Do analógico ao digital: a evolução dos aparelhos auditivos

Do analógico ao digital: a evolução dos aparelhos auditivos

A evolução dos aparelhos auditivos propiciou melhoria acústica e qualidade de vida para os indivíduos com diagnóstico dos diversos tipos de surdez. Isso aconteceu em decorrência das inovações tecnológicas que foram incorporadas a esses dispositivos.

Esse fato é evidente, pois atualmente apenas os aparelhos digitais são comercializados, uma vez que os modelos analógicos perderam sua eficácia e foram gradativamente substituídos por versões inovadoras.

Além disso, os recursos tecnológicos trouxeram benefícios para esses dispositivos que vão além da segurança e qualidade acústica, como evidenciado nos aparelhos com chip que auxiliam no processamento do som.

Quer entender mais sobre a evolução dos aparelhos auditivos? Então, não perca as informações que daremos neste post!

A ineficácia do aparelho auricular analógico

Antigamente, os pacientes com surdez necessitavam de ajustes periódicos do aparelho analógico feitos pelos profissionais clínicos, pois esses dispositivos não eram programados por softwares específicos.

Sendo assim, muitos indivíduos se queixavam da inconstância na qualidade do som e desistiam de usar os aparelhos, além de relatarem desconforto quando posicionados no pavilhão auditivo.

Essa situação era consequência dos recursos limitados e do pouco conhecimento científico a respeito do processamento do som, condições que dificultavam a elaboração de terapias mais eficazes.

Com o passar dos anos e com mais estudos sobre a fisiologia do som, foi possível desenhar artefatos mais condizentes com o sinal acústico e desenvolver produtos direcionados a essa finalidade.

Devido a isso, os aparelhos analógicos foram substituídos pelos dispositivos digitais que agregavam mais segurança e sensibilidade para o processamento de informações sonoras durante os diálogos.

A tecnologia na evolução dos aparelhos auditivos

Aparelho auditivo de carbono

Visando à segurança e ao conforto do paciente com déficit auditivo, e considerando o advento tecnológico em todos os âmbitos, foram surgindo aparelhos com funcionalidades diversas e melhoria na condição acústica.

Isso pode ser evidenciado desde os primeiros aparelhos feitos com carbono que foram lançados no mercado concomitante à invenção do microfone e do telefone feitos do mesmo material.

Assim, os aparelhos feitos de carbono eram fabricados com até quatro microfones, porém a transformação acústica era lenta e ineficiente, com muitos pacientes relatando dificuldades na utilização.

Além disso, produziam sons com muitos ruídos, o que causava irritabilidade nos indivíduos que utilizavam esses aparelhos e falhas na comunicação com o ouvinte, acarretando má adesão ao dispositivo.

Aparelho auditivo a vácuo

Devido à inefetividade dos aparelhos de carbono, novas possibilidades foram surgindo até a inserção dos tubos a vácuo. Nesse caso, um pequeno tubo de vácuo era utilização para amplificar o som dos aparelhos de carbono.

A vantagem desses novos dispositivos foi o reduzido tamanho do dispositivo, fato que agradou aos pacientes que sentiam vergonha de mostrar os aparelhos inseridos na orelha. Todavia, o uso de duas baterias para alimentar os tubos de vácuo foi a questão desmotivadora, pois o período de utilização era muito pequeno.

Assim, era preciso recarregar periodicamente as baterias internas, o que desagradava àqueles que perdiam a comunicação em eventos importantes, atrapalhando inclusive nas questões profissionais.

Ainda foram modificados esses problemas, com a inserção de baterias internas e únicas, além da redução do tamanho do dispositivo, fato que incomodava significativamente os pacientes. Diante de outras adversidades, esse modelo foi caindo em desuso.

Aparelho retroauricular

Uma das maiores evoluções dos aparelhos auditivos veio com a chegada do tipo retroauricular, no qual era possível fazer a amplificação bianual, benefício que foi melhorado nesses dispositivos que já continham os transistores.

Além disso, a versão em miniatura dessa tecnologia também facilitava a comunicação dos pacientes diagnosticados com perda auditiva severa, possibilitando a melhoria da qualidade de vida desses indivíduos.

Atualmente, a versão desse dispositivo apresenta microchips e microprocessadores, reduzindo o tamanho do dispositivo e facilitando a colocação por pessoa de qualquer faixa etária.

Neste momento, pode-se inferir que a revolução tecnológica gerou um grande impacto por ter reduzido significativamente o tamanho dos dispositivos e aumentado a eficiência sonora, agregando mais qualidade a esses aparelhos.

Aparelho auditivo híbrido

A substituição do tubo de vácuo pelo transistor foi a principal modificação dos fabricantes para avançarem na melhoria do processamento sonoro, uma vez que a drenagem da corrente foi reduzida para 1/3.

Sendo assim, os dispositivos híbridos, que acoplavam o transistor e os tubos a vácuo, tiveram aceitação melhor, tanto pela comunidade científica quanto pelos indivíduos que dependiam dessa tecnologia.

Contudo, essa categoria de aparelhos auditivos permaneceu até meados da década de 1980, quando os dispositivos retroauriculares vieram como uma revolução para o tratamento da perda auditiva.

Aparelho digital

Até a década de 1980 ainda era predominante o uso dos aparelhos analógicos. Sendo assim, o primeiro aparelho digital surgiu em 1987, e desde então vendo sendo aprimorado com diversas funcionalidades e inovações. Hoje em dia, a tecnologia desses aparelhos permite a redução do ruído digital, além da inserção de microfones combinados com multicanais que aperfeiçoam o processamento.

Dessa forma, as partes dos aparelhos mais modernos incluem o microfone que capta os sons do ambiente e os processam em chips internos. Em seguida, a informação sonora é aumentada pelo amplificador e posteriormente transmitida para o receptor.

Além dos componentes básicos, os aparelhos digitais são indicados conforme as condições clínicas específicas, tais como o microcanal (CIC), o intracanal (ITC), o intra-auricular (ITE), o retroauricular(BTE) e o receptor no canal (RIC).

Outro ponto relevante na evolução dos aparelhos auditivos é o maior número de empresas que prestam assistência técnica e comercializam diversas marcas e produtos, o que facilita a rotina de quem necessita de um aparelho. Essa inovação gerou autonomia dos pacientes que necessitavam dessas ferramentas auriculares.

Assim, ao adquirir um aparelho auditivo, o paciente terá um produto de qualidade referenciada e poderá tirar dúvidas com os atendentes ou com os profissionais clínicos que o assistem para garantir a sua utilização correta.

A evolução dos aparelhos auditivos possibilitou melhorias na comunicação de pacientes com perda auditiva leve a severa, que apresentam condições socioeconômicas variadas e esperam mudança na qualidade acústica. Além disso, as mudanças estruturais e de processamento da informação sonora surgiram concomitantes à evolução tecnológica em geral.

E você, o que espera de um aparelho auditivo digital? Quer conhecer os diferentes modelos? Então, entre em contato conosco e escolha o ideal para você!

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