É possível prevenir a surdez? Entenda!

Aparelhos Auditivos

A surdez é uma dos problemas mais comuns em todo o mundo, afetando pessoas de todas as idades e de ambos os sexos. Em 2010, a estimativa do IBGE era que cerca de 10 milhões de brasileiros já apresentavam algum tipo de deficiência auditiva e que esse número continuaria a crescer nas próximas décadas.

Apesar dos dados alarmantes, a verdade é que muitos casos de surdez podem ser prevenidos com medidas simples diárias. Essas medidas atuam em fatores danosos que podem estar presentes no ambiente do útero à velhice e, portanto, ajudam a garantir uma saúde auditiva ao longo de toda a vida.

Quer descobrir como prevenir a surdez? Confira nossas dicas!

Antes de mais nada, o que é surdez?

Popularmente, o termo surdez é usado como sinônimo de perda auditiva completa, mas, na terminologia médica, o diagnóstico de surdez é dado para qualquer déficit auditivo.

Quais tipos de surdez existem?

A surdez pode ser classificada quanto à severidade (leve/moderada/severa/profunda), à duração (temporária/permanente), à extensão (unilateral/bilateral) e à causa (neurossensorial/condutiva/mista).

O que causa a surdez?

Surdez neurossensorial

Ocorre devido a lesões nas células do sistema nervoso que transmitem o estímulo sonoro da cóclea, no ouvido interno, até o cérebro, onde ele será interpretado como som. Quem apresenta esse tipo de surdez ouve os sons com uma intensidade diminuída e de forma distorcida, o que dificulta ainda mais a compreensão da linguagem.

A surdez neurossensorial é provocada por doenças genéticas, infecções congênitas, exposição intraútero a substâncias teratogênicas, prematuridade, baixo peso no nascimento, uso de antibióticos da classe dos aminoglicosídeos, envelhecimento e traumas no sistema nervoso central.

Surdez condutiva

É provocada pela obstrução da passagem do som pelo canal auditivo, impedindo que o som alcance a orelha interna. Em geral, há uma redução na intensidade do som, sem qualquer distorção do estímulo.

A surdez por condução ocorre devido ao acúmulo de cera de ouvido, a otites, ao crescimento de tumores benignos, como o colesteatoma, às lesões no canal auditivo ou a alguma alteração na posição dos ossículos da orelha média.

Surdez mista

Na surdez mista, há uma combinação de componentes da surdez neurossensorial e da surdez por condução. 

É possível prevenir a surdez?

Na maioria dos casos, a surdez pode ser prevenida com a mudança de hábitos de vida e algumas medidas simples que reduzem o risco de doenças que provocam a perda auditiva.

Como prevenir a surdez?

Realize o teste da orelhinha nos recém-nascidos

Os novos protocolos de cuidados com o recém-nascido trazem o teste da orelhinha como um dos exames de triagem a serem realizados nos primeiros dias de vida do bebê.

Por meio do teste, é possível diagnosticar precocemente a surdez congênita e avaliar qual o tratamento mais indicado, permitindo, muitas vezes, que a criança tenha um desenvolvimento normal.

Mantenha o cartão de vacina atualizado

A rubéola é uma das principais causas de surdez congênita e pode ser prevenida com a vacinação de mulheres em idade fértil, já que isso evita que elas desenvolvam a doença durante a gravidez e a transmitam para o bebê.

Outra doença que provoca surdez e pode ser prevenida por meio da vacinação é a caxumba. A vacina, presente na tríplice viral, é aplicada aos 12 e aos 15 meses de vida.

Não coloque objetos dentro do ouvido

Como muitas vezes, as crianças têm o hábito de colocar pequenos objetos dentro das narinas ou dos ouvidos, é importante que os pais fiquem atentos e evitem o contato dos filhos com grãos de alimentos (feijão, arroz, milho), brinquedos com partes pequenas, massinha, alfinetes, brincos etc.

Além de obstruírem a passagem do som, esses objetos podem provocar um processo inflamatório ou infeccioso local, destruindo de forma irreversível alguma estrutura do ouvido.

Nos adolescentes e nos adultos, o maior risco é com os fones de ouvido internos, que aumentam a intensidade do som e favorecem a entrada de sujeira e micro-organismos no canal auditivo, e os cotonetes, que não devem fazer parte da rotina de limpeza dos ouvidos.

Realize o tratamento das doenças de forma adequada

Algumas doenças infectocontagiosas, como a otite e meningite, podem evoluir para a surdez quando não são tratadas de forma adequada já que os micro-organismos têm a capacidade de destruir algumas estruturas responsáveis pelo processo de audição. Por isso, ao primeiro sinal de doença, procure orientação médica e siga o tratamento como prescrito.

Evite sons altos

Atualmente, a poluição sonora se tornou uma das principais causas de surdez em jovens devido ao hábito de escutar músicas com um volume muito alto em fones de ouvido. Como, mesmo quando o indivíduo já se acostumou com o som nas alturas e diz não se incomodar com o barulho, há um risco dos ouvidos serem danificados, o recomendado é que o som não ultrapasse 50% do limite dos aparelhos.

Além disso, buzinas, sons do trânsito, carros de som ou outras fontes de barulho intenso devem ser eliminadas da rotina, sempre que possível, ou reduzidos com o uso de protetores de ouvido.

Utilize o equipamento de proteção individual adequado

Muitas atividades profissionais fazem com que o indivíduo se exponha a fontes de poluição sonora que ultrapassam o limite de segurança. Nesses casos, é imprescindível que o equipamento de proteção auricular seja utilizado de acordo com as normas da empresa durante todo o turno de trabalho.

Cuide da sua saúde como um todo

Distúrbios eletrolíticos, doenças degenerativas e acidentes vasculares encefálicos (AVCs) também podem provocar a perda auditiva. A visita regular ao médico e a manutenção de hábitos saudáveis (prática de exercícios físicos, dieta pobre em gordura, controle da pressão alta etc.) previne essas condições ou permite que elas sejam diagnosticadas e tratadas precocemente, restaurando a audição ou evitando a progressão para a surdez completa.

O que fazer quando a surdez já teve início?

Uma vez que a perda auditiva é constatada e avaliada adequadamente, é necessário verificar quais as possíveis opções de tratamento. Na maioria dos casos, é possível corrigir ou aliviar o problema com o uso do aparelho auditivo externo, uma pequena prótese removível e discreta, que capta e amplifica o som do ambiente.

Com o uso da prótese, o indivíduo recupera sua independência, comunica-se melhor e interage mais com as pessoas ao seu redor, prevenindo o isolamento social, a depressão e a perda da função cognitiva.

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