Perda auditiva tem relação com tratamento para câncer

Perda auditiva tem relação com tratamento para câncer

Perda auditiva tem relação com tratamento para câncer

O combate ao câncer inaugura uma nova jornada na vida dos pacientes oncológicos. Em um momento tão importante, podem aparecer mais dúvidas do que soluções. Uma preocupação especial é em relação aos medicamentos e procedimentos utilizados para o tratamento para o câncer: você já se perguntou qual a sua relação com a perda auditiva?

Alguns efeitos colaterais são mais conhecidos e difundidos pela sociedade, como a perda de cabelo e as náuseas. Por isso, a diminuição na audição pode passar despercebida — e, se descoberta tarde demais, seu tratamento pode ser ainda mais difícil.

Por isso, responderemos, a seguir, as principais perguntas sobre a perda auditiva relacionada ao tratamento do câncer. Se você está passando por esse momento e não sabe as influências da terapia na sua audição, continue lendo para saber mais.

Quais são os efeitos colaterais da terapia antineoplásica?

Os medicamentos e procedimentos utilizados no tratamento para o câncer compõem, em conjunto, a chamada terapia antineoplásica. Para saber quais são os seus efeitos colaterais, precisamos conhecer brevemente o que acontece durante o câncer — e, portanto, como esses remédios atuam.

O câncer é caracterizado por uma proliferação descontrolada das células do corpo. Quando elas perdem o controle de sua reprodução, os tecidos crescem demais, formando “nódulos” ou “tumores”, que afetam os demais órgãos. O estágio mais grave do câncer é a metástase, que ocorre quando essas células crescem em outras regiões do corpo.

Para combater esse crescimento exagerado, contamos hoje com um leque amplo de alternativas terapêuticas. As principais delas são as drogas antineoplásicas, que, grosso modo, impedem a replicação celular. Com elas é possível frear a proliferação das células do câncer.

O problema é que esses medicamentos não atuam apenas no tumor: eles também afetam todo o corpo. Por esse motivo, outras células também têm seu crescimento prejudicado. As células mais afetadas são aquelas que precisam se renovar frequentemente, principalmente no trato intestinal, no folículo piloso e na medula óssea.

Isso explica os efeitos colaterais mais conhecidos do tratamento do câncer. Quando as células dos folículos pilosos não se renovam, os cabelos caem; o efeito das medicações no intestino causa náuseas, vômitos e diarreias; e a medula óssea pouco eficaz diminui as defesas do corpo contra infecções e causa outros problemas, como anemia.

Isso não significa, no entanto, que outros efeitos colaterais não possam ocorrer. Um caso possível — e que ainda necessita de mais pesquisas para ser totalmente compreendido — é a perda auditiva. Falaremos, a seguir, sobre como ela ocorre.

O que causa a perda auditiva?

Existem dois tipos principais de perda auditiva: a condutiva e a sensorineural. A primeira ocorre quando algo bloqueia a passagem do som pelas estruturas do ouvido, como no acúmulo de cera. A sensorineural, por outro lado, ocorre quando há acometimento das estruturas que captam ou que transmitem o som.

Quem faz essa tarefa são as células ciliadas da cóclea, localizada no ouvido interno. Como são estruturas microscópicas, são elas as principais alteradas quando há alguma perda auditiva por medicamentos — e, no caso do tratamento do câncer, não é diferente. No entanto, como veremos a seguir, dependendo da modalidade da terapia, também pode ocorrer a perda auditiva condutiva.

O tratamento do câncer realmente causa perda auditiva?

Na área da saúde, procuramos evitar a palavra “causa”; como os fatores que levam a um agravamento são vários, na maioria dos casos é mais adequado dizer que algo “aumenta o risco” de determinada complicação.

Tendo isso em mente, estudos recentes nos indicam que sim, o tratamento para câncer pode causar perda auditiva. Algumas classes de medicamentos estão mais associadas a esse desfecho do que outras — como os remédios baseados em platina, por exemplo, que atingem o ouvido interno. A ciclofosfamida é outro medicamento associado à perda auditiva durante a terapia antineoplásica.

Com o avanço da ciência, novos medicamentos são criados com cada vez menos efeitos colaterais. Por isso, é sempre válido conversar com o seu médico sobre possíveis efeitos indesejados dos medicamentos. A seguir, falaremos sobre as principais modalidades da terapia antineoplásica que podem gerar perda auditiva.

Quimioterapia

Como mostramos, a quimioterapia (seja ela injetável ou oral) está associada a um aumento no risco de perda auditiva. Isso ocorre porque as medicações atacam as células ciliadas da cóclea, diminuindo sua função de transmissão do estímulo auditivo. Essa perda geralmente se inicia com frequências maiores, as dos ruídos mais agudos, e ocorre em ambos os lados.

Radioterapia

A radioterapia, principalmente quando ocorre na região da cabeça, também pode levar à perda auditiva. Em alguns casos, ela gera um inchaço local — causado pela destruição das células do câncer — que impede a passagem do ar. Em outros casos, ela causa o acúmulo de líquido dentro das câmaras do ouvido, o que também prejudica a audição. É nesses casos, principalmente, que vemos a perda auditiva condutiva no tratamento do câncer.

É possível evitar essa perda auditiva?

O tratamento da perda auditiva depende de sua classificação: as condutivas geralmente são reversíveis, bastando uma punção para retirar o acúmulo de líquido ou aguardar que a área inchada volte ao normal. As causas sensorineurais, no entanto, são geralmente irreversíveis, pois a cóclea perde suas células funcionais.

Isso não significa, no entanto, que o paciente perderá para sempre sua audição. Hoje em dia, contamos com soluções cada vez melhores e mais discretas. Estamos falando dos aparelhos auditivos, que amplificam o som e podem trazer de volta uma audição muito semelhante à que era antes do tratamento.

Com essa possibilidade, os aparelhos auditivos podem melhorar a qualidade de vida e reduzir a angústia relacionada ao tratamento para o câncer. Com o avanço da tecnologia, eles se tornaram cada vez menores e mais potentes; hoje, já contamos com modelos que se conectam com os celulares e televisões via bluetooth, sendo muito mais versáteis no dia a dia.

Se você está procurando por uma solução de qualidade para sua perda auditiva, a A&R pode ser ideal para você. Somos especializados em reabilitação auditiva em qualquer grau, desde a mais leve até a mais severa. Dentre nossos diferenciais está o relacionamento com fonoaudiólogos capacitados para oferecer a você o melhor em termos de saúde auditiva — inclusive no tratamento do câncer. Além disso, estaremos ao seu lado durante todo o período de pós-venda.

Está interessado em saber mais? Se sim, não perca tempo: entre já em contato conosco e tire suas dúvidas sobre o tratamento da perda auditiva! Estamos à sua disposição.

Compartilhar este Artigo