Perda auditiva e as doenças cardiovasculares: entenda a relação

Perda auditiva e as doenças cardiovasculares entenda a relação

Perda auditiva e as doenças cardiovasculares: entenda a relação

O corpo humano é formado por estruturas e sistemas, os quais, juntos, comandam o funcionamento do organismo. Dessa forma, alterações específicas podem causar impacto funcional em outras áreas, como ocorre entre perda auditiva e doenças cardiovasculares.

Tendo em vista tal relação, é fundamental que a população e os profissionais de saúde estejam atentos aos possíveis danos auditivos em decorrência de problemas cardiovasculares, visto que estes últimos ainda representam a principal causa de morte no mundo.

Mas, afinal, por que existe essa associação? Como duas funções aparentemente distintas podem estar correlacionadas? Continue a leitura e descubra!

As causas da perda auditiva

A perda auditiva é dividida, basicamente, em central e periférica. Isso mostra que diferentes componentes são essenciais para que a função seja bem realizada no dia a dia.

Quando se trata da periférica, ela está vinculada a alterações na orelha externa, média ou interna. A orelha externa é composta por estruturas como pavilhão auditivo e o conduto, que vai até a membrana timpânica.

Já a orelha média é representada pelos ossículos responsáveis por transmitir à orelha interna os estímulos mecânicos que as ondas sonoras causam no tímpano. Por fim, a parte interna é composta pela cóclea e pelo sistema vestibular, responsáveis pela audição e equilíbrio, respectivamente.

Por outro lado, a perda auditiva central está diretamente associada ao sistema nervoso, ou seja, às vias sensoriais que direcionam os estímulos para processamento da informação no cérebro.

Parece complexo, certo? Mas para entender a associação com as doenças cardiovasculares, é necessário ter atenção especial com a cóclea, componente da orelha interna. Confira!

A relação entre doenças cardiovasculares e perda auditiva

As doenças cardiovasculares são prejudiciais por si só. As consequências incluem infarto do miocárdio, acidentes vasculares cerebrais, trombose, acometimento vascular periférico, dentre outros. Sendo assim, é possível perceber que não afetam apenas o coração, mas o organismo como um todo.

Pensando na audição, pessoas que apresentam algum tipo de alteração cardiovascular são 54% mais propensas a desenvolverem também redução auditiva. A principal justificativa para isso está associada à circulação presente nas estruturas da orelha interna.

O sangue é responsável por levar nutrientes e possibilitar o bom funcionamento de cada célula do corpo humano. Dessa forma, representa importante papel no metabolismo, incluindo as interações existentes na audição.

As doenças cardiovasculares acometem a circulação na orelha interna por reduzirem o fluxo sanguíneo no local. Por conseguinte, diminuem também a disponibilidade de oxigênio e de energia, os quais são destinados para as reações na cóclea, fundamentais para a sensibilidade auditiva.

Diante dessa associação, é necessário estabelecer o raciocínio de que a queixa de perda de audição pode ser consequência de problemas sistêmicos. Vale ressaltar que nem sempre há o diagnóstico prévio de doenças cardiovasculares. Portanto, ao detectar sinais de surdez, é importante fazer a triagem de possíveis condições cardíacas e vasculares.

Por fim, outra associação identificada é que a partir de 49 anos há o aumento de problemas auditivos como consequência cardiovascular. Esse problema pode ser mais frequente em razão do envelhecimento populacional, visto que ambas as condições são muito prevalentes na população mais velha.

A influência da diabetes mellitus

Embora tenhamos reforçado quais são os principais problemas cardiovasculares, não podemos nos esquecer da influência que a diabetes apresenta no organismo. A condição em si representa a ausência ou insuficiência de captação de glicose devido a problemas hormonais relacionados à insulina.

A diabetes tratada de forma ineficaz provoca consequências como o aumento dos níveis de açúcar no sangue, bem como aumento do peso, do colesterol, além de importante acometimento vascular e nervoso.

Sendo assim, a diabetes é um fator de risco para doenças cardiovasculares e perdas auditivas. Da mesma forma que alterações provocadas nos vasos sanguíneos podem diminuir o fluxo de sangue na orelha interna, o impacto na inervação pode causar perda auditiva a nível central, com maior dificuldade na captação de estímulos e no processamento das informações.

Quando feita uma análise das células da orelha interna, são identificadas lesões em 50% de pessoas diagnosticadas com diabetes. Outro dado relevante é que pacientes diabéticos e com aumento de peso são 3 vezes mais propensos a apresentarem alterações na audiometria.

A prevenção de doenças cardiovasculares

Conforme reforçado neste artigo, as doenças cardiovasculares representam um dos fatores que influenciam na perda auditiva. Mas não é este o único aspecto acometido por elas.

A alta prevalência na sociedade e as graves consequências geradas, sejam mortes, sejam perdas funcionais ou até mesmo hospitalizações, fazem com que a prevenção torne-se essencial. Confira a seguir algumas maneiras de evitar complicações!

Acompanhe sua pressão

A hipertensão arterial retrata o aumento contínuo nos níveis pressóricos. Caso não tratada, as alterações provocadas na parede dos vasos podem prejudicar o funcionamento de órgãos, como os rins, coração e vascularização periférica.

Sendo assim, é ideal realizar aferições periódicas, a fim de detectar o aumento em tempo hábil para estabelecer uma mudança de hábitos e, se necessário, o tratamento medicamentoso.

Reduza os índices glicêmicos

Como dito, a diabetes é uma condição que requer atenção e acompanhamento, visto que suas complicações são graves e sistêmicas. Dessa forma, é preciso adotar hábitos diários que reduzam os índices glicêmicos, como um padrão alimentar adequado e a prática de atividades físicas, além de, é claro, tomar corretamente a medicação prescrita pelo profissional especializado.

Busque um melhor padrão alimentar

O melhor padrão alimentar mencionado anteriormente não deve ser adotado apenas para pessoas com diabetes. Toda a população deve prezar por uma alimentação que abranja os nutrientes essenciais e tenha quantidade reduzida de alimentos hipercalóricos. Ressaltamos também a importância da hidratação e, caso opte pelo suco, que ele seja feito com a polpa das frutas e sem adição de açúcar.

Pratique atividades físicas

A prática de atividades físicas é fundamental para melhorar o desempenho de diversos aspectos do organismo. Além do fortalecimento muscular, a função cardiorrespiratória é beneficiada, diminuindo o risco de desenvolver doenças cardíacas e reduzindo também os níveis de colesterol.

Concluímos, então, que há uma importante associação entre doenças cardiovasculares e perda auditiva, de modo que os profissionais de saúde devem estar atentos no momento do diagnóstico. Identificar a causa é um ponto fundamental para que sejam estabelecidas as condutas corretas e, neste caso, para que possa ser feito um tratamento sistêmico e não apenas da redução da audição.

E então, percebeu que está sofrendo determinada perda auditiva? Consulte um médico e saiba como nossos produtos podem auxiliá-lo a ter mais qualidade de vida!

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