Entenda como lidar com idosos depressivos?

Entenda como lidar com idosos depressivos?

Saber como lidar com idosos depressivos é um desafio diário e envolve paciência, carinho e muito conhecimento sobre a doença e os fatores desencadeantes. Isso porque essa condição tende a gerar consequências clínicas e emocionais graves.

Por isso, é fundamental observar a persistência de alguns sintomas depressivos, intervir precocemente por meio de ajuda profissional ou de atitudes que possam trazer novamente a alegria de viver para os idosos.

Quer saber como lidar com idosos depressivos? Então acompanhe nosso post e veja como você pode ajudar!

Como identificar a depressão em idosos

Considerada uma das doenças mais críticas na atualidade, a depressão é mais incidente nos idosos devido às questões inerentes da idade, relacionadas à limitação física, perda de vigor e de alterações hormonais significativas.

Também se observa na velhice fatores circunstanciais, como a viuvez, a morte de amigos da mesma geração, as dependências psicológicas e alguns problemas financeiros, que contribuem para uma forma de tristeza crônica e perda da vontade de viver.

Outros sintomas são alterações do apetite, irritabilidade frequente, baixa autoestima, mudanças bruscas de humor, modificações no perfil de sono (insônia ou sonolência diurna), desmotivação para as atividades diárias etc.

Antigamente, a depressão era vista apenas como um transtorno psicológico. Hoje, já se sabe que existem alterações no nível de neurotransmissores, tais como a serotonina e endorfina, que são produzidos em menor concentração nessa doença.

Como avaliar os fatores desencadeantes

Entender como lidar com idosos depressivos requer avaliação prévia do comportamento relacionado à rotina, às interações sociais e ao relacionamento com os familiares. Exemplo disso é o desentendimento frequente com outros indivíduos ou a falta de paciência para questões cotidianas.

Além disso, é preciso perceber como algumas mudanças afetaram a condição psicológica desses indivíduos da terceira idade. Dentre elas, destacam-se o ócio atual, principalmente para aqueles que sempre tiveram uma vida agitada e se sentiam úteis para todos ao seu redor.

A transferência desses indivíduos para a casa dos filhos, a dificuldade financeira para arcar com custos de saúde, sentimento de solidão, mesmo em contato com a família, e sensação de estar constantemente atrapalhando a rotina da casa são outros fatores a serem avaliados.

Como modificar o quadro depressivo

Alguns sentimentos negativos podem ser passageiros e estão relacionados à nova fase que o idoso está atravessando, enquanto outros podem perdurar e necessitam de acompanhamento clínico.

Por isso, os familiares e amigos devem investigar as tarefas que motivavam os idosos anteriormente, ou despertar o interesse deles para novas descobertas nessa nova fase da vida. Nesse sentido, as propostas com conteúdo lúdico são excelentes escolhas, tais como desenho, arte, música, pintura etc.

Para aqueles que são dependentes psicologicamente e ainda possuem limitações físicas, as práticas devem ser direcionadas para o ambiente familiar para facilitar a aceitação da novidade.

Nesse contexto, cabe aos familiares se revezarem para dedicar um tempo para esses indivíduos. Às vezes, uma caminhada com os netos para tomar o sol da manhã pode ser muito prazeroso ou mesmo jogar uma partida de xadrez no final da tarde.

Como trabalhar a autoestima dos idosos

O idoso, por mais que não demonstre, está em busca de atenção, principalmente aqueles mais debilitados fisicamente e emocionalmente. Essa situação é resultado da insegurança e da perda da vitalidade, que é percebida.

No entanto, a vulnerabilidade não deve ser tratada de forma explícita, para não agravar o sentimento negativo. Nesse caso, é importante investir na autoestima e no incentivo quando ele conseguir realizar pequenas atividades diárias de forma independente.

Também é possível investir em cuidadores de idosos para auxiliá-lo nas atividades cotidianas e, em alguns casos, na higiene pessoal, no uso de medicamentos contínuos e em outras terapias clínicas recomendadas.

Em todas as etapas é preciso investir na melhoria da autoestima, que mesmo diante das limitações da idade, é possível praticar atividades interessantes para retornar o prazer nas pequenas atitudes.

Como melhorar algumas limitações

Para lidar com idosos depressivos é crucial identificar outras causas físicas que estão dificultando sua interação social. A perda auditiva pode magoar os idosos assim como a falta de mobilidade para caminhar frequentemente, a baixa visão e os lapsos frequentes na memória.

Para amenizar a perda sonora são indicados aparelhos auditivos, para mobilidade é aconselhado o uso de andadores ou muletas, cirurgias para tratar a catarata e exercícios físicos que ajudam na liberação de neurotransmissores positivos.

Assim como é fundamental inserir atividades mentais que ocupam o tempo, melhoram o raciocínio lógico e adiam a degeneração senil dos neurônios o que leva a demência e perda da interação social. Os recursos tecnológicos também devem ser inseridos conforme o interesse dos indivíduos.

Quando encaminhar para tratamento médico

Caso as atitudes dos familiares e dos cuidadores não promovam uma mudança positiva no humor dos indivíduos, é fundamental buscar ajuda profissional para iniciar um tratamento psicoterápico e medicamentoso.

A depressão é considerada uma doença incapacitante e não deve ser vista como fraqueza por parte dos indivíduos. Além da tristeza profunda, existem modificações neurais que precisam ser controladas.

Todavia, os recursos farmacológicos podem intensificar outros problemas crônicos dos idosos ou interagia com medicamentos em uso, sendo fundamental o acompanhamento clínico periódico e a conciliação da prescrição médica.

A terapia psicológica é outra ferramenta com efetividade significativa, pois analise aos aspectos presentes e pode recorrer as questões mal resolvidas do passado que contribuíram para o estado atual.

Nessa condição, os familiares e amigos devem incentivar a terapia e apoiar esses pacientes para evolução do tratamento. Em alguns casos pode ser solicitada a presença de familiares durante as sessões.

No entanto, deve-se evitar ao máximo o uso excessivo e irracional de medicamentos, pois o risco de intoxicação nesses pacientes é maior e pode contribuir diretamente para sequelas graves e morte.

Saber como lidar com idosos depressivos é uma tarefa que demanda conhecimentos dos familiares, análise dos sintomas e intervenção clínica desses indivíduos nas situações mais críticas. No entanto, a família e os amigos devem considerar os fatores desencadeantes, o tempo de tristeza e outras situações que agravam o estado dos idosos.

E você, conhece alguém que está passando por essa situação? O que você sugeriria a ela? Qual comportamento considera mais relevante? Comente conosco!

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