Presbiacusia: tudo o que você precisa saber

Presbiacusia: tudo o que você precisa saber

Com o passar dos anos, é natural que nosso corpo passe por diversas modificações. Alterações no sono, enrugamento da pele e fraqueza muscular são exemplos dessa mudança. Mas você sabia que ela pode afetar também as células do seu ouvido e diminuir a sua acuidade auditiva? Isso ocorre em uma doença chamada presbiacusia.

De complicada, essa doença só tem o nome. A presbiacusia é caracterizada por dificuldade na audição associada à idade. Ela ocorre quando as células ou estruturas de qualquer parte que compõe a audição começam a perder sua função. A diminuição na acuidade auditiva pode trazer diversos prejuízos, como dificuldade na comunicação e isolamento social.

Por isso, é muito importante conhecer os sintomas da presbiacusia e saber como ela pode ser tratada. Neste post, falaremos sobre seu diagnóstico, seus tipos e tratamentos. Ao final, daremos algumas dicas de como você pode proteger a sua audição. Vamos lá?

Quais são os sintomas da presbiacusia?

O principal sintoma da presbiacusia é a perda auditiva. Ela geralmente é lentamente progressiva, ou seja, vai aumentando aos poucos com o tempo. Outra característica marcante da doença é que ela afeta os dois ouvidos de forma simétrica. Os sintomas começam, normalmente, após a quinta década de vida.

Outros sintomas surgem em decorrência dessa perda auditiva. O grande prejuízo de não ouvir bem é que se torna mais difícil compreender as outras pessoas: o paciente com presbiacusia frequentemente se queixa que “escuta, mas não entende” o que os outros falam.

Isso pode causar um isolamento social nessas pessoas. Como ela não consegue se comunicar plenamente, é costumeiro que ela prefira ficar mais sozinha e deixe de interagir. É comum que se pense que a perda auditiva é normal na terceira idade — isso pode impedir que o idoso procure um médico ou saiba que existe tratamento para a doença.

Quais são os tipos da presbiacusia?

Podemos dividir a presbiacusia entre alguns tipos, que são fundamentais para se diagnosticar a doença e tratá-la adequadamente. A primeira classificação é dada levando em consideração os graus de perda de audição. Ela pode ser de grau leve, moderado, severo ou profundo, como veremos a seguir:

  • leve: se manifesta quando a pessoa está em ambientes ruidosos ou muito silenciosos. A dificuldade em ouvir geralmente ocorre quando se conversa com alguém que está falando bem baixo ou não está próximo;
  • moderado: nesse grau, a conversação normal já começa a ser prejudicada. Conversas do dia a dia tendem a ficar mais difíceis;
  • severo: aqui, todas as situações já apresentam dificuldade na audição. O falante tem que sempre falar em alta intensidade e chegar bem perto para ser ouvido;
  • profundo: essa perda auditiva ocorre quando há dificuldade em ouvir mesmo ruídos de alta intensidade ou vozes fortes. É considerado o grau mais forte de perda auditiva.

Além disso, a presbiacusia também pode ser dividida conforme a sua causa ou motivo de base. Vários processos podem estar relacionados à perda auditiva relacionada ao envelhecimento: a sensorial — mais comum — é caracterizada por degeneração das células que captam o som do ambiente, por exemplo.

A presbiacusia do tipo neural geralmente ocorre bem mais rápido. Ela está relacionada à redução dos neurônios cocleares, que são fundamentais para transmitir o som; a metabólica se dá quando ainda se consegue discernir o que as pessoas falam, mas com diminuição na intensidade; e, por fim, a presbiacusia mecânica ocorre quando as estruturas do ouvido ficam mais rígidas, o que pode ser verificado por uma ressonância.

Mas, afinal, essa doença tem tratamento?

É importante que as pessoas que sintam uma diminuição na acuidade auditiva saibam que ela tem tratamento. Escutar mal pode trazer prejuízos tanto à qualidade de vida quanto à interação social, o que pode dar origem a um quadro de depressão, por exemplo. Por isso, quanto mais cedo se procura um profissional para resolver o problema, maiores são as chances de resolução.

Para diagnosticar a presbiacusia e seus tipos, um fonoaudiólogo e otorrinolaringologista devem ser consultados. Eles podem solicitar exames — como o teste auditivo ou a imitanciometria — que auxiliarão nesse diagnóstico. A partir daí, eles pode prosseguir com o tratamento.

O tratamento da presbiacusia é baseado no uso de aparelhos auditivos. Esses dispositivos funcionam como pequenos microfones, que captam o som do ambiente e o amplificam dentro do ouvido. Além disso, eles contam com um método de diferenciação de vozes, o que facilita a compreensão na conversa com as pessoas.

Mesmo em graus mais severos, existem aparelhos auditivos que podem ajudar. Após sua implantação, eles são configurados conforme a necessidade do próprio usuário. Dessa maneira, vários se adéquam a situações diferentes e devem ser analisados pelo seu médico ou fonoaudiólogo de confiança.

É possível evitar a perda auditiva?

Como mencionado acima, a própria idade já é um fator de risco para a diminuição na acuidade auditiva. Sendo assim, pessoas com mais de 50 anos devem ter ainda mais cuidado com seus ouvidos para evitar a presbiacusia. Medidas simples e eficazes podem ser tomadas no cuidado com a saúde auditiva.

Outros fatores de risco para a doença são o gênero masculino, o tabagismo, a exposição sonora, o estresse e outras doenças. As medidas de prevenção visam eliminar os fatores que podem ser modificados — se você vive em um ambiente muito barulhento, por exemplo, procure usar protetores auditivos e equipamentos de segurança.

Além disso, nunca é tarde para parar de fumar. Vale lembrar que o tabagismo é prejudicial tanto para a audição quanto para várias outras funções do corpo humano. Controlar a pressão arterial e o açúcar no sangue também é fundamental para o tratamento de outras doenças.

Neste post, você conheceu um pouco mais a presbiacusia. Essa doença é muito frequente e pode trazer prejuízos graves, incluindo estresse e isolamento social. Caso perceba algum sintoma, não pense duas vezes e procure um médico para que sejam feitos o diagnóstico e o tratamento.

Agora que você já conhece a presbiacusia, que tal saber um pouco mais sobre a perda auditiva na terceira idade? Baixe nosso e-book e mantenha-se sempre atualizado!

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