Veja quais são os principais sintomas da perda auditiva

Veja quais são os principais sintomas da perda auditiva

Perceber os sintomas da perda auditiva pode não ser fácil e precisa ser apurado cuidadosamente, para não magoar os indivíduos que apresentam esse problema. Todavia, existem alternativas terapêuticas para resolver ou amenizar essa situação.

Os primeiros sinais podem passar despercebidos, mas são cruciais para encaminhar as pessoas a um especialista no assunto. Nesse caso, o diagnóstico precoce será fundamental para facilitar a reinserção do indivíduo na vida social e familiar.

Quer conhecer os principais sintomas da perda auditiva? Então, fique por aqui e leia este post com atenção!

Sintomas comportamentais da surdez

Um indivíduo que aumenta constantemente o volume dos televisores e demais aparelhos eletrônicos acima do normal deve ser monitorado, assim como o indivíduo que faz leitura labial enquanto acompanha uma conversa informal.

Outros sinais incluem expressões faciais vagas ao escutar uma conversa, respostas automáticas para perguntas realizadas e desinteresse rápido por um diálogo entre amigos e familiares.

Também é importante atentar ao afastamento do convívio social, desinteresse por eventos que envolvem música, teatro, cinema e outros com grande estímulo sonoro e a comportamentos agressivos frente ao desentendimento de um diálogo.

Também é comum que as pessoas com princípio de surdez aproximem o ouvido daqueles que estão apresentando o ponto de vista em uma discussão ou utilizam frequentemente expressões do tipo “não entendi”, “não compreendi direito”, “você poderia repetir?”, dentre outras.

Causas clínicas da deficiência auditiva

Existem diferentes tipos de surdez e as causas podem ser fisiopatológicas ou acidentais. Entre as primeiras, se destacam doenças que acometem o aparelho auditivo, enquanto as outras se relacionam a traumatismos cranianos não intencionais.

Isso porque o ouvido humano possui três partes que são importantes para o processamento dos estímulos sonoros e interpretação neural das informações recebidas. Quando uma das partes é prejudicada, a audição fica comprometida.

Além das causas citadas acima, destacam-se também os impactos farmacológicos nesse sistema. Sendo assim, o uso de medicamentos em longo prazo também é responsável por destruição das células auditivas, o que pode causar diferentes graus de surdez e, em algumas situações, pode ser irreversível.

Por isso, é importante o encaminhamento para um especialista, que identificará o tipo de surdez e as principais estratégias terapêuticas para amenizar o problema e devolver a escuta espontânea para aqueles indivíduos que se queixaram da falta dela.

Impactos sociais da perda auditiva

Para muitos pacientes, é difícil admitir a perda auditiva por sentirem vergonha ou mágoa dessa situação, ou por acharem que apresentam uma limitação que os impede de escutar adequadamente os sons. Essa situação é mais comum entre os jovens, que adiam a consulta a um especialista.

Também é comum a descoberta da perda auditiva em testes para conduzir veículos ou em exames admissionais para emprego, o que pode ser um fator complicado para aprovação.

Outra situação que frequentemente é ignorada é a perda auditiva devida ao envelhecimento, ainda vista como algo irreversível e sem possibilidades de intervenção. Sendo assim, muitos familiares e idosos não procuram solução para esse problema.

Por isso, é fundamental conversar com o indivíduo com suspeita de surdez e aconselhá-lo a procurar um otorrinolaringologista para que esse profissional realize testes confirmatórios do diagnóstico.

Diagnóstico da perda auditiva

As principais queixas de um indivíduo com perda auditiva se relacionam a não escutar pequenos sons ou não diferenciar estímulos sonoros. Alguns relatam que necessitam da repetição constante de palavras por parte dos interlocutores, o que gera impaciência em alguns.

Também é comum o esforço final para interpretação de um diálogo por ter escutado apenas partes do contexto. Esse fato é muito importante em situações que exijam medidas emergenciais, em que os sinais sonoros de alerta são fundamentais.

Dessa forma, mediante os relatos do paciente, o médico otorrinolaringologista fará testes que confirmarão o diagnóstico considerando o tipo de surdez e o grau de comprometimento auditivo. No primeiro caso, é possível classificar como surdez condutiva, neurossensorial, congênita etc.

No segundo momento, avalia-se a quantidade que o indivíduo consegue escutar em termos de decibéis. Na surdez leve, o indivíduo tem dificuldade para diferenciar sons entre 21 a 40 dB, enquanto na deficiência auditiva grave, essa incapacidade é superior a 91 dB.

Estratégias terapêuticas para perda auditiva

Após a confirmação do diagnóstico, o paciente será orientado sobre as estratégias terapêuticas para diminuir a incapacidade de ouvir sons. Dessa forma, o médico indicará o aparelho mais adequado considerando o perfil clínico e socioeconômico do paciente.

Feito isso, é importante analisar se o paciente se adaptou adequadamente ao aparelho, se ainda possui dúvidas em relação à sua utilização ou se está resistente quanto ao seu uso em público.

Nesse momento, é fundamental o apoio da família e amigos, no sentido de apresentarem as diferenças na compreensão dos sons antes e depois da utilização do aparelho para melhorar a adesão a essa terapia.

Outra terapia importante para os pacientes é a reabilitação auditiva, ferramenta que facilita a adaptação deles por meio de aperfeiçoamento de habilidades.

Acompanhamento clínico do paciente

Após confirmação do diagnóstico, é crucial que o paciente retorne periodicamente ao médico, para avaliar a efetividade da terapia e modificar as opções em condições em que o efeito não esteja a contento.

Nesse sentido, cabe ao paciente o relato fidedigno das sensações sonoras obtidas após o aparelho e comparação da escuta por meio dos testes audiológicos realizados em consultório clínico.

Também é aconselhável o apoio constante da família para facilitar a adesão ao tratamento, evitar retirada precoce do aparelho e modificar o comportamento em prol da utilização contínua.

Os sintomas da perda auditiva podem ser observados por meio da análise do comportamento do paciente e de outras condições clínicas sofridas recentemente. Após a persistência da incapacidade de audição, os indivíduos devem ser aconselhados a procurar ajuda médica, que dará o diagnóstico correto e fará intervenções terapêuticas de modo a trazer a escuta e melhorar a qualidade de vida do indivíduo.

Por isso, a conscientização, carinho e paciência com os pacientes com possível perda auditiva são fundamentais para esclarecer as dúvidas e tomar a providência cabível no sentido de melhora da situação clínica.

E você, já identificou algum sintoma de perda auditiva em seus conhecidos? Quais foram as condutas tomadas? Comente conosco!

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