Veja quais são os principais sintomas da perda auditiva

Veja quais são os principais sintomas da perda auditiva

Veja quais são os principais sintomas da perda auditiva

Perceber os sintomas da perda auditiva pode não ser fácil, exigindo uma apuração cuidadosa para não magoar os indivíduos que apresentam esse problema. Isso porque é algo bastante comum a falta de relato sobre a limitação auditiva por vergonha ou medo de julgamentos.

Os primeiros sinais podem passar despercebidos, mas são cruciais para encaminhar as pessoas a um especialista no assunto. Nesse caso, o diagnóstico precoce será fundamental para facilitar a reinserção do indivíduo na vida social e familiar além de melhorar a escuta.

Além disso, existem alternativas terapêuticas seguras com aparelhos discretos e adaptáveis ao contorno auricular, que podem resolver ou amenizar essa situação, facilitar a adesão do paciente e evitar uma intensificação dessa condição.

Quer conhecer os principais sintomas da perda auditiva? Então, fique por aqui e leia este post até o fim.

Sintomas comportamentais da surdez

Os sintomas comportamentais que podem predizer a surdez são percebidos inicialmente no ambiente residencial e, depois, durante o convívio social desse indivíduo em outros ambientes, como eventos familiares, shows etc.

Essas manifestações costumam ser percebidas esporadicamente, mas quando se observa uma frequência constante, é importante chamar o indivíduo para conversar educadamente a fim de evitar a resistência inicial.

Veja, a seguir, algumas dicas para identificar o problema e aprenda a abordar o paciente.

No ambiente residencial

Um indivíduo que aumenta constantemente o volume dos televisores e demais aparelhos eletrônicos acima do normal deve ser monitorado, principalmente quando estiver conversando ao telefone.

Outro sintoma característico é quando ele não se incomoda imediatamente com o ruído dos eletrodomésticos ligados durante muito tempo, como liquidificador, aspirador de pó, máquina de lavar roupas ou músicas em volume elevado vindas do aparelho de som.

Isso porque, dependendo da intensidade e da duração desses ruídos, é comum que as pessoas com problemas auditivos fiquem posteriormente incomodadas, relatarem dores de cabeça pós-exposição ou ficarem muito irritadas nessas situações.

Nessas situações, é importante questionar o motivo da elevação constante do volume dos aparelhos eletrônicos ou a falta de incômodo com os ruídos, para que o indivíduo com possível perda auditiva se analise também.

Nas relações sociais

O indivíduo com possível perda auditiva tende a ficar mais desatento, pois não consegue acompanhar a linha de raciocínio da mensagem sonora e frequentemente acompanha a conversa por meio da leitura labial.

Outros sinais incluem expressões faciais vagas ao escutar uma conversa, respostas automáticas para perguntas realizadas e desinteresse rápido por um diálogo entre amigos e familiares. Alguns indivíduos fazem caretas, como um sorriso forçado que pode indicar a falta de compreensão decorrente da dificuldade em escutar — e isso se torna mais preocupante quando o ambiente não tem ruídos interferentes.

Também é importante atentar ao afastamento do convívio social, desinteresse por eventos que envolvem música, teatro, cinema e outros com grande estímulo sonoro. É preciso prestar atenção à sinais de comportamentos agressivos frente ao desentendimento de um diálogo.

Nas relações profissionais

O indivíduo com perda auditiva pode se autointitular ineficiente e sem condições de continuar na função que executa. Enquanto outros, na maioria das vezes, resolvem esconder o problema por medo de remanejamento de setor ou, até mesmo, temor à demissão, o que impactaria em sua vida financeira.

Sabendo disso, muitos trabalhadores disfarçam seus comportamentos para não serem avaliados como alguém com limitações auditivas. Nesse sentido, desenvolvem estratégias de interpretação da mensagem na esperança de contornar o problema. Uma delas é solicitar que os comunicados sejam feitos apenas na forma manuscrita, mesmo aqueles relacionados às amenidades do cotidiano.

Além disso, é comum que as pessoas com princípio de surdez aproximem o ouvido daqueles que estão apresentando o ponto de vista em uma discussão ou utilizam frequentemente expressões do tipo “não entendi”, “não compreendi direito”, “você poderia repetir?”, entre outras.

Percebe-se que no entanto, que as pessoas começam a reparar nessa solicitação constante por repetição, o que pode despertar um alerta para esses indivíduos com possível perda auditiva.

As consequências desse comportamento são inicialmente a irritabilidade por não conseguir compreender o discurso das pessoas, vergonha em revelar o problema, mito de que alguns comportamentos podem ter contribuído para a redução da capacidade auditiva etc.

Causas clínicas da deficiência auditiva

Existem diferentes tipos de surdez e as causas podem ser fisiopatológicas ou acidentais. Entre as primeiras, se destacam doenças que acometem o aparelho auditivo, enquanto as outras se relacionam a traumatismos cranianos não intencionais.

Entre as causas fisiopatológicas pode se destacar aquela perda gradativa conforme o envelhecimento, mas que é passível de tratamento e pode reduzir o incômodo do idoso em não compreender as palavras.

Isso porque o ouvido humano tem três partes que são importantes para o processamento dos estímulos sonoros e interpretação neural das informações recebidas. Quando uma das partes é prejudicada, a audição fica comprometida.

Isso significa que o som deve passar sem obstáculos pelas estruturas até alcançar o córtex auditivo situado dentro do cérebro, local em que o indivíduo terá consciência da informação sonora que estiver em níveis audíveis.

Além das causas citadas acima, destacam-se também os impactos farmacológicos nesse sistema. Sendo assim, o uso de medicamentos a longo prazo também é responsável por destruição das células auditivas, o que pode causar diferentes graus de surdez e, em algumas situações, pode ser irreversível.

Por isso que o uso de alguns antibióticos deve ser bem monitorado pelo médico para evitar danos nas células auditivas e comprometimento de um dos órgãos cruciais para a sobrevivência. Essa reação adversa costuma impactar severamente as crianças em idade escolar, que estão no auge do seu aprendizado.

Dessa forma, é importante o encaminhamento para um especialista, que identificará o tipo de surdez e as principais estratégias terapêuticas para amenizar o problema e devolver a escuta espontânea para aqueles indivíduos que se queixaram da falta dela.

Impactos sociais da perda auditiva

Para muitos pacientes, é difícil admitir a perda auditiva por sentirem vergonha ou mágoa dessa situação ou por acharem que apresentam uma limitação que os impede de escutar adequadamente os sons. Essa situação é mais comum entre os jovens, que adiam a consulta a um especialista e podem sofrer de bullying por isso.

Também é comum a descoberta da perda auditiva em testes para conduzir veículos ou em exames admissionais para emprego, o que pode ser um fator complicado para aprovação, principalmente em cargos profissionais em que essa habilidade será muito demandada.

Outra situação que frequentemente é ignorada é a perda auditiva devida ao envelhecimento, ainda vista como algo irreversível e sem possibilidades de intervenção. Sendo assim, muitos familiares e idosos não procuram solução para esse problema.

Esse preconceito é observado tanto pelos próprios idosos que já enraízam essa ideia na cabeça, quanto pelas pessoas que o cercam, deixando esses indivíduos sofrerem as consequências da perda auditiva na velhice. Contudo, existem práticas que podem ser aplicadas na velhice para melhorar a qualidade de vida do idoso.

Por isso, é fundamental conversar com o indivíduo com suspeita de surdez e aconselhá-lo a procurar um otorrinolaringologista para que esse profissional realize testes confirmatórios do diagnóstico.

Diagnóstico da perda auditiva

As principais queixas de um indivíduo com perda auditiva se relacionam a não escutar pequenos sons ou não diferenciar estímulos sonoros. Alguns relatam que necessitam da repetição constante de palavras por parte dos interlocutores, o que gera impaciência em alguns.

Também é comum o esforço final para interpretação de um diálogo por ter escutado apenas partes do contexto. Esse fato é muito importante em situações que exijam medidas emergenciais, em que os sinais sonoros de alerta são fundamentais.

Dessa forma, mediante os relatos do paciente, o médico otorrinolaringologista fará testes que confirmarão o diagnóstico considerando o tipo de surdez e o grau de comprometimento auditivo. No primeiro caso, é possível classificar como surdez condutiva, neurossensorial, congênita etc.

No segundo momento, avalia-se a quantidade que o indivíduo consegue escutar em termos de decibéis. Na surdez leve, o indivíduo tem dificuldade para diferenciar sons entre 21 a 40 dB, enquanto na deficiência auditiva grave, essa incapacidade é superior a 91 dB.

Estratégias terapêuticas para perda auditiva

Após a confirmação do diagnóstico, o paciente será orientado sobre as estratégias terapêuticas para diminuir a incapacidade de ouvir sons. Dessa forma, o médico indicará o aparelho mais adequado considerando o perfil clínico e socioeconômico do paciente.

Isso porque existem diversas opções de aparelho auditivo que podem ser parcelados de acordo com o poder aquisitivo do paciente, bem com a possibilidade de financiamento bancário para adquirir esse recurso.

Feito isso, é importante analisar se o paciente se adaptou adequadamente ao aparelho, se ainda tem dúvidas em relação a sua utilização ou se está resistente quanto ao seu uso em público.

A adaptação física ao aparelho é relativamente simples, porém, muitos indivíduos ainda se ressentem emocionalmente da necessidade de usá-lo. Nessas situações, a paciência e a persistência devem caminhar juntas para melhorar o estado clínico do paciente.

Outro ponto fundamental que interfere no tratamento do paciente é a necessidade revisar os aparelhos auditivos, bem como as orientações para uso do desumidificador e situações que requeiram assistência técnica.

Nesse momento, é fundamental o apoio da família e amigos, no sentido de apresentarem as diferenças na compreensão dos sons antes e depois da utilização do aparelho para melhorar a adesão a essa terapia para encorajá-lo a não desistir.

Outra terapia importante para os pacientes é a reabilitação auditiva, ferramenta que facilita a adaptação deles por meio de aperfeiçoamento de habilidades. Para tanto, o médico levantará as possibilidades para realizar essa intervenção e orientará o paciente.

Acompanhamento clínico do paciente

Após confirmação do diagnóstico, é crucial que o paciente retorne periodicamente ao médico para avaliar a efetividade da terapia e modificar as opções em condições em que o efeito não esteja a contento.

Isso porque os ajustes de som e ruído ambiental devem ser constantes, principalmente quando o paciente estiver em locais mais barulhentos em que a percepção auditiva ficará comprometida.

Nesse sentido, cabe ao paciente o relato fidedigno das sensações sonoras obtidas após o aparelho e comparação da escuta por meio dos testes audiológicos realizados em consultório clínico.

Também é aconselhável o apoio constante da família para facilitar a adesão ao tratamento, evitar retirada precoce do aparelho e modificar o comportamento em prol da utilização contínua.

Importância da boa audição

Perceber sons é uma das habilidades mais versáteis do ser humano. Por meio dela é possível identificar melodias, conversar com amigos e familiares de forma descontraída, aprender conhecimentos essenciais no colégio e faculdade, entre outras atividades.

A audição também é fundamental para distinguir sons que denotam perigo, como os provenientes das sirenes de ambulância, viaturas policiais, bombeiros etc. e aqueles que predizem algo mais grave, como uma colisão entre carros, explosões, entre outras fatalidades.

A pessoa como perda auditiva terá a capacidade de distinguir esses sons comprometida e aprenderá dificuldades em diversos ensinamentos da vida, o que pode frustrá-la cronicamente.

Felizmente, com o avanço da tecnologia e do conhecimento científico foi possível desenvolver estratégias terapêuticas que reduzissem consideravelmente a limitação auditiva nesses pacientes.

Todavia, é sempre bom lembrar que existem medidas que protegem a condução da informação sonora, consideradas como as boas práticas auditivas, ressaltando a eliminação de alguns comportamentos e diminuindo a ocorrência de outros.

Além do mais, considerando que o paciente é o principal responsável pelo gerenciamento da sua saúde, é de esperar que ele mantenha uma alimentação saudável, pratique atividades físicas, controle os fatores tóxicos para o ouvido humano e diminua consideravelmente o desequilíbrio emocional que pode desencadear estresse e depressão e afetar a capacidade auditiva.

Os sintomas da perda auditiva podem ser observados por meio da análise do comportamento do paciente e de outras condições clínicas sofridas recentemente. Após a persistência da incapacidade de audição, os indivíduos devem ser aconselhados a procurar ajuda médica, que dará o diagnóstico correto e fará intervenções terapêuticas de modo a trazer a escuta e melhorar a qualidade de vida do indivíduo.

Por isso, a conscientização, carinho e paciência com os pacientes com possível perda auditiva são fundamentais para esclarecer as dúvidas e tomar a providência cabível no sentido de melhora da situação clínica.

E você, já identificou algum sintoma de perda auditiva em seus conhecidos? Quer ficar por dentro de novidades no campo da radiologia? Então, não deixe de se inscrever para receber nossa newsletter!

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