6 principais cuidados para um envelhecimento saudável

6 principais cuidados para um envelhecimento saudável

O envelhecimento saudável é um objetivo comum de todos aqueles que não querem ter sua qualidade de vida afetada pelas consequências da idade, mantendo a mente ativa e o corpo com disposição para se aventurar nas mais diferentes experiências.

Para alcançar essa meta, porém, é fundamental adquirir bons hábitos desde jovem e cultivá-los na sua rotina, o que ajuda a evitar o aparecimento de problemas graves. Mas será que isso não é muito trabalhoso?

Na verdade, levar uma vida leve hoje é muito mais simples do que parece. Neste post, listamos 6 dicas práticas para ajudar você a ter um envelhecimento saudável. Vamos conferir?

1. Pratique exercícios físicos regularmente

Se essa rotina já era importante para os jovens, para os idosos ela se torna fundamental. Isso porque a prática regular de exercícios físicos fortalece os ossos, reduz o risco de fraturas e melhora o condicionamento cardiorrespiratório.

Mas atenção: é preciso ter discernimento e precaução ao iniciar uma modalidade física! Antes de começar, consulte-se com o seu médico para entender quais exercícios são permitidos e quais devem ser evitados em cada caso. Isso evitará o desenvolvimento de outros problemas clínicos.

Para aqueles que já têm um histórico de atividade física, o processo é mais fácil, mas requer modificações quanto à duração desse evento ou da intensidade, que deve ser observada ao longo dos anos. Para os sedentários, é fundamental começar com exercícios físicos menos complexos, que respeitem possíveis limitações físicas. Com o passar do tempo e com o aval do médico, esses exercícios podem ser alterados.

2. Invista em uma alimentação saudável

A alimentação balanceada é uma peça-chave para o envelhecimento saudável. Por meio de uma boa dieta, o corpo se previne de distúrbios clínicos e encontra melhoras em outras funções fisiológicas, como o sono, a disposição para as atividades cotidianas e o raciocínio lógico.

Considerando as necessidades calóricas e nutritivas específicas da velhice, é aconselhável fazer um acompanhamento nutricional com um profissional especializado. O nutricionista será o responsável por adaptar o cardápio às preferências alimentares e às carências de minerais, se houver.

Nesse contexto, também é importante se atentar para a suplementação de minerais e vitaminas que acontece como consequência do declínio hormonal característico do avançar da idade. Um exemplo disso é a suplementação de cálcio e vitamina D, que são essenciais para a saúde dos ossos.

3. Tenha um sono de qualidade

Esse talvez seja o quesito talvez mais desafiador para os idosos, pois, enquanto uns se queixam da sonolência diurna, outros reclamam da insônia constante. A causa reside no desequilíbrio dos hormônios que induzem ao sono, algo que ocorre com a chegada da velhice.

O sono reparador é aquele em que o indivíduo acorda descansado, independentemente do número de horas dormidas. Embora a recomendação geral seja dormir no mínimo 8 horas por dia, é preciso conhecer o padrão de sono de cada um antes de analisar quais medidas podem ser tomadas para garantir noites reparadoras, avaliando a necessidade de mudanças no ambiente ou a inserção de estratégias medicamentosas.

O objetivo das mudanças no ambiente é deixá-lo mais calmo e confortável, seja com um colchão adequado, bons travesseiros ou um quarto escuro à noite, já que a ausência de luz ajuda a liberar os hormônios do sono.

O uso de chás antes de dormir também é uma alternativa relaxante, mas alguns idosos necessitam de medicamentos psicotrópicos para iniciar o sono e mantê-lo durante o período noturno. As propostas medicamentosas devem sempre ser propostas por um médico e constantemente avaliadas.

4. Mantenha os exames em dia

O controle clínico das doenças é uma estratégia fundamental para evitar complicações e modificar a estratégia terapêutica conforme os resultados laboratoriais e as recomendações médicas.

Idosos que sofrem de doenças crônicas, por exemplo, devem fazer acompanhamento ambulatorial de acordo com a gravidade do distúrbio e com o tempo para verificar alterações significativas nos exames clínicos e radiológicos.

Isso porque alguns parâmetros biológicos sofrem alteração mais rapidamente, enquanto outros demoram mais tempo. Exemplos disso são os exames de hemoglobina glicada, realizados trimestralmente por pacientes diabéticos, ou o acompanhamento dos hormônios da tireoide, que podem se alterar em menos de 30 dias após mudança da dosagem do medicamento. Essas informações devem ser consideradas para evitar fazer exames sem necessidade e para que o médico faça intervenções relevantes na rotina do idoso.

Além do acompanhamento das doenças crônicas, é importante sempre se consultar com o médico geriatra. Ele identificará problemas clínicos passíveis de tratamento, como surdez, incontinência urinária, baixa visão e outros distúrbios que aparecem nessa faixa etária.

5. Cultive bons hábitos sociais

Os indivíduos são seres sociais que necessitam de interação para manter sua vitalidade, disposição e qualidade de vida. Especificamente na velhice, ocorrem diversas mudanças que afetam essa situação.

Acontecimentos como a viuvez, a saída dos filhos de casa, a transferência para a casa de repouso, a aposentadoria — que, para muitos, é sinônimo de invalidez —, entre outras questões, têm influenciado significativamente no aparecimento de doenças psiquiátricas entre a terceira idade.

Para evitar que isso aconteça, é fundamental acompanhar o estado emocional dos idosos, evitar o isolamento social e familiar, promover encontro com os amigos e identificar precocemente a tristeza profunda e a anedonia. Nesse sentido, é possível investir em jogos de bingo, excursões para destinos visados por esse público, encontros familiares, inclusão nas redes sociais e muitas outras possibilidades.

6. Exercite a mente todos os dias

O envelhecimento saudável também reflete na prevenção de alterações cerebrais inerentes da idade. Nessa faixa etária, é comum a perda de memória recente, a dificuldade de raciocínio lógico e a incapacidade de realizar pequenos cálculos do cotidiano.

No entanto, algumas dessas limitações são causadas por falta de estímulos neuronais, o que pode ser amenizado com exercícios mentais ou através da inserção de atividades lúdicas que ajudem nesse processo. Experimente, por exemplo, convidar os idosos para uma partida de xadrez, eventos musicais, aulas de dança, de pintura ou outra atividade que articule membros e cérebro.

O envelhecimento saudável é um desafio da terceira idade que deve ser buscado constantemente para evitar o aparecimento de doenças e manter a longevidade com qualidade de vida. Sendo assim, cabe aos profissionais clínicos e aos familiares estimular a prática de atividades físicas, a alimentação saudável e demais bons hábitos.

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