7 dicas práticas para melhorar o planejamento financeiro dos idosos

7 dicas práticas para melhorar o planejamento financeiro dos idosos

O planejamento financeiro dos idosos deve garantir tranquilidade para arcar com os custos diários e um valor extra para aproveitar os momentos com a família e os amigos. Todavia, muitos indivíduos enfrentam problemas para atingir esse equilíbrio.

As causas desse entrave são diversas e relacionam-se tanto com os custos como com a assistência médica e, até mesmo, com a ajuda financeira para os filhos, além dos gastos inesperados com a velhice, como a aquisição de aparelhos ou a realização de adaptações em casa.

Sendo assim, é essencial organizar as contas diárias, fazer um planejamento financeiro adequado, arcar com as dívidas e permitir pequenos prazeres após o equilíbrio desejado a fim de buscar satisfação na velhice.

Quer saber como fazer o planejamento financeiro dos idosos? Então, não perca as dicas que daremos a seguir!

1. Mantenha as contas organizadas para facilitar o pagamento

O primeiro passo para melhorar o planejamento financeiro é levantar todas as contas a pagar e organizá-las conforme a forma de quitação. Nesse sentido, é fundamental arquivá-las em um mesmo local, utilizando pastas plásticas e caixas organizadoras, ou digitalizá-las para salvar no computador.

Além disso, as contas devem ser mantidas agrupadas por tipo e data de vencimento, para, depois, serem avaliadas quanto à ordem de quitação, considerando os recursos financeiros existentes para essa finalidade.

Sendo assim, os boletos das operadoras de planos de saúde são os primeiros a serem quitados, seguidos pelas contas de água, luz, telefone, cartões de crédito, e assim sucessivamente.

Outra recomendação importante é guardar, em um local de fácil acesso, apenas as contas do ano corrente, e retirar os boletos do ano anterior para armazenamento em caixas identificadas.

2. Destine um valor mensal para custos com saúde

A terceira idade traz consigo algumas alterações fisiológicas que podem demandar a utilização de medicamentos, mesmo para aqueles que não sofrem com doenças crônicas, situação em que alguns idosos já destinam o orçamento para essa finalidade.

Para os idosos que sofrem com doenças crônicas, é fundamental fazer um levantamento fiel dos custos com medicamentos e artigos médicos e destinar uma reserva para situações de aumento de preço ou falta de remédios na rede pública.

Para aqueles indivíduos que têm boa saúde, é interessante manter recursos financeiros destinados à prática de exercícios físicos recomendados pelo médico e para a realização de exames médicos periódicos não cobertos pelos planos de saúde.

3. Diferencie a quitação das contas conforme importância

O planejamento financeiro dos idosos deve incluir a separação das faturas conforme a necessidade e a urgência no pagamento.

As contas importantes são aquelas que envolvem saúde, prestação de aluguel, acordos judiciais, e as de sobrevivência no lar, como água, luz, telefone, mensalidade do condomínio etc.

Em seguida, deve-se levantar os custos daquelas contas que não são essenciais, mas que também são importantes para a qualidade de vida. Nessas, incluem-se a mensalidade de um clube, os encontros com os amigos em restaurantes, os presentes para o neto etc.

4. Evite comprometer o orçamento com dívidas extensas

Os idosos que mantêm uma renda mensal constante conseguem analisar o quanto podem destinar financeiramente para cada situação, até mesmo para os imprevistos. Contudo, alguns que recebem uma renda mensal flutuante apresentam dificuldades para quitar as dívidas.

Uma das alternativas às quais eles recorrem é o parcelamento das dívidas ou dos empréstimos bancários, situação que deve ser evitada ao máximo para não acumular mais despesas no orçamento final. Todavia, muitos idosos estão utilizando o FGTS para aquisição de produtos de que necessitam.

Caso não haja outra possibilidade, deve-se optar por empréstimos em poucas parcelas para evitar a extensão demasiada da dívida, pois a falta de quitação incorre em taxas de juros elevadas.

5. Previna-se contra os golpes aplicados em idosos

Os idosos são pessoas mais vulneráveis a conversas de fraudadores e estelionatários, que prometem investimento rápido ou maldade com os entes queridos. Por isso, é essencial orientá-los sobre esses acontecimentos.

Sendo assim, o primeiro conselho a ser dado é para que sempre desconfiem das propagandas via contato telefônico e nunca aceitem a proposta sem, antes, consultar um familiar de confiança.

Feito isso, é interessante ficar atento a novos golpes e orientar os idosos a não dar muitas informações a respeito da vida financeira para os conhecidos ou amigos, mantendo-se discretos quanto a isso.

6. Analise o estado cognitivo dos idosos

O envelhecimento traz consigo limitações físicas e cognitivas para alguns, enquanto para outros, nada se altera. Por isso, é interessante perceber o estado cognitivo desses indivíduos e como isso impacta no controle financeiro.

Uma das formas para analisar essa questão é verificando se ele consegue lembrar-se das senhas bancárias, se sabe pagar contas em caixas eletrônicos ou se utiliza corretamente os aplicativos instalados no celular.

Se essas habilidades estão sendo perdidas ou se existe um desinteresse próprio da personalidade do indivíduo, é aconselhável orientá-lo a repassar as senhas ou a delegar essa atividade para alguém de confiança.

Porém, existem idosos que consideram a ida ao banco como um passeio e gostam de realizar essa tarefa. Caso o familiar não identifique nenhum problema quanto a isso, é importante verificar posteriormente se todas as contas foram quitadas após o retorno da agência bancária.

7. Avalie o investimento financeiro para essa faixa etária

A velhice para os idosos é uma fase para desfrutar dos prazeres da vida, manter o envelhecimento saudável e aproveitar o montante financeiro acumulado ao longo dos anos. Além disso, o valor recebido da aposentadoria e de outras fontes de renda torna o envelhecimento menos traumático.

Contudo, é preciso pensar adequadamente sobre o melhor investimento para essa faixa etária, considerando o tempo de retorno, a finalidade da aplicação e os interesses pessoais dos idosos para escolher a melhor proposta.

Dessa forma, é crucial que os familiares acompanhem essa situação, discutam com especialistas bancários e optem por uma proposta menos ousada e que não comprometa um grande montante financeiro.

O planejamento financeiro dos idosos é uma prática que deve ser bem organizada para quitar as contas essenciais, destinar recursos para atividades de lazer e manter a velhice sem preocupações nesse assunto. Para tanto, cabem um acompanhamento e a paciência dos familiares para averiguar se as contas estão sendo quitadas e se existe alguma pendência financeira e para orientar sempre os idosos sobre os golpes que ocorrem nessa idade.

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