Labirintite: conheça suas causas, sintomas e tratamentos

Labirintite: conheça suas causas, sintomas e tratamentos

Labirintite: conheça suas causas, sintomas e tratamentos

A labirintite caracteriza-se pela inflamação do labirinto, que nada mais é que a estrutura da orelha interna, a qual é constituída pelos canais semicirculares e vestíbulo (responsáveis pelo equilíbrio) e pela cóclea (responsável pela audição). Geralmente, essa doença se desenvolve após os 40 ou 50 anos. 

Níveis elevados de triglicérides, colesterol e ácido úrico podem gerar modificações nas artérias que diminuem a circulação de sangue no labirinto e em algumas áreas do cérebro, favorecendo o surgimento da doença.

A seguir, vamos explicar com mais detalhes quais são as principais causas da labirintite, seus sintomas, os tratamentos disponíveis e qual é a sua relação com a perda de audição. Acompanhe!

Quais são as principais causas da labirintite?

A labirintite pode ser ocasionada por qualquer situação que envolva a inflamação no ouvido. Por essa razão, é de suma importância identificar a raiz do problema para que o tratamento seja mais eficiente. Entre as principais causas, podemos citar:

  • infecções virais, como sarampo, resfriados, gripes e febre glandular;
  • infecções bacterianas, por exemplo, a meningite;
  • alergias;
  • consumo de aspirina, antibióticos e outros remédios que possam causar algum problema no ouvido;
  • pressão alta;
  • colesterol alto;
  • diabetes;
  • problemas na tireoide;
  • traumatismo craniano;
  • tumor cerebral;
  • doenças neurológicas;
  • disfunção da articulação temporomandibular (ATM);
  • consumo excessivo de cigarro, bebidas alcoólicas e até mesmo de café.

Há situações em que a labirintite é causada pelo desenvolvimento da ansiedade e do estresse. Nesses casos, ela é chamada de labirintite emocional. Ela caracteriza-se pelo surgimento da tontura, alteração no equilíbrio e dores de cabeça que pioram quando movimentos bruscos são realizados.

Além das causas, é importante que você também observe os fatores de risco que podem ocasionar a labirintite, como: 

  • idade acima dos 40 anos;
  • glicose baixa no sangue;
  • otite;
  • uso de alguns medicamentos que causam estresse;
  • má alimentação.

Quais são os sintomas?

Quais são os sintomas?

Vertigens e tonturas são sintomas clássicos da labirintite. Vertigem é quando você tem aquela sensação de que o ambiente está girando ao seu redor. No caso da tontura, você se desequilibra, tem a sensação de pisar no vazio e tem momentos de instabilidade que dão a impressão de queda. Percebeu a diferença?

Quando a labirintite está em sua fase aguda, ela pode levar de minutos a dias para passar. Além da vertigem e das tonturas, o paciente também pode sentir: 

  • náuseas;
  • vômitos;
  • sudorese;
  • alterações gastrointestinais;
  • perda de audição ou audição diminuída;
  • zumbido no ouvido.

Mudar seu estilo de vida é muito importante para evitar as crises de labirintite. Algumas ações que você pode adotar desde já são:

  • evitar a ingestão de álcool;
  • não fumar;
  • controlar os níveis de triglicérides, de colesterol e a glicemia;
  • ter uma dieta saudável para manter o peso equilibrado;
  • alimentar-se regularmente, de preferência, a cada três horas, evitando, assim, intervalos muito grandes entre as refeições;
  • praticar exercícios físicos;
  • beber bastante água;
  • evitar o consumo de bebidas gaseificadas, como a água tônica, pois contêm quinino;
  • administrar, da melhor forma possível, as crises de ansiedade e estresse.

É necessário ressaltar que você não deve dirigir durante as crises ou sob o efeito de remédios para o tratamento da labirintite. Conte sempre com um familiar ou amigo para ajudar você nesses momentos.

Quais os tratamentos disponíveis?

Antes de iniciar o tratamento, é preciso realizar o diagnóstico da labirintite, o qual deve ser feito com um médico especialista, o otorrinolaringologista. Ele indicará os exames necessários para avaliar a presença de inflamações no ouvido, podendo também indicar a realização da audiometria para verificar se o paciente desenvolveu algum tipo de perda de audição.

Além desses exames, o médico também pode solicitar:

  • EEG (Eletroencefalograma);
  • tomografia computadorizada da cabeça;
  • eletronistagmografia;
  • ressonância magnética da cabeça;
  • testes em que o ouvido interno é resfriado e aquecido com ar ou água (estímulo de calor) para verificar os reflexos do olho.

Identificado o tipo de labirintite (emocional, viral ou bacteriana), o médico consegue indicar o tratamento mais adequado para cada caso. Por falar em tratamento, precisamos destacar os mais comuns, certo? Então vamos lá!

Nos casos em que o paciente desenvolve uma crise de labirintite, o médico pode receitar o uso de medicamentos, como:

  • Betaserc;
  • Clopam;
  • Cinarizina;
  • Dramin;
  • Dramin B6;
  • Dramin B6 DL;
  • Labirin;
  • Vertix.

No entanto, se o quadro clínico do paciente apresentar sintomas mais intensos, é possível que o médico indique a necessidade de internação para aplicar as medicações.

Também existe a possibilidade de o profissional indicar uma terapia chamada de reabilitação labiríntica, a qual visa melhorar o equilíbrio do indivíduo com a realização de exercícios específicos, monitorados por um fisioterapeuta ou fonoaudiólogo.

Vale destacar que a automedicação jamais deve ser realizada. A lista de medicamentos deste texto serve apenas como uma informação, ou seja, somente o médico pode indicar o medicamento ideal para cada caso.

Qual é a relação entre labirintite e perda auditiva?

Qual é a relação entre labirintite e perda auditiva?

Como a região afetada pela labirintite também é responsável pelo ato de escutar, ao desenvolver a doença, você corre o risco de ter algum grau de perda de audição. Caso isso aconteça, não se desespere, pois existem no mercado diversos tipos de aparelhos auditivos que podem ser usados para você não perder a sua qualidade de vida. Isto é, eles permitem que o usuário tenha uma rotina normal, sem prejuízos.

No entanto, para que isso aconteça, é importante procurar ajuda profissional (fonoaudiólogo), a fim de fazer o acompanhamento da perda da audição. Do contrário, ela pode se agravar. Existem diversos modelos para você escolher, desde os que são quase invisíveis até os que são à prova d’água. Você também pode adquirir acessórios que dão mais eficácia ao aparelho, podendo ser usados para assistir à TV, falar ao telefone etc.

A labirintite é um problema sério de saúde, uma vez que pode ocasionar outros males mais graves, como a perda de audição. Contudo, ao contar com a ajuda de um profissional especializado, é possível tratar esse problema de maneira eficiente, a fim de ter mais qualidade de vida. Além disso, por meio de um diagnóstico correto, as chances de recuperação aumentam.

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