Perda auditiva em crianças: a importância do acompanhamento anual

Perda auditiva em crianças: a importância do acompanhamento anual

A perda auditiva em crianças é um problema que afeta o desempenho escolar, a interação com os amigos nas brincadeiras e a qualidade de vida dos pequenos. Por isso é importante detectar precocemente e instituir as terapias mais adequadas ao caso.

Além disso, o acompanhamento periódico é fundamental para ajustar os aparelhos conforme a progressão da doença ou a inserção de tecnologias mais efetivas, observadoras de possíveis reações adversas nos infantes.

Sendo assim, a qualidade auricular será analisada regularmente, as crianças aproveitarão a infância junto às demais e os cuidadores ficarão menos preocupados com a rotina delas.

Quer saber por que é importante fazer o acompanhamento anual em crianças com perda auditiva? Então, veja nossas informações e entenda!

Afinal, como é a perda auditiva em crianças?

A deficiência auditiva na infância é caracterizada pela dificuldade em distinguir sons, interpretar informações sonoras ou ouvir perfeitamente em volumes considerados adequados para um indivíduo (até 15db).

As causas para esse problema são complexas e envolvem questões medicamentosas durante a gravidez, defeitos congênitos ou fatores adquiridos, ou seja, aqueles relacionados ao ambiente onde a criança vive.

As consequências são significativas e se relacionam à perda de interação social e à dificuldade de aprendizado, que pode ser confundida com deficiência intelectual. Os pequenos ainda podem sofrer com brincadeiras ofensivas de outras crianças.

Quais os sintomas comuns da surdez infantil?

Crianças com perda auditiva apresentam limitações na comunicação verbal e não verbal, têm mais problemas de comportamento, como rebeldia e desobediência, e vivem com menos qualidade de vida.

Sendo assim, não conseguem distinguir as palavras e com isso o processo de alfabetização fica prejudicado, causando atraso no desempenho escolar. 

Todavia, como esses sintomas são bem inespecíficos, a resolução dos problemas perpassa primeiramente por psicólogos, pedagogos, pediatras e demais profissionais, que somente encaminharão ao especialista de saúde auricular, quando perceberem a inefetividade das intervenções.

Por isso, é fundamental que os pais e responsáveis levem seus filhos para a realização de exames clínicos periódicos, conforme a faixa etária e as recomendações, preconizadas por especialistas, para identificar e prevenir os principais problemas de saúde.

Quais são as consequências da perda auditiva em crianças?

A perda auditiva em crianças afeta habilidades de comunicação, aprendizado e interação com os colegas e parentes. Isso, porque, os pequenos não conseguem manter uma conversação adequada e se esforçam demasiadamente para compreender as falas dos interlocutores.

Essa situação gera frustração, perda de interesse pelo estudo, isolamento social e desenvolvimento de sintomas depressivos. Também são observadas dificuldades na concentração e impaciência nos infantes.

Além disso, a perda auditiva pode ser progressiva se não for instituída nenhuma terapia, o que torna a situação mais complexa, devido às tecnologias disponíveis para essa faixa etária e a dificuldade de adesão.

Como identificar precocemente o problema auditivo?

A identificação da perda auditiva deve ser feita precocemente e avaliada mais detalhadamente naqueles pais que já possuem problemas congênitos, o que aumenta as chances de desenvolvimento da surdez.

Dessa forma, a triagem auditiva neonatal, também chamada de Teste da Orelhinha, é um dos principais exames para detectar possíveis problemas de audição e foi instituído pelo Ministério da Saúde em 2010.

O exame deve ser feito na maternidade antes da alta hospitalar, sendo rápido, indolor e sem contraindicação. Se for detectado algum tipo de surdez, o bebê será incluído em um programa de intervenção precoce, e a família será orientada sobre os possíveis tratamentos.

Todavia, durante a primeira infância, é recomendável avaliações periódicas, principalmente naquelas crianças com histórico familiar de problemas auditivos ou de doenças causadoras de deterioração auricular.

Por que o acompanhamento auditivo anual é importante?

A avaliação regularmente anual para crianças com perda auditiva é fundamental para examinar a efetividade da terapia, incentivar a adesão aos aparelhos auditivos implantados ou propor novas alternativas, conforme o custo e o resultado otológico.

Além disso, as funções cognitivas serão analisadas diretamente mediante testes realizados por fonoaudiólogos, otorrinolaringologistas e outros profissionais clínicos, que identificarão as habilidades neurais para a idade.

Dessa maneira, o acompanhamento auditivo feito pelo profissional reforça as boas práticas de audição, propõe medidas para manter a vida útil dos aparelhos auditivos e garante a boa qualidade acústica ao paciente.

Como é feito o acompanhamento auditivo anual?

As consultas clínicas são realizadas mediante demanda do profissional para avaliar a efetividade do tratamento implementado, a adaptação da criança em relação aos aparelhos e os questionamentos frequentes dos responsáveis.

Além disso, podem ser requeridos testes audiométricos, levantamento dos sintomas apresentados entre as consultas e percepção de melhora frente as condutas aplicadas. A partir dessas informações, o médico optará por mudanças clínicas.

É importante considerar sempre o relato da criança, pois a experiência com o aparelho é exclusivamente dela. Para menores de um ano que ainda não se expressam verbalmente, pequenos gestos devem ser considerados, tais como a atenção ao chamamento espontâneo ou o seguimento acústico mediante um ruído.

Quais são as principais terapias instituídas para a criança?

Após uma verificação criteriosa do tipo de surdez, os médicos definirão as estratégias terapêuticas, que incluem desde a colocação de aparelhos auditivos até o implante coclear. Essas opções variam de acordo com a perda auditiva e o custo dos tratamentos.

Quando o especialista optar pela inserção dos aparelhos auditivos, a criança deve ser bem orientada, junto aos responsáveis, para ajustar essa tecnologia com o pavilhão auditivo e na inclusão de técnicas a fim de evitar desgaste precoce.

Além disso, devem-se considerar alguns aparelhos conforme o perfil psicológico da criança, as condições clínicas e as atividades físicas praticadas, com o objetivo de evitar desconfortos durante a adaptação.

A perda auditiva em crianças é uma situação clínica que precisa ser identificada precocemente para evitar déficit cognitivo, dificuldade de interação social e mudanças no comportamento frente ao problema. Para tanto, é importante o encaminhamento das crianças aos profissionais clínicos, o acompanhamento periódico anual e as mudanças das terapias, segundo a vontade delas e o valor final do tratamento.

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