O que fazer quando o idoso não tem uma boa adaptação ao aparelho auditivo?

O que fazer quando o idoso não tem uma boa adaptação ao aparelho auditivo?

A adaptação ao aparelho auditivo é algo que leva um tempo para que tudo saia conforme o planejado. Por esse motivo, é preciso que você tenha paciência com o idoso e o incentive a comparecer nas consultas agendadas e realizar todos os exercícios que o fonoaudiólogo indicar.

Sabemos que, na prática, esse tipo de situação se torna muito mais difícil. Isso porque a maioria das pessoas da terceira idade costuma ser um pouco mais teimosa, tornando a fase de adaptação um tanto quanto complicada, não é mesmo?

Como o nosso intuito é sempre ajudar você a lidar com situações delicadas como essa, escrevemos este artigo para mostrar o que deve ser feito quando o idoso não tem uma boa adaptação ao aparelho auditivo. Continue conosco e confira nossas orientações!

Por que o idoso não se adapta ao aparelho auditivo?

Há quem diga que, hoje em dia, só não adapta quem não quer, pois as tecnologias evoluíram muito e os aparelhos são muito mais discretos e confortáveis de usar. Mas, brincadeiras à parte, é importante ressaltar que, mesmo assim, alguns idosos ainda têm dificuldades em se adaptar ao aparelho.

Normalmente, as principais queixas são desconforto com algum tipo de som e a expectativa de querer ouvir e entender tudo assim que o aparelho é colocado. Por isso, é comum que eles fiquem um pouco frustrados, tendo em vista que as suas expectativas não foram atendidas em um primeiro momento.

Isso acontece porque, realmente, a adaptação não é algo instantâneo. Nesse primeiro momento, eles começam a ouvir ruídos incômodos, que não ouviam há algum tempo, portanto, o cérebro não se lembrava que esse ruído existia.

Tem gente que adora voltar a ouvir alguns sons pequenos, como a pessoa digitando em um teclado, por exemplo, mas há pessoas que já acham insuportável ter que ouvir isso e, assim, sentem muita sensibilidade e desconforto.

O que acontece com esses pacientes com desconforto é que, muitas vezes, eles ignoram que tudo pode ser ajustado no aparelho. Assim, ao sentirem algum incômodo, não agendam um retorno ao fonoaudiólogo e simplesmente deixam de usar o aparelho.

O que fazer quando o idoso não se adapta ao aparelho auditivo?

Normalmente, essas dificuldades na adaptação vêm de pessoas que, por algum motivo, já não querem usar o aparelho. Nesse caso, se alguém disse que era ruim e que incomodava, por exemplo, o idoso já inicia o processo com alguma resistência. Dessa forma, ao aparecer a primeira dificuldade, ele simplesmente abre mão do acompanhamento, em vez de tentar solucionar o problema.

Conforme mencionado no início, há sim um tempo de adaptação. Por isso, é preciso conversar muito com o idoso para que ele seja persistente e entenda que há uma curva de evolução no uso do aparelho.

Geralmente, aquelas pessoas que estão mais bem adaptadas ao aparelho costumam usá-lo por, pelo menos, 8 horas por dia, enquanto alguns chegam a usá-lo por até 12 ou 16 horas. Com essa prática, elas costumam não ter queixa nenhuma.

Em contrapartida, se o idoso usa o aparelho auditivo apenas de 3 a 5 horas por dia, ou seja, sem estimular bem o cérebro e trabalhar a questão da neuroplasticidade novamente, a adaptação não será boa de fato e a frustração será maior do que a satisfação.

Nesse momento, ter paciência e entender que há um período de adaptação é fundamental. Isso precisa ser trabalhado muito com eles desde a primeira consulta, explicando como funciona o processo da audição, o que é necessário para voltar a ter uma qualidade auditiva melhor e deixar bem claro que não existe um retorno instantâneo.

Em relação aos assuntos mais técnicos, você pode ficar tranquilo, pois o fonoaudiólogo vai explicar como funciona o processamento auditivo central, a audição, o tempo que eles precisam usar o aparelho para sentir o benefício, entre outras questões relevantes.

Pode acontecer também de ele comparar os exames de audiometria, porque as pessoas que usam muito o aparelho precisam repeti-lo dentro de um ano e, nesses casos, há tendência de melhores resultados no índice de reconhecimento de fala. Em situações em que o idoso não usa bem o aparelho, o resultado do exame tende a piorar, porque a perda é gradativa.

Como convencer o idoso a tentar outra opção de aparelho auditivo?

A troca de aparelho não acontece tanto por essas queixas. A principal alternativa, na verdade, é conversar com o idoso para entender o que está incomodando e tentar ajustar isso da melhor forma possível.

Pode ser que uma peça esteja machucando-o, ou o processamento auditivo pode estar comprometido, enfim, é preciso sentar e conversar para entender o que está errado para mudar alguma peça ou refazer o ajuste para melhorar o conforto.

Normalmente, a troca de modelo só é oferecida quando há uma queixa específica em relação a algo que o aparelho do idoso não tem, por exemplo. Vamos supor que o idoso tenha muita dificuldade de ouvir o padre falando na igreja. Para esse caso, hoje, já há aparelhos que facilitam a audição nesse tipo de ambiente. Assim, caso o paciente queira, um teste será realizado.

Qual é o melhor tipo de aparelho auditivo que existe hoje?

Os modelos atuais vão sempre trabalhar as queixas que os pacientes já tiveram no passado. Por exemplo: a microfonia. Nesses casos, as pessoas não conseguem entender os sons dentro do carro, ambientes com muitas pessoas etc. Os modelos novos oferecem tecnologias que trazem soluções para todas as queixas que as pessoas com deficiência auditiva trazem ao longo dos anos.

A A&R Aparelhos Auditivos oferece a nova linha NX, por exemplo, que, além dos recursos mais avançados, também soluciona uma queixa que muitas pessoas têm, que é o retorno da própria voz (OVP). O indivíduo, muitas vezes, perde esse retorno e sente dificuldade quando volta a escutá-lo, pois parece que ouve um eco muito alto. Nesse momento, o aparelho faz um escaneamento da voz e melhora a qualidade sonora nessa adaptação.

Para que o idoso tenha sucesso na adaptação ao aparelho auditivo, ele precisará contar com pessoas que se importam com o seu bem-estar, como você. Por isso, motive-o a seguir todas as orientações do fonoaudiólogo e mostre a ele como o aparelho pode melhorar a sua qualidade de vida.

A fase de adaptação pode ser delicada, portanto, você precisa contar com uma equipe especializada em reabilitação para alcançar os melhores resultados. Entre em contato conosco e saiba o que podemos fazer por você!

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