problema?

A demência e perda auditiva são duas complicações pra lá de preocupantes, é verdade. Mas a boa notícia é que existem alternativas para prevenir esse cenário e conquistar uma terceira idade bem mais tranquila e repleta de qualidade de vida. Acompanhe.

Praticar exercícios físicos com frequência

Não tem jeito! Um dos principais mandamentos para prevenir a demência é realizar atividades físicas com regularidade. Ao manter o corpo em movimento com atividades aeróbicas e de resistência, você conseguirá estimular o seu cérebro, evitando, assim, o aparecimento da demência. O ideal é se exercitar, no mínimo, cinco vezes por semana.

Ter uma boa alimentação

Pode até não parecer, mas os hábitos alimentares são capazes de influenciar — e muito — sua saúde com a chegada da terceira idade. Uma maneira bastante eficaz de prevenir, não somente o desenvolvimento da demência, como outras doenças, é realizando uma alimentação balanceada e rica em determinados nutrientes.

A dieta mediterrânea, por exemplo, é pautada em um alto índice de ácidos graxos e ômega 3, além de contar com muitas frutas, vegetais e pouca gordura. Tais ingredientes são excelentes para manter o desempenho do sistema nervoso em dia e preservar a memória do indivíduo.

Usar aparelhos auditivos

Por último, está o uso de aparelhos auditivos. Como falamos acima, a perda da audição é um dos fatores que influenciam, diretamente, o surgimento da demência. Sendo assim, que tal contornar essa situação quanto antes?

Atualmente, a maneira mais prática, e bastante eficiente, de reverter o quadro é utilizando aparelhos auditivos. Esse cuidado permitirá que o seu cérebro continue realizando as suas funções auditivas normalmente, diminuindo consideravelmente o risco elevado de demência.

Antes de escolher o seu aparelho, é importante ter atenção. A dica é adquirir produtos de alta tecnologia e que sejam capazes de atender todos os tipos de perda auditiva — das mais leves até as mais severas.

E então, gostou de saber mais sobre a relação da demência e perda auditiva? Agora que você já está por dentro do assunto, aproveite para entrar em contato conosco e conhecer os nossos aparelhos auditivos de extrema qualidade. Você não vai se arrepender!

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