Exame auditivo: saiba a importância e quando ele deve ser feito

Exame auditivo saiba a importância e quando ele deve ser feito

Exame auditivo: saiba a importância e quando ele deve ser feito

O exame de audição, embora muito negligenciado pela maioria das pessoas, é muito importante para garantir o seu bem-estar e a qualidade de vida. Isso porque a perda da audição acontece gradativamente e, por isso, nem sempre o indivíduo se dá conta de que está com dificuldades para ouvir, pois determinadas situações de sua rotina se tornam normais, como pedir para as pessoas repetirem o que falaram, assistir à TV com o volume alto e outras circunstâncias que poderiam, eventualmente, apontar uma deficiência auditiva.

Em alguns casos, a dificuldade de ouvir não está diretamente ligada à perda de audição obviamente. Mesmo assim, é preciso estar atento e realizar um check-up para se certificar de que a sua audição está saudável.

Além disso, o exame auditivo deve ser um procedimento periódico para aqueles indivíduos que são mais propensos a desenvolverem dificuldade na escuta, devido às atividades profissionais, que fazem uso excessivo de alguns medicamentos que causam lesões auriculares, que exibem comportamentos nocivos para a saúde auricular ou que já têm predisposição genética.

Para ajudar você nesse sentido, preparamos este artigo a fim de explicar o que é o exame auditivo e como funciona. Continue a leitura e confira!

O que é o exame auditivo?

O exame de audição (também conhecido como audiometria) tem como objetivo analisar e avaliar a capacidade que o paciente tem de ouvir e interpretar os sons. Por meio dele, o fonoaudiólogo consegue identificar possíveis alterações no sistema auditivo e orienta o paciente quanto às medidas que precisarão ser tomadas, incluindo tratamentos.

Porém, em algumas situações esporádicas, apenas a redução da exposição ao ruído intenso pode ajudar na recuperação da saúde auditiva, e, em outras, apenas é detectada uma deficiência momentânea.

Por isso, é fundamental fazer o exame auditivo para diferenciar esses problemas. A seguir, listamos os tipos de audiometria que você precisa conhecer. Acompanhe!

Audiometria vocal

Nesse exame, o fonoaudiólogo fala alguns fonemas e palavras para que o paciente possa repeti-los da maneira que entendeu. No exame para adultos, as palavras podem ser monossilábicas, tais como: sal, qual, tal, sol, mais, bis, meu, céu e outras variações. Ou dissilábicas, como: arara, cerco, forte, saia, trinta, fava, urso etc.

Sendo assim, nesse tipo de exame, o indivíduo deve ser capaz de diferenciar “sal” e “tal” do ponto de vista do som e do significado e, durante o procedimento, são inseridas palavras mais complexas dentro desse propósito.

Para o teste em crianças, normalmente, são usadas outras palavras dissilábicas, como: leão, sabão, colchão, maçã, chuva, colher, pombo, pacote, velha, papel, sofá, entre outras, com o nível de significado mais simples.

O resultado indicará qual foi a capacidade do indivíduo em discernir os fonemas (discriminação) e como foi a sua compreensão da linguagem falada (inteligibilidade), testando, assim, o seu sistema central e a cóclea.

Feito o teste, o fonoaudiólogo calcula a porcentagem de acertos do paciente, sendo 100% o resultado considerado como normal, indicando que a audição está em perfeito estado. Portanto, existe um limiar de inteligibilidade, que é de 50%, sendo que, abaixo disso, o indivíduo pode ser diagnosticado com hipoacústica ou surdez, dependendo do valor da porcentagem obtido.

Nos casos em que o resultado do exame estiver abaixo do valor considerado normal, o fonoaudiólogo encaminhará o indivíduo para o especialista e explicará para o paciente os próximos passos em relação às opções de tratamento para evitar complicações auditivas em longo prazo.

Audiometria tonal

A audiometria tonal ajuda a avaliar a capacidade que o indivíduo tem de ouvir os estímulos sonoros. No momento do exame, o paciente precisa usar fones de ouvido e, então, tentar responder aos estímulos sonoros enviados, os quais são coordenados pelo fonoaudiólogo.

Esse teste tem como objetivo analisar os limiares de via área e óssea e, por isso, serve para investigar aqueles indivíduos que se queixam de zumbido no ouvido ou de deficiência para escutar em apenas um deles.

Para analisar a via área, utiliza-se apenas o fone de ouvido, porém, na detecção de problemas na via óssea, é necessário inserir um vibrador ósseo na região denominada de mastoide, o que requer experiência do fonoaudiólogo nessa atividade.

Assim, ao ouvir um som, o indivíduo precisa avisar o profissional imediatamente. Esse tipo de exame leva, em média, 30 minutos, e os dois ouvidos são testados separadamente, tanto na abordagem dos sons agudos quanto na abordagem dos sons graves.

A partir desse levantamento, o fonoaudiólogo traçará o perfil de deficiência de cada ouvido e relacionará com as queixas do paciente, bem como com outras situações que podem danificar apenas um dos componentes.

Lembrando que, em algumas situações, as audiometrias tonal e vocal serão analisadas conjuntamente para traçar o perfil completo da provável perda auditiva identificada nos indivíduos.

Audiometria infantil

Sim, crianças também podem desenvolver problemas auditivos. E, nesses casos, o exame precisa ser realizado com algumas adaptações para que o pequeno faça o teste corretamente e não se sinta pressionado.

Em geral, o exame auditivo infantil pode ser indicado para crianças menores de dois anos que não têm desempenho cognitivo compatível com a idade e para aquelas, no ensino infantil ou fundamental, que se apresentam muito distraídas no ambiente escolar.

Isso porque a dificuldade auditiva impacta significativamente nos processos de aprendizagem e, com isso, a criança pode se sentir desmotivada ou sofrer preconceitos de seus colegas, mantendo-se mais introspectiva.

Durante a realização da audiometria, a criança pode entrar na cabine junto a um responsável, utilizando os fones de ouvido. Nesse momento, o especialista usará algumas técnicas lúdicas para envolvê-la durante o exame auditivo. Normalmente, o fonoaudiólogo apresenta determinado som e a criança tem que apertar um botão ao reconhecê-lo.

Em alguns casos, o especialista também pode usar brinquedos com peças de encaixe para facilitar a compreensão das crianças menores. Porém, durante todo o tempo em que criança estiver com o fone de ouvido, ela será avaliada.

Audiometria ocupacional

Esse tipo de audiometria tem como objetivo avaliar as condições auditivas dos trabalhadores, principalmente daqueles que ficam constantemente expostos a ruídos no trabalho ou que apresentaram, recentemente, perda auditiva.

O procedimento é bem parecido com os demais, pois o indivíduo entra em uma cabine isolada acusticamente, insere os fones de ouvido lá dentro e aguarda orientações do profissional que realizará o exame.

Após o exame auditivo, o avaliador elaborará um laudo contando as principais limitações auditivas encontradas no trabalhador durante o procedimento e, caso seja necessário, recomendará menor exposição ao ruído ou a intensificação do uso dos equipamentos de segurança individual, como os fones de ouvido.

Nesse caso, o exame detectará se houve alguma alteração auditiva, com foco em evitar o agravamento da dificuldade de ouvir, a qual pode causar diversos problemas colaterais na saúde dos colaboradores de uma empresa.

A audiometria ocupacional é essencial para garantir o bem-estar do funcionário, pois, quanto antes o problema for identificado, maior será a chance de recuperação. Além disso, esse é considerado um procedimento obrigatório em locais de trabalho com ruídos potencialmente significativos.

Sabe-se que, quando a condição é detectada precocemente, é possível manter o funcionário em atividade, mas existem situações em que a perda auditiva comprometerá a rotina do trabalhador, que será deslocado para outro setor.

Como funciona o teste?

Para a realização do teste, o paciente não precisa de nenhum preparo prévio e nem mesmo deve suspender o uso de medicamentos. Ele só precisa entrar em uma cabine acústica para isolar-se dos sons ambientais, revestida por uma parede de vidro, para que o fonoaudiólogo possa observá-lo.

Nesse momento, o especialista medirá a audição em decibéis, sendo que uma pessoa que não tem a audição comprometida consegue ouvir até um mínimo de 25 decibéis — às vezes, até menos.

Se o paciente só começa a ouvir apenas aos 50 decibéis, significa que ele sofre com a perda auditiva leve; entre 55 e 70, é considerada perda moderada; entre 75 e 90, severa; e acima de 90 decibéis, perda profunda.

Em seguida, o fonoaudiólogo fará um relatório apontando os principais problemas auditivos encontrados, detalhando por ouvido e pelo tipo de atividade que não foi executada plenamente, e o resultado desse comprometimento. Em alguns casos, ele pode recomendar a diminuição da exposição ao agente causador da deficiência auditiva.

Qual a importância do exame de audição?

Na maioria dos casos, o exame auditivo ajuda a identificar se o paciente precisa fazer uso do aparelho auditivo ou não. Se necessário usar um equipamento de auxílio, o exame também apontará o tipo de aparelho mais adequado ao paciente.

Nesse sentido, existem diversas opções de aparelho auditivo que são devidamente apresentadas aos indivíduos, que os avaliarão quanto à facilidade de inserção, ao custo para aquisição imediata ou financiamento, às condições de manutenção, de revisão e de ajuste etc.

Além disso, a audiometria também ajuda a levantar o diagnóstico e o prognóstico, tendo em vista que muitos fatores podem contribuir para a perda auditiva. Dessa forma, é possível sugerir medidas preventivas para evitar o agravamento da irregularidade.

Especial atenção dever ser dada aos idosos que são diagnosticados com perda auditiva da velhice por meio desse exame, pois, a partir desse diagnóstico, eles poderão ressocializar e buscar novas oportunidades de lazer e encontros familiares.

Quais são os benefícios do exame auditivo?

A detecção precoce da perda auditiva pode reintegrar os indivíduos que se mantinham isolados por dificuldade ou vergonha de não conseguir entender outras pessoas. Em algumas situações, é possível pensar em diversas hipóteses para o problema.

Uma delas é que esse isolamento social e profissional está relacionado à presença de distúrbios psiquiátricos ou de um déficit cognitivo que influenciariam a vida cotidiana dos indivíduos.

Sendo assim, ao perceber que a capacidade auditiva está afetada, é primordial pensar, primeiro, nos exames de audiometria, antes de procurar profissionais clínicos de outras áreas/especialidades que não conseguirão encontrar o problema.

Além disso, aqueles indivíduos que frequentam ambientes com muitos ruídos, que fazem uso constante de antibióticos que já são potencialmente tóxicos às estruturas do ouvido ou que estão constantemente tendo dificuldades para escutar as pessoas devem se submeter ao exame auditivo.

Qual é a periodicidade recomendada?

O ideal é fazer o exame auditivo, pelo menos, uma vez por ano. Com esse monitoramento, será possível identificar eventuais problemas e iniciar o tratamento imediatamente. Como a perda de audição é um problema silencioso, a maioria das pessoas não percebe que precisa de ajuda. Por isso, o check-up é fundamental.

Porém, em situações mais graves, pode ser recomendado um período inferior a 12 meses, que será analisado pelo profissional clínico conforme a deficiência auditiva diagnosticada nos indivíduos.

Nas crianças, é frequente haver uma reavaliação em poucos meses, pois, em algumas vezes, o resultado pode ser inconclusivo devido à falta de colaboração dos pacientes dessa faixa. Ou, então, essa indicação pode objetivar medir o resultado das intervenções feitas pelos profissionais clínicos.

Por que as pessoas não fazem esse tipo de exame?

A maioria das pessoas acredita não ter problemas de audição e, por isso, não procura realizar exames preventivos e nem se consultar com um fonoaudiólogo para um acompanhamento mais detalhado.

Outras, por sua vez, até percebem que enfrentam algumas dificuldades para ouvir, mas não procuram ajuda profissional por medo do diagnóstico. No entanto, essas questões precisam ser deixadas de lado para que o paciente tenha a oportunidade de tratar a doença e, se possível, reverter seu quadro.

Sendo assim, é fundamental que o paciente seja submetido ao exame auditivo para atestar sua capacidade de ouvir, pois esse procedimento foi solicitado por um especialista e, por isso, tem respaldo para ser incluído no rol de serviços das operadoras de planos de saúde.

Como o exame previne ou identifica precocemente problemas auditivos?

Como a audição é medida em decibéis, o especialista conseguirá identificar exatamente qual é o grau de perda auditiva do paciente e, assim, conseguirá também indicar o melhor tratamento, que, na maioria das vezes, incluirá um aparelho para melhorar a escuta.

A identificação precoce da deficiência é muito importante para que o paciente não perca sua qualidade de vida e continue realizando suas atividades diárias sem a ajuda de terceiros. Ao identificar a perda de audição, o profissional logo indicará o aparelho ideal e fará o acompanhamento necessário para adaptar a regulagem, o volume e as condições do equipamento para que o paciente tenha uma vida tão normal quanto possível.

O exame de audição é um procedimento que avalia a perda da capacidade de ouvir e pode predizer diversas complicações no paciente a partir das queixas relatadas e do histórico clínico e medicamentoso. Por isso, é essencial realizá-lo com profissionais eficientes, em ambientes com tecnologias de ponta e na periodicidade recomendada pelo médico.

Agora, você não tem mais dúvidas sobre a importância do exame auditivo, certo? Então, nada de esperar as dificuldades de ouvir, para, só então, procurar um fonoaudiólogo. Escolha um profissional de sua confiança e realize esse check-up para garantir que tudo está bem com a sua saúde!

Quer saber mais? Depois de descobrir a importância da realização do exame de audição, que tal entrar em contato conosco e conhecer mais detalhes sobre esse procedimento?

Compartilhar este Artigo